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Geração Brasil é igual a seu reality show: Geração Nem Nem

Trama das 7 é cheia de tramas vazias que andam em círculos para lugar algum.

Por: Emerson Ghaspar - Contato: [email protected]

Há algum tempo a Globo vem fazendo experimentos em suas novelas e, na maioria das vezes, quebrando a cara. Desde o fim de Guerra dos Sexos, a emissora tem investido pesado em tramas com jovens como protagonistas (Sangue Bom, Além do Horizonte e Geração Brasil) ou com temas voltados para eles, mas não tem conseguido grandes sucessos. A atual trama das 7 é a prova disso.

Qual é o protagonista? Por quem devemos torcer? Quais são os empecilhos que os protagonistas tem que superar? Geração Brasil não responde exatamente essas perguntas. Em sua reta final, a trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira não revelou até agora quem é o mocinho, a mocinha e o vilão da trama. Jogando no escuro, o telespectador não sabe se ama ou odeia Jonas Marra (Murilo Benício), se Herval (Ricardo Tozzi) é mocinho ou vilão e se a heroína é Pamela (Cláudia Abreu) ou Verônica (Tais Araujo). Se a novela não sabe por quem devemos torcer, quem dirá nós.

O núcleo jovem, de um elenco talentoso, é composto de uma trama totalmente sem sal. Manu (Chandelly Braz) apesar de estar trabalhando como espiã não cativou como heroína e Megan Lilly, de Isabelle Drumond, até que chegou a roubar a cena com sua luta pelo amor de Davi (Humberto Carrão), mas e daí? Quando ela conseguiu namorar o falso Golias tudo ficou chato. Isso mesmo a história não anda.

Vendida pela Globo como dos mesmo autores do sucesso Cheias de Charme, Geração Brasil esbarra exatamente nisso, na falta de charme. Apesar de todos os belos efeitos visuais, a trama peca gravemente naquilo que realmente deveria ser belo, o texto. Sem graça, sem romance, sem ação e com um tema atual, que é o mundo da tecnologia, a trama das 7 começou afastando a dona de casa que não entendeu nada. Faltou para quem torcer, a opção foi começar a fazer o jantar mais tarde, durante a novela da abelhinha.

Até o jovem que poderia vir a assistir a novela preferiu ficar na net assistindo a todas temporadas de Games of Thrones. Mas por quê? Atual, moderna, o que falta a Geração Brasil?

Talvez a resposta esteja na própria novela, Geração Brasil é como o reality estrelado por Brian Benson (Lazaro Ramos), o Geração Nem Nem. Nem emociona, Nem tem romance, Nem tem aventura, Nem há humor. Sinceramente nem o Brasil, usado no título, parece ser algo original. Parece que foi colocado só para o público, de alguma maneira, pudesse associá-la à Avenida Brasil. Na trama das 7, nem o nome convence.

Faltou à Geração Brasil uma história interessante - que tivesse a tecnologia como tema de fundo. Não que esse seja o ponto principal, afinal quem assiste tem emoção e quem se emociona de verdade gosta de uma boa história antes de mais nada. E, na ausência de um texto cativante, nada salva uma Geração Nem Nem, que nem vai assistir, nem vai se lembrar dessa trama das 7.



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Comentários (5) Postar Comentário

Jullio di Avlis comentou:

Concordo com tudo que você disse e vou um pouquinho além: Antes da copa do mundo eu até assistia GB, mas depois que a Globo fez aquela palhaçada de tirar a novela do ar e colocar apenas alguns minutos me senti desrespeitado como telespectador e acho que não fui apenas eu. A copa passou e nós telespectadores ficamos e eu que não assisto mais essa novela, pra Globo aprender...

Flávia comentou:

A novela e ruim e não se deve por culpa e nada a não ser seu texto e repetiçao de elenco!!!

Ednardo Honório de Lima comentou:

a razão de tudo tem nome: CENSURA DE CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA , isso que tá acabando com TV aberta.

Bruno comentou:

Texto impecável!

Tom comentou:

Muito ruim, desperdício de grandes atores. Clauda Abreu poderia ser muito melhor aproveitada, visto que demora tanto a aparecer na telinha. Na hora da novela, o jeito é fugir para os canais fechados! É o que faço há muito tempo. Espero que a substituta não seja outra bomba. Estou com um pé atrás...

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