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Deus Salve o Rei é muito mais do que Bruna Marquezine

Para o público das 7 somente a personagem Catarina importa, mas há muito a ver na novela das 19h.

Por: Emerson Ghaspar - Contato: [email protected]

Foto: Divulgação/TV Globo

Quando se anunciou a estreia de Deus Salve o Rei fiquei um pouco receoso, primeiro por ter um enredo similar em alguns aspectos com a trama Belaventura (a questão por disputas territoriais e o amor de um nobre por uma plebeia) da RecordTV, mas isso logo se desfez. Apesar das similaridades, as duas possuem estéticas e maneiras diferentes de serem contadas e em nada lembram Games of Thrones, a aclamada série da HBO. Ambas andam com as próprias pernas.

Deus Salve o Rei é visivelmente uma superprodução, mesmo que em Chroma Key e bebe visivelmente na fonte do folhetim tradicional, isso todo mundo sabe. O que a maioria não percebeu é que é uma forma de a Globo mostrar ao mundo que pode criar e produzir algo tão imenso e intenso quanto qualquer produção do mundo (mesmo telenovela sendo considerado algo menor, o que não é). A emissora não precisava provar nada a ninguém, mas apresenta algo digno de grandes produções de Hollywood, considerado os melhores do mundo.

A novela em si é um bom entretenimento: tem romance, intrigas e uma pequena dose de humor, que é um grande destaque na história. Há núcleos que apresentam histórias promissoras como a de Mandigueira (Rosa Marya Colin), Virgílio (Ricardo Pereira) e de Rodolfo (Johnny Massaro) que devem crescer mais durante a trama. Atores como Rosamaria Murtinho e Marco Nanini dão à obra a ideia de que não é só uma história voltada para o público jovem, mas para todos os públicos. Os dois emocionam com gestos, olhares e interpretação magistral. Afinal, os reis de cada reino não perdem a majestade diante de um elenco com inúmeros seguidores nas redes sociais.

Apesar de toda produção, texto, direção competente e elenco, o assunto que leva Deus Salve o Rei a boca do povo é a interpretação de Bruna Marquezine, que apesar de sempre repercutir na imprensa ganhou mais destaque após o retorno de seu relacionamento com o jogador de futebol Neymar no final do ano passado. Claro que foi um chamariz para a trama e consequentemente para a interpretação da atriz.

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A imprensa caiu em cima das interpretações de Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine, chamando a última de robótica, mas será que isso é verdade? A trama se passa entre dois reinos na idade média (aparentemente) e isso não deveria interferir também no texto? Tirando as gírias que não cabem mesmo a novela, Deus Salve Rei tem um texto contemporâneo. Será um risco ou deslize mesmo? Só o tempo dirá. Se a ideia era se passar na idade média, não seria bom banir os sotaques tão em evidência na trama também?

Outro fator que acho que prejudica a atenção do público em relação a Marquezine é perceber que ela faz um papel diferente do que já feito. É uma vilã que não dissimula, tem as mesmas feições para tudo, que não sente nada por ninguém. Se a história se passa na idade média, consequentemente na Europa e quem conhece os europeus sabe o que eles pensam de aparentar sentimentos, que é o mesmo que demonstrar fraqueza, percebe que Bruna Marquezine pode estar dando um ar diferente a personagem. Não estou defendendo a atriz, mas dizendo que pode ser uma nova visão de personagem e construir algo diferente.

Ainda em seu início, Deus Salve o Rei tem muito o que apresentar, antes de rotularmos a atuação de alguém, a novela em si e por isso demorei um pouco a contar minhas primeiras impressões. É um biscoito fino que pode nos surpreender se a crítica for além de Bruna Marquezine e notar realmente a obra.



Comentários (21) Postar Comentário

Chev Chelios comentou:

Matéria paga pelo Neymala.

Guilherme comentou:

Novela surpreendente. Texto maduro e que vai além da mera reprodução de uma época como a Idade Média. Há uma discussão de temas por trás da época, aproximando o telespectador daquele período e modernizando a trama. Como um texto faz diferença numa trama. A novela das nove é contemporânea e com um texto forçado, esculachado e nada sutil. Enquanto isso, a novela das sete que é de época, tem um texto moderno, que ultrapassa os limites da época da trama. Parabéns ao Daniel Adjafre, estreante na função e arrasando na estreia.

Rey comentou:

SÓ SABEM ELOGIAREM FUNK E MSc DE PORCARIAS. ESSA OBRA PRIMA É SIM,UMA LINDA NOVELA.

vit comentou:

A atuação da bruna marquezine ta podreeee, horrível!!

Naldo comentou:

Se a Natália do Valle estivesse no elenco, essa novela certamente seria um sucesso.


Sem Natália do Valle respondeu:

Kkkkkkkkkkkkk



Geraldo respondeu:

Natália do Valle faz falta nas cenas que a Grazi faz "se achando mãe do Tomaz" em o Outro Lado do Paraíso. A interpretação histérica da Grazi seria hilária, com a querida Natália do Vale :)



GABO respondeu:

OLHA QUE EU ACHO QUE A NATHÁLIA DO VALLE SERIA UMA ÓTIMA RAINHA NESSA NOVELA GOT DA GLOBO


julia comentou:

Bruna não sabe atuar

Televisivo comentou:

A novela é gostosinha de acompanhar, a produção é mega caprichada, os sotaques me incomodam muito, destoa do padrão de qualidade da trama e dá impressão que a Globo não teve cuidado com isso. Se até um ator Português, consegue falar o português do Brasil com tanta perfeição, quiçá os próprios atores que já são brasileiros. É possível corrigir!
A Bruna Marquezine definitivamente é pura mídia, nem parece aquela garotinha hiper talentosa que estreiou em "Mulheres Apaixonadas", está super canastrona, forçada, até entendo que a sua personagem tem um perfil gélido, mais contido, mas a entonação de voz, a postura, está tudo muito fake, ela chega em cena e só falta falar: "Pessoal eu sou a vilã da trama!" e a culpa nem é do texto, porque o mesmo tem qualidade.
Outras atrizes poderiam se dar muito melhor nesse papel, uma pena, pois uma boa vilã é a cereja do bolo de qualquer telenovela.
Marina Ruy Barbosa, dá conta e só, nada extraordinário. Acho que falta comprometimento, trabalho de composição mesmo.
Por isso me dá gosto ver Marjorie Estiano, Isis Valverde e outras atuando, são atrizes que procuram sempre diferenciar uma personagem da outra e sempre o fazem de maneira brilhante.
Ah! Rômulo Estrela está dando conta do recado, o rapaz é lindo, o verdadeiro galã e não é chato, já tinha dado um show em "Entre Irmãs", merece espaço. O Ricardo Pereira como vilão está bem também, no tom que a trama pede, algo meio sombrio, psicótico, aposto que vai render bons momentos.


Daiana respondeu:

Concordo com tudo que disse, só não concordo na parte do Romulo Estrela. Não gostei dele nesse papel.. Deve ser pq eu sempre vejo ele chorando na novela.. Acredito que quem cairia bem no lugar dele, seria o Thiago Lacerda. Sei lá, só acho!!! :)


João comentou:

Tem muita coisa ali na novela sendo mostrada que nos remete aos tempos de hoje, como a inversão de papéis da sociedade: a cozinheira do castelo que não se identifica com essa tarefa e quer ir pro exército, e o filho do capitão do exército que gosta de cozinhar. Além disso temos a questão da falta de água em Montemor, algo que vivemos hoje. E o conflito entre os dois reinos? Algo que existe hoje e vai continuar existindo, só olhar para as duas Coreias por exemplo.

Fred comentou:

Não concordo, a atuação de bruna e sua voz estão muito irregulares, não acredito que ela quis passar uma frieza como dito, e se for isso é só olhar a construção de Andrea horta como lucinda e ver que é possível ser uma vilã fria e sem caras e bocas e ser bem sucedida.

Amigo tv tudo comentou:

A produção sim esta sendo destaque os efeitos especiais parece real mesmo mas a novela parece serie sei la nao gostei do enredo parece que estou dentro do cinema e nao novela aquele elenco sem sal parecendo novela da record que venha a proxima tomara que passe rapidinho.

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