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5 litros de whisky e 2 velórios

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: nelsongjunior@gmail.com

5 litros de whisky e 2 velórios

Uma noite politicamente incorreta, diriam os puritanos de plantão. Foram assim as estréias do seriado “A Lei e o Crime” na Record e da minissérie “Maysa – Quando Fala o Coração”, na Globo.

A primeira se resumiu a um festival de tiros, desfile de armas, dois velórios e uns dez mortos. Deve ter sido até mais, confesso que perdi as contas no meio do caminho. Tudo isso em um ritmo frenético, alucinante.

Já a segunda, nos deixou com a impressão de que será difícil ver a protagonista Larissa Maciel sem um copo de álcool ou cigarro nas mãos. Características do personagem real, infelizmente. Só nas primeiras cenas, ela já deve ter bebido uns cinco litros de whisky.

De qualquer forma, a Rede Globo caprichou. Qualidade de cinema na televisão. Aliás, melhor do que muitos filmes produzidos pela própria Plim Plim. O cuidado na direção de arte e a qualidade técnica da minissérie são ótimas e nos trazem um resultado impactante. Aliada ao delicado, sutil e competente texto de Manoel Carlos, com uma direção segura do filho de Maysa, o experiente Jayme Monjardim, a trama tem tudo para decolar nas noites globais.

A estréia provou bem isso. Foi o melhor resultado de uma minissérie global nos últimos anos: 30 pontos. Audiência superior as alcançadas atualmente pelas novelas “Negócio da China” e “Três Irmãs”.

No mesmo dia e praticamente no mesmo horário, a TV Record colocou no ar o primeiro seriado produzido pelo canal nesta fase “rica” (de dinheiro e público).

“A Lei e o Crime” nos mostrou uma edição ágil e bem acabada, com bastante violência e uma história bem amarrada pelo escritor Marcílio Moraes, o mesmo de “Vidas Opostas”. A trama cumpre o seu papel e prende o telespectador diante da tela, mas não deixa de ter um “jeitão de novela”.

Mesmo assim, tem um roteiro interessante, está bem produzida e os respeitáveis 18 pontos de média no primeiro episódio garantem a expectativa de se ver o que virá nas próximas semanas.

Resumindo, começamos o ano com duas boas produções nacionais. Que 2009 seja assim por inteiro.

Escolinha de sempre

Os ótimos índices de audiência alcançados pela “Uma Escolinha Muito Louca” da Band apenas comprovam que o formato, eternizado pelo gênio Chico Anysio e seus alunos não menos geniosos e geniais, continua em alta.

Destaque para Sidney Magal que está seguro e engraçado no papel do professor. Mas importante ressaltar que é impossível não sentir saudades de Chico Anysio ao assistir o programa.

Simplesmente inexplicável deixar um talento como ele na fria e esquecida geladeira global.





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