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Especial Joia Rara: Entre no clima da nova novela das seis!

Saiba os detalhes das histórias do folhetim assinado por Thelma Guedes e Duca Rachid.

Por: Jeferson Cardoso

Novela de: Thelma Guedes e Duca Rachid
Escrita por: Thelma Guedes, Duca Rachid e Thereza Falcão
Colaboração de: Manuela Dias, Ângela Carneiro, Newton Cannito, Camila Guedes e Luciane Reis
Direção geral: Amora Mautner
Núcleo: Ricardo Waddington

Ensinamentos budistas

"A sabedoria está em acompanhar os movimentos da vida"

Algo muito especial está prestes a acontecer. Em um mundo caótico, à beira de um colapso, onde sentimentos como compaixão e solidariedade estão em extinção, surge um ser para ensinar a humanidade a amar. Mostrar que é possível lapidar a joia interior de cada um para melhorar tudo em volta. Sua grande missão é harmonizar forças opostas, transformar a guerra em paz e promover o amor.

​Sim, "Joia Rara", a próxima novela do canal internacional da Globo, é antes de tudo uma história de amor. De um homem por uma mulher, de uma mãe pela filha, de um avô pela neta e de uma criança pelo mundo inteiro. Abraça a ideia de se fazer o bem e viaja no tempo e pelo mundo. Nos Himalaias dos anos 30, quando a Segunda Guerra está para eclodir na Europa, um líder espiritual budista se despede da vida; no Brasil, nasce um bebê fruto de uma paixão intensa e improvável. Nunca antes dois episódios foram tão distantes e tão próximos ao mesmo tempo. Será a criança a reencarnação do mestre?

A trama vai dos anos 30 aos 40, percorrendo a Lapa boêmia, as cores vibrantes dos cabarés, o glamour de Copacabana, a alegria dos cortiços e a luta da classe operária por melhores condições de trabalho. "Joia Rara" é uma novela de Thelma Guedes e Duca Rachid, escrita também por Thereza Falcão com a colaboração de Manuela Dias, Ângela Carneiro, Newton Cannito, Camila Guedes e Luciane Reis. Com estreia prevista para 16 setembro nas Américas e, dia 17, na Europa, África e Japão, tem direção geral de Amora Mautner e direção de núcleo de Ricardo Waddington.

No Teto do Mundo

“Toda grande caminhada começa com um simples passo”.

Estamos em 1934. O milionário brasileiro Franz Hauser (Bruno Gagliasso) se aventura nos Himalaias. Quer chegar ao ponto mais alto da cordilheira, feito até então nunca alcançado por um homem. E consegue, ao lado seus amigos Manfred (Carmo Dalla Vecchia) e Eurico (Sacha Bali). Mas o inesperado acontece: os três são tragados por uma avalanche e se perdem um do outro.

Muitas horas depois, monges budistas em peregrinação encontram Franz desacordado na neve, à beira da morte. Levam-no imediatamente ao fictício mosteiro de Padma Ling e, durante dias, oram à sua cabeceira, velando o sono do rapaz e cuidando de seus ferimentos com medicina natural. Quando Franz finalmente recobra a consciência, conhece Ananda Rinpoche (Nelson Xavier), o líder espiritual do mosteiro.

Apesar de tão diferentes – e, talvez, até mesmo por isso – criam um vínculo profundo. Franz (Bruno Gagliasso) é um jovem materialista, que não acredita no mundo espiritual. Cético e prático, é criado para assumir os negócios do pai no Brasil. Provavelmente se casará com uma moça de família tradicional para dar continuidade à fina hereditariedade dos Hauser.

Ananda (Nelson Xavier), sábio, questiona as convicções de Franz (Bruno Gagliasso). Acha graça da sua incredulidade, tenta ensinar-lhe que é impossível controlar o destino. “O mundo se transforma”, diz ele. “E a sabedoria está em entender e aceitar justamente o movimento da vida”, completa. Fala sobre reencarnação e compaixão, na esperança de que o amigo aceite a provável morte dos companheiros nas montanhas nevadas. Mas nada surte efeito, pois Franz não acredita em outras vidas.

O tempo passa e a amizade dos dois só cresce. Ananda (Nelson Xavier) sabe que laços invisíveis aos olhos os unem, ainda que Franz (Bruno Gagliasso) não faça ideia disso. Logo descobrem uma paixão em comum: o futebol. Às vésperas da Copa do Mundo, o brasileiro ensina aos monges as técnicas do esporte em partidas divertidas que mobilizam todo o mosteiro.

Mas é chegada a hora de voltar para casa. Na despedida, diante da tristeza de Franz (Bruno Gagliasso) por achar que nunca mais reencontrará o amigo, Ananda (Nelson Xavier) profecia: “Se você não voltar aos Himalaias, quem sabe os Himalaias não vão até você?”.

E assim será. Um dia.

O retorno do primogênito

“Não é mais rico quem mais tem, e sim quem menos necessita”.

No Brasil, Ernest Hauser (José de Abreu) está desesperado por acreditar que perdeu Franz, seu primogênito. Nascido na Suíça, dono de uma joalheria e de uma fundição de prata, Ernest é um conservador, aferrado às suas convicções. Poço de arrogância, frieza e preconceito, não hesita em humilhar quem quer que seja para alcançar seus objetivos. Comanda a família com pulso firme e não deixa que os filhos sequer pensem em se desviar do caminho que traçou para eles. Mantém todos sob seu domínio, seja em casa ou no trabalho. E sempre sonhou em ver Franz (Bruno Gagliasso) assumir os negócios.

Com a notícia, passa a viver triste pelos cantos da mansão de Copacabana, rodeado pela caçula, Hilda (Luiza Valdetaro), e pelo filho do meio, Viktor (Rafael Cardoso), que não ousam enfrentá-lo. Frau Gertrude (Ana Lúcia Torre), a governanta, organiza tudo com mão de ferro desde que Ernest (José de Abreu) enviuvou. O filho dela, Manfred (Carmo Dalla Vecchia), também mora ali e é criado como um agregado da família.

A chegada de um telegrama, informando que Franz (Bruno Gagliasso) não morreu na avalanche, é um sopro de vida para Ernest (José de Abreu). No cais do porto, pai e filho se reencontram emocionados. E Franz não se contém de alegria ao ver que Manfred (Carmo Dalla Vecchia) sobrevivera ao acidente nos Himalaias. Finalmente o destino estava voltando para os trilhos. Mas nem todos estão felizes com isso.

Um Romeu e Julieta à brasileira

“Jamais, em todo o mundo, o ódio acabou com o ódio. A única coisa que transforma o ódio é o amor”.

Ele, um herdeiro mimado e materialista; ela, uma imigrante nordestina pobre e determinada. Ele mora em uma mansão opulenta em Copacabana; ela vive em um cortiço na Lapa. Franz (Bruno Gagliasso) e Amélia (Bianca Bin), com vidas tão opostas, têm tudo para nunca sequer se esbarrarem. Mas há a Fundição Hauser no meio do caminho. Ele é o filho do dono; ela é uma das operárias.

Os dois se conhecem por acaso, quando ela procura Ernest (José de Abreu) para reclamar do péssimo tratamento dispensado a um dos funcionários. Ao ouvir seu nome, Franz (Bruno Gagliasso) se lembra de que, no topo dos Himalaias, pouco antes do acidente fatal, seu amigo Eurico (Sacha Bali) lhe contou que estava apaixonado por Amélia (Bianca Bin), uma operária da fundição. Emocionado com a recordação e impressionado com a beleza da moça, Franz apaixona-se por aquela mulher.

O amor à primeira vista parece inabalável, mas não é. Mundo (Domingos Montagner), irmão de Amélia (Bianca Bin), é o rival número um de Ernest (José de Abreu), pai de Franz. Mundo também trabalha na fundição, é o líder dos operários e não se cansa de reclamar da exploração do patrão. Para piorar, o milionário é apaixonado por Iolanda (Carolina Dieckmann), namorada de Mundo, e tenta conquistá-la o tempo todo. As famílias se detestam, portanto.

Ignorando seus próprios prognósticos, Franz (Bruno Gagliasso) abre mão da herança para ficar com Amélia (Bianca Bin). Ele se muda para o cortiço, casa-se com ela e juntos têm uma filha, Pérola (Mel Maia). Mas o destino e os vilões não deixarão que a vida seja fácil para o casal. Vítima de uma armação, Amélia é presa. Obrigada a se separar de Franz e Pérola, sofre sozinha na cadeia. A menina é criada pela família do pai e é a única que consegue amolecer o coração do avô, Ernest (José de Abreu). Pérola tem algo de muito especial.

Dez anos se passam. Amélia é solta e, então, o destino vira de novo.

O ilegítimo e a vingadora

“Nossas boas e más ações nos seguem quase como uma sombra. Toda ação tem um resultado inevitável. Isso se chama carma”

A família Hauser não sabe, mas tem dois inimigos. O primeiro deles, dentro da própria casa, é Manfred (Carmo Dalla Vecchia), o agregado. Filho bastardo de Ernest (José de Abreu) com Gertrude (Ana Lúcia Torre) tem o coração tomado pela inveja e pelo rancor. Não admite, mas sente pena de si próprio. Apesar de ser tratado com cordialidade, continua sendo o filho da empregada e abomina tal condição. Apesar de desconhecer este segredo, Franz (Bruno Gagliasso) o trata como irmão, mas Manfred quer mais: quer o lugar de Franz, a mulher de Franz, a inteligência de Franz. Quer tomar seu lugar na fábrica e no coração de Ernest. Para isso, é capaz de mentir, ferir, tramar e roubar.

Ninguém sabe, mas a morte de Franz (Bruno Gagliasso) nos Himalaias estava sendo urdida por Manfred (Carmo Dalla Vecchia). Pouco antes do acidente, sabotara o equipamento do amigo para que despencasse. A avalanche foi somente o toque dramático do acaso, pura sorte. Mas sua alegria dura pouco, pois Franz é salvo pelos monges e volta para casa. Agora, Manfred precisa pensar em outro plano para derrubar o meio-irmão.

E ele encontra em Silvia (Nathalia Dill) a parceira ideal. A moça aparece de repente na joalheria à procura de um trabalho como designer de joias. Ernest (José de Abreu) e Franz (Bruno Gagliasso) se encantam por seu portfólio e a contratam. Após uma investigação, Manfred (Carmo Dalla Vecchia) descobre que Silvia (Nathalia Dill) quer se vingar dos Hauser. Seu pai, de quem herdou o talento para joalheria, morrera na miséria depois de ser preso injustamente por causa de Ernest (José de Abreu).

Silvia e Manfred se unem e passam a armar todas as trapaças possíveis para destruir a família, principalmente o relacionamento de Franz e Amélia.

A alegria e o brilho da Lapa

“A felicidade nunca diminui quando é compartilhada”

Em um cortiço na Lapa, com influências italianas e nordestinas, moram quase todos os operários da fundição. Apesar da falta de dinheiro, alegria é o que não falta àquela gente. Ali, há almoços comunitários, festas e comemorações. Amélia mora em um dos cômodos com Mundo e o padrinho, Apolônio (Luiz Gustavo). Iolanda e seu pai, Venceslau (Reginaldo Faria), também, assim como Toni (Thiago Lacerda) e sua mulher, Gaia (Ana Cecília Costa).

No Cabaré Pacheco Leão, reinam plumas, paetês e muita diversão. Comandado por Arlindo (Marcos Caruso) e sua esposa, Miquelina (Rosi Campos), o lugar é ponto de encontro de quem gosta de música e dança da melhor qualidade. Na primeira fase da trama, nos anos 30, a estrela da vez é a vedete Lola Gardel (Letícia Spiller) que, apesar da beleza e do rebolado, anda meio démodé. Mas os anos 40 chegam trazendo um frescor e uma novidade chamada Aurora Lincoln (Mariana Ximenes), que aporta no palco do cabaré vinda diretamente de Paris com seu partner Joel (Marcelo Médici).

As vedetes moram na pensão de dona Conceição (Cláudia Missura), uma mulher engraçada e sovina. Dália (Tania Khalil), Cristina (Giovanna Ewbank), Matilde (Fabiúla Nascimento), Serena (Simone Gutierrez), Elisa (Guta Ruiz) e Zilda (Aminha Lima) sofrem com sua tacanhice. Conceição tem uma ajudante, sua sobrinha Creontina (Luana Martau), uma divertida moça do interior. A pensão é palco de muita diversão, mas também de conflitos e emoção.

Luta de classes

“Mais do que mil palavras inúteis, vale apenas uma que outorgue a paz”

No Brasil dos anos 30, os operários reivindicam melhores condições de trabalho nas fábricas. Na Fundição Hauser não é diferente. Liderados por Mundo (Domingos Montagner) e Toni (Thiago Lacerda), os funcionários volta e meia entram em confronto com Ernest (José de Abreu), que consideram um patrão tirano e opressor.

Insuflados pelas injustiças sociais, os trabalhadores se envolvem com política e sofrem os revezes. A trama, que começa em 1934, passa pelo Estado Novo instaurado por Getúlio Vargas e chega a 1945, no momento em que os presos políticos – entre eles Mundo, Toni e Amélia – são anistiados e a Segunda Guerra chega ao fim. É um novo recomeço.

Dos Himalaias para o Rio de Janeiro

“Renascemos quantas vezes for preciso até alcançarmos a iluminação”

Em 1945, o monge Sonan (Caio Blat) finalmente realiza um de seus desejos: viajar para o Brasil atrás da pessoa na qual acredita que Ananda (Nelson Xavier) reencarnou. Segundo a filosofia budista, um Rinpoche sempre escolhe onde e em quem vai reencarnar, e é missão de seus discípulos comandarem esta busca. Seguindo sua intuição, seus sonhos e pequenos sinais deixados pelo próprio Ananda, Sonan tem certeza de que a escolhida é uma criança que mora no Rio de Janeiro.

Acompanhado dos fiéis monges Tempa (Ângelo Antônio) e Jampa (Fabio Yoshihara), Sonan (Caio Blat) chega ao seu destino. Os três passam por poucas e boas: quase se afogam em Copacabana, empolgados com a primeira vez em que veem o mar. São assaltados, confundidos com pedintes maltrapilhos e presos. Finalmente, acabam na pensão de Conceição (Cláudia Missura), onde são acolhidos pelas vedetes e pelos moradores do cortiço.

Ao fim de uma procura incessante, Sonan (Caio Blat), Tempa (Ângelo Antônio) e Jampa (Fabio Yoshihara) têm certeza: Pérola (Mel Maia) é a reencarnação de Ananda Rinpoche (Nelson Xavier). Os sinais são muitos. Por exemplo, ela reconhece todos os objetos pessoais do líder e faz vários desenhos do mosteiro onde ele morou, como se já conhecesse o lugar. Além disso, nasceu no mesmo ano em que ele morreu.

Franz e Amélia, que estão separados, apesar de ainda se amarem, reagem de maneira diferente à notícia. Ele, ainda que tenha um enorme carinho pelos monges, continua cético em relação à reencarnação. Amélia se enche de dúvidas, mas acaba acreditando, diante das várias evidências. Pérola é a mais animada, quer ir logo para o Mosteiro de Padma Ling começar seus estudos e assumir sua condição de líder espiritual budista. No fundo, o que ela quer mesmo é ver os pais juntos novamente. Nada mais apropriado do que as montanhas nevadas dos Himalaias para o esperado reencontro.

Entrevista com as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid

Thelma Guedes e Duca Rachid, as autoras de

Uma é carioca, mas mora em São Paulo há anos; a outra é paulista de Mogi das Cruzes. Uma tem formação em literatura. A outra, em jornalismo. Uma é mais expansiva e impulsiva; a outra é mais contida e objetiva. Thelma Guedes e Duca Rachid não poderiam ser mais diferentes e, talvez por isso, sejam tão bem-sucedidas na parceria profissional. Mas também têm muito em comum: amam o que fazem e fogem do caminho mais fácil. São duas formiguinhas trabalhadeiras, como gostam de dizer.

Thelma Guedes se formou e fez mestrado em letras e, em 1997, entrou para a Oficina de Roteiristas da Globo. Escreveu para vários programas da linha de shows, como ‘Angel Mix’, ‘A Turma do Didi’ e ‘Sítio do Picapau Amarelo’. Foi colaboradora de Walcyr Carrasco em ‘Esperança’, ‘Chocolate com Pimenta’ e ‘Alma Gêmea’, e trabalhou com Walther Negrão em ‘Vila Madalena’. É autora dos livros “Cidadela Ardente”, “Pagu: Literatura e revolução”, “Atrás do osso” e “O outro escritor”.

Duca Rachid se formou em jornalismo e estreou como roteirista em um programa infantil em Portugal. Depois, escreveu a novela ‘A Banqueira do Povo’, também naquele país, com direção de Walter Avancini. Colaborou com Walter Dürst em ‘Tocaia Grande’ e ‘Ossos do Barão’. Trabalhou com Walcyr Carrasco em ‘O Cravo e a Rosa’ e ‘A Padroeira’. Escreveu, com Alessandro Marson e Júlio Fischer, a temporada de 2005 do ‘Sítio do Picapau Amarelo’.

Em 2006, Thelma e Duca escreveram sua primeira novela juntas, ‘O Profeta’, uma adaptação da versão original de Ivani Ribeiro. Depois, repetiram a parceria em ‘Cama de Gato’ e ‘Cordel Encantado’.

- Como vocês podem resumir a história de ‘Joia Rara’?

Thelma Guedes: É a história de uma criança que nasce fruto de um amor entre um homem muito rico e uma operária. Esta criança pode ser a reencarnação de um monge budista, um líder espiritual. É um momento de oposição política e ideológica entre dois polos e ela vem como o caminho do meio para apaziguar a guerra. É uma joia rara, por isso o nome da novela.

Duca Rachid: É um Romeu e Julieta mesmo. São famílias que têm visões de mundo diferentes, e Pérola chega para harmonizar. É uma história de amor e de espiritualidade.

- Como surgiu a ideia de fazer uma novela sobre este tema?

Duca: Sempre quisemos falar sobre a vida de Buda, um homem rico que abandonou seu palácio e suas riquezas para correr o mundo e entender o sofrimento das pessoas, praticar o bem. A primeira ideia surgiu quando estávamos escrevendo ‘Cordel Encantado’.

Thelma: E, depois, eu tive um sonho que era isso: um lama morria e uma menina nascia no Brasil. Contei para a Duca e ela falou: “Vamos fazer uma novela?”. Então fomos compondo e construindo este sonho com outras histórias paralelas. Chegamos a ‘Joia Rara’!

- Como a filosofia budista se encaixa na trama?

Thelma: Vamos falar de fraternidade, generosidade, empatia. Não é uma questão religiosa, o budismo antes de tudo é uma filosofia. ‘Joia Rara’ é uma história de amor da humanidade. Nossa proposta é que o budismo seja como um manto abraçando a novela.

Duca: Temos a intenção de passar a mensagem da compaixão, do desapego, da impermanência das coisas. São princípios do budismo como maneira de ver a vida, não de religiosidade exatamente.

- O núcleo budista está localizado em uma cidade fictícia?

Duca: O núcleo se passa em uma vila fictícia nos Himalaias. Achamos que limitaríamos muito se falássemos somente do Tibete, já que os Himalaias sofrem a influência de várias culturas. Então, a vila é um apanhado, uma invenção. A novela não se passa no Nepal, embora tenhamos gravado algumas cenas lá.

Thelma: É uma obra de Duca e Thelma! Vai ser difícil ver uma obra nossa que não tenha alguma coisa de fantasia. Isso é uma característica nossa. Em qualquer ficção, o que deve prevalecer é a verossimilhança, não a verdade. Você faz um contrato com o seu telespectador. No primeiro capítulo, mostra a história e estabelece os parâmetros. ‘Joia Rara’ é uma reinvenção de um tempo que, para nós, poderia ter sido assim. Temos um cabaré, por exemplo, que é uma invenção. As músicas que serão tocadas lá não são daquela época.  A ficção tem este papel, é o sonho coletivo.

- Ano passado, vocês foram para o Nepal com a direção, procurar locações. Como foi a experiência e como ela contribuiu para a novela?

Duca: Além dos monumentos que são sagrados e importantes para o budismo, o que me encantou no Nepal foi o fato de a espiritualidade estar inserida organicamente na vida daquelas pessoas.

Thelma: No Nepal, eu encontrei aquilo que eu não sabia que estava procurando. E eu estava! Era justamente o sentimento genuíno da novela. Lá eu entendi a novela realmente, a história começou a fazer sentido. E olha que já tínhamos uma sinopse. Se você olha o Nepal superficialmente, vê poeira, sujeira, pobreza, caos. Quando se aprofunda, aí vê os olhos das pessoas, entra naquela atmosfera em que tudo é compaixão e empatia.

- O que vocês podem contar sobre os protagonistas de ‘Joia Rara’?

Duca: Os personagens principais são Franz (Bruno Gagliasso), Amélia (Bianca Bin) e Pérola (Mel Maia), juntamente com os vilões Manfred (Carmo Dalla Vecchia), Silvia (Nathalia Dill) e Ernest (José de Abreu). Franz não é um mocinho clássico, é cheio de defeitos, um homem cingido ao meio, dividido entre seus reais desejos e o destino que o pai traçou para ele. Manfred é quase uma vítima da prepotência de Ernest, por isso é muito rancoroso. Silvia vem para vingar o pai, mas também é traída pelo amor. Ernest é um patriarca rígido.

Thelma: Nossos vilões têm humanidade, todos têm motivações, fragilidades. Os mais fortes geralmente são os mais frágeis. Os piores monstros são os covardes. Temos personagens com muita modulação, nossos protagonistas não são mornos, têm muita energia.

- Por que escolheram justamente este momento histórico, entre 1934 e 1945, para ser o pano de fundo da novela?

Thelma: Pensamos em muitas épocas, mas precisávamos de uma especial. Há um plot inicial importante que é a separação da mãe e da filha por causa de uma prisão. E este momento histórico nos ajudou nisso. E também era fundamental mostrar uma polaridade de ideologias entre essas duas famílias, o que foi possível fazer neste período da história mundial.

Duca: É um período de guerra. Segundo o budismo, os líderes espirituais sempre reencarnam em períodos muito conturbados, justamente para tentar harmonizar o ambiente. Por isso escolhemos este período. Pegamos a Intentona Comunista de 1935, que marca a prisão de Amélia, o Estado Novo e 1945, quando vem a anistia aos presos políticos e a mocinha é libertada.

- O que podemos esperar de ‘Joia Rara’?

Duca: Muita emoção, sobretudo. Eu chorei muito vendo algumas gravações no Nepal. Há muita beleza nas cenas de lá e nos números musicais do cabaré, também muito humor nos núcleos do cortiço e da pensão. E a mensagem da impermanência das coisas, do desapego, da compaixão, de que só o amor pode vencer o mal.

Thelma: No universo que criamos com a Amora Mautner, o Ricardo Waddington e toda a equipe, há mundos interessantes para gostos diferentes. Tem emoção, tem uma mensagem, mas tem muita diversão, muita alegria. Temos o cabaré, o cortiço, a pensão.

Elenco

O elenco é incrível, mas mais do que um estelar, os atores estão adequados aos personagens. Confira os personagens:

BRUNO GAGLIASSO - Franz Hauser
BIANCA BIN - Amélia Fonseca
MEL MAIA - Pérola Fonseca Hauser
DOMINGOS MONTAGNER - Mundo (Raimundo Fonseca)
CAROLINA DIECKMANN - Iolanda Lopez
JOSÉ DE ABREU - Ernest Hauser
CARMO DALLA VECCHIA - Manfred Ducke
NATHALIA DILL - Silvia Zampari
THIAGO LACERDA - Toni
MARIANA XIMENES - Aurora Lincoln
LETÍCIA SPILLER - Lola Gardel
RAFAEL CARDOSO - Viktor Hauser
LUIZA VALDETARO - Hilda Hauser
MARCOS CARUSO - Arlindo Pacheco Leão
ROSI CAMPOS - Miquelina Pacheco Leão
NICETTE BRUNO - Dona Santinha
LUIZ GUSTAVO -  Apolônio
REGINALDO FARIA - Venceslau Lopez
ANA LÚCIA TORRE - Frau Gertrude
CAIO BLAT - Sonan
ÂNGELO ANTÔNIO - Tempa
LEOPOLDO PACHECO - Válter Passos
CLÁUDIA OHANA - Laura Passos
NELSON XAVIER - Ananda Rinpoche
ANA CECÍLIA COSTA - Gaia
SACHA BALI - Eurico Passos 
RICARDO PEREIRA - Fabrício
LEANDRO LIMA - Davi Monteiro
MIGUEL RÔMULO - Décio Passos
FABÍULA NASCIMENTO - Matilde Meyer
PEDRO NESCHLING - Arlindinho 
JULIANA LOHMANN - Belmira
TIAGO ABRAVANEL - Odilon Mascarenhas
MARCELO MÉDICI - Joel
SIMONE GUTIERREZ - Serena Fox
TÂNIA KHALIL - Dália 
CLÁUDIA MISSURA - Conceição
LUANA MARTAU - Creontina
GIOVANNA EWBANK - Cristina
ANA LIMA - Zilda
RENATO GÓES - Nuno
PAULA BURLAMAQUI - Volpina
ÍCARO SILVA - Artur
CACAU PROTÁSIO - Lindinha
NORMA BLUM - Mama Francesca
SÍLVIA SALGADO - Pilar
FÁBIO YOSHIHARA - Jampa
ADRIANO BOLSHI - Rigpa
ADRIANO ALVES - Norbu
MARCOS DAMIGO - Dr. Rúbens
KARINE CARVALHO - Rosa
JOÃO FERNANDES - Peteleco
JORGE MAYA - Cícero
LAND VIEIRA - Isaías
BIA GUEDES - Julieta
GUTA RUIZ - Elisa
CRISTIANE AMORIM - Zefa
MARIA GAL - Margarida
ANTHERO MONTENEGRO - Benito
ADÉLIO LIMA - Josias
MICHEL GOMES - Curió
GLICÉRIO ROSÁRIO - Etelvino
XANDE VALOIS - Tavinho

Chamada de elenco

O Portal O Planeta TV! capturou algumas imagens da chamada de elenco. Confira:

Confira o vídeo:

"Joia Rara" estreia nesta segunda, 16/09, às 18h. Na Globo!



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Comentários (3) Postar Comentário

Rita comentou:

Enviar os meus votos de agradecimento, as autoras pela volta do grande ator MARCOS DAMIGO, no papel de Dr.Rubens e desejar a todos muita m....(que Joia Rara) seja como o próprio nome já diz, e fazer um humilde pedido a estas duas grandes autoras que caprichem no papel de Dr.Rubens que o Marcos volte a brilhar, como brilhou no papel do Hugo em insensato coração e Carlos Eduardo o protagonista da melhor novela do Walcyr Carrasco Fascinação.Grata Rita.

Graça comentou:

Sucesso,mesmo com horário de verão, festas etc., concordo com a Rita, fiquei super feliz com a volta do Damigo, eu também amo esse ator, é uma pena ficar tanto tempo longe da televisão, ficando só com teatro, desejo que brilhe muito, desejo as Autoras sucesso ainda maior que Cordel,já pesquisei e já o vi caracterizado,lindo como sempre,o Marcos não só é lindo por fora, mas muito mais por dentro,merece todo o sucesso do mundo.Graça.

Luci comentou:

Que ótimo, mais um grande trabalho começa hoje, será sem dúvida um grande sucesso, junto a Pecado Mortal, e a série A Bíblia, gostei também da volta do ator Marcos Damigo, o Dr.Rubens,desejo o dobro de sucesso do seu Hugo de Insensato Coração.Quero aproveitar o espaço para citar A Fazenda, está ótima, na minha opinião a melhor edição até agora, ontem ri muito com a eliminação da Andressa, e José do Egito imperdível nesses últimos capítulos.Adoro esse espaço e desejo sucesso sempre a todos.Abraço Luci.

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