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Baila Comigo: os bastidores da novela que estreia hoje no Canal VIVA

Encontros e desencontros de gêmeos idênticos.

Por: Com informações da Memória Globo/Globo.com.

Foto: Reprodução/TV Globo

Hoje, a partir das 14h30, o fãs de Manoel Carlos poderão matar a saudade do texto caprichado do autor. O Canal VIVA estreará a reprise de Baila Comigo, produção de 1981 e que conta com um elenco estelar, como Lílian Lemmertz, Tony Ramos, Fernanda Montenegro, Natália do Valle, Raul Cortez, Fernando Torres, Betty Faria, Reginaldo Faria, Lauro Corona, Lídia Brondi, Tereza Rachel, Carlos Zara, Cláudio Cavalcante, Susana Vieira, Otávio Augusto, Milton Gonçalves, Arlete Salles, Christiane Torloni, dentre outros.

Um pouco mais sobre os bastidores do folhetim:

Autoria: Manoel Carlos
Direção: Roberto Talma e Paulo Ubiratan
Período de exibição: 16/03/1981 - 26/09/1981
Horário: 20h
Nº de capítulos: 162

Os primeiros capítulos da novela mostraram cenas gravadas em Portugal e no Rio Grande do Sul, no Brasil.

Trama Principal

Quinzinho e João Victor (ambos interpretados por Tony Ramos) são gêmeos idênticos que não sabem da existência um do outro. Eles foram separados quando bebês. João Victor foi criado pelo pai, Joaquim Gama (Raul Cortez), e Quinzinho ficou com a mãe, Helena (Lilian Lemmertz). Joaquim e Helena se conheceram em Porto Alegre e se apaixonaram. Na época, Joaquim já estava com Martha (Tereza Rachel) e não quis abrir mão do casamento para viver ao lado de Helena. Ela acabou se casando com o médico Plínio Miranda (Fernando Torres), que criou Quinzinho como se fosse seu filho verdadeiro.

Os gêmeos idênticos, de temperamentos completamente diferentes, acabam se aproximando por uma série de pressentimentos que não conseguem explicar.

Foto: Reprodução/TV Globo

Quinzinho, um carioca extrovertido e idealista, trabalha como bancário e sonha em ser piloto de helicóptero. O tímido e sério João Victor, advogado bem-sucedido, mora em Portugal e é reconhecido por todos pela ética com que conduz seu trabalho. Ao completar 27 anos, João Victor decide voltar ao Brasil em busca de suas origens. A história é marcada pelos encontros e desencontros dos dois irmãos, que só se conhecem no final da trama.

Otto e Letícia

A história de amor entre o negro Otto Rodrigues (Milton Gonçalves) e a branca Letícia (Beatriz Lyra) chamou a atenção para o problema do preconceito racial. Após a exibição da cena de um beijo entre os dois personagens, a atriz chegou a ser hostilizada na rua.

A academia de Caio

Foto: Reprodução/TV Globo

Uma grande parte da ação de Baila Comigo se desenvolve na academia de ginástica de Caio Fernandes (Carlos Zara), onde trabalha a professora de dança Joana Lobato (Betty Faria). Caio é sócio de Quim (Raul Cortez) numa empresa de táxi aéreo no Brasil. Ele foi casado com Sílvia (Fernanda Montenegro), uma atriz aposentada que sobrevive da mesada que o ex-marido lhe dá. Os dois são pais de Lúcia (Natália do Vale), pediatra que, no decorrer da trama, envolve-se com Quinzinho (Tony Ramos).

Foto: Reprodução/TV Globo

Cena marcante

A cena em que João Victor e Quinzinho (ambos interpretados por Tony Ramos) finalmente ficam frente a frente é uma das mais emocionantes da novela. Para gravar a cena, o vídeo foi dividido em duas partes, metade para as cenas de Quinzinho e metade para as de João Victor. Enquanto o primeiro falava, só a sua metade ficava descoberta. A outra parte só se abria quando era a vez de João Victor. Gravada a sequência, juntavam-se as partes, e o público assistia à interação entre os irmãos. Esse recurso foi uma grande novidade na época, e muito difícil de ser realizado.

O diretor Roberto Talma qualifica a cena do encontro dos gêmeos como a mais complicada da novela. E relembra que, à época de Baila Comigo, era comum haver uma única cena com uma grande quantidade de texto, exigindo um apurado trabalho de interpretação dos atores.

Curiosidades

Segundo Manoel Carlos, a inspiração para a trama de Baila Comigo surgiu da notícia, publicada em jornais, de que um filho legítimo do presidente João Goulart estaria reivindicando uma parte da herança da família. Esse foi o ponto de partida para a história.

A ideia inicial do autor era chamar Fernanda Montenegro para viver o papel de Helena (Lilian Lemmertz) na novela, mas a direção preferiu escalar Lilian Lemmertz. Manoel Carlos decidiu, então, criar a personagem Sílvia para Fernanda Montenegro.

Fernanda Montenegro deixou a novela antes do término para entrar no elenco de Brilhante, de Gilberto Braga, que estrearia em seguida.

Foto: Reprodução/TV Globo

Lilian Lemmertz foi a atriz que viveu pela primeira vez a Helena de Manoel Carlos. A personagem se tornou uma marca, conferindo uma unidade às novelas do autor. A personagem foi vivida por diferentes atrizes nas seguintes novelas: Felicidade (Maitê Proença – 1991), História de Amor (Regina Duarte – 1995), Por Amor (Regina Duarte – 1997), Laços de Família (Vera Fischer – 2000), Mulheres Apaixonadas (Christiane Torloni – 2003), Páginas da Vida (Regina Duarte – 2006) e Viver a Vida (Taís Araújo – 2009).

Com Baila Comigo, Manoel Carlos deu início a uma série de novelas que abordaram o sacrifício que uma mãe pode fazer por um filho ou uma filha. Além disso, em todas as suas novelas posteriores, o autor deu mais peso à mulher e suas histórias de vida.

Baila Comigo foi vendida para mais de 30 países, entre eles: Bolívia, Espanha, Itália, Marrocos, Polônia. Em Portugal, foi exibida três vezes. Foi também a primeira novela brasileira apresentada na França, pelo canal TF-1.

Lançada hoje no Canal VIVA, Baila Comigo ficará no ar até o dia 22 de fevereiro de 2019.

*Com informações adicionais do site Memória Globo, do Globo.com.



Comentários (1) Postar Comentário

Televisivo comentou:

Nessa época era super comum os atores terem que decorar o famoso "bifão", um bloco de texto gigante! Super complicado! As cenas eram super longas!


vlad respondeu:

Sim...eram cenas de 7 a 10 minutos...eram questionamentos , abordagens interessantes, discussões profundas...outra época...nos dias de hj os meios de se abordar muitos assuntos se diversificaram ...o público mudou mas as novelas boas nem por isso precisam ser chamadas de 'chatas' pelos incautos...


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