A estreia do "The Voice Brasil" mostrou aquilo que todo mundo já esperava. A Globo segue fiel ao formato americano, sem erros, com um cenário de qualidade, programa redondo e tecnicamente regular. O "som" em alguns momentos deixa a desejar, mas é só um detalhe. No horário nobre, a atração não teve nenhuma mudança significativa e isso não quer dizer que foi ruim. Mas falta alguma coisa ali para ter o "reallity musical" o "boom" que atinge no resto do mundo.
A Globo se esforça, mas falta "emoção e alma" a atração e creio que o problema seja com os jurados, já que os candidatos são de regulares a bons. Nos Estados Unidos, Inglaterra e Holanda, países que acompanhei versões através da internet, os técnicos são o "acontecimento" do "The Voice". Aqui fica difícil alçar Lulu Santos, Carlinhos Brown, Daniel e Claudia Leitte ao posto de "divos pop" da música comercial brasileira. Sim, eles arrastam multidões, Lulu e Brown são indiscutivelmente talentosos, fazem comentários pertinentes, mas lhes faltam o "sex appel" para coisa andar. Claudinha e Daniel são artistas de massa, mas ainda não conseguiram invocar isso no palco.
A ideia dos técnicos é competir pelos melhores cantores. No Brasil isso não acontece. Não que o público espere que os artistas se peguem no palco, mas a cordialidade entre eles faz a "função" perder o sentido. A impressão que se tem, é que seria melhor seguir o formato do "Ídolos" e colocar os quatro jurados para indicarem os selecionados. Não há a competição que faz o público de casa torcer pelo time de cada um. O telespectador se apega a um ou outro candidato. Exibido depois da novela, a Globo bem que poderia jogar uma pimenta, fazer um programa mais glamouroso, continuou com cara de domingo a tarde.
Outra ressalva que acho digno de nota é o fato dos candidatos cantarem em inglês. O repertório da música nacional é tão extenso, tão cheio de possibilidades e muitos competidores insistem em levar músicas em inglês para o palco, afim de impressionar. Não curto muito.
Entre os candidatos da estreia, os candidatos apresentaram mais do mesmo e o melhor da noite foi o cantor de 47 anos, apelidado de "Dom" que trouxe a soul music para o público e já desponta como uma boa possibilidade (ficou no time do Lulu Santos). Depois Gaby Moura cantando samba foi para o time de Claudia Leitte e também é promessa. E fechando o top 3 dos melhores, fico com a Luana Camara, que trouxe estilo e rock pro time de Lulu.
Uma composição própria, "Gasolina" de Julie (Time de Claudia Leitte) pareceu que foi só para fazer propaganda. A menina já tem um EP na rua e acabou se auto-divulgando. De todo jeito ela foi esperta, caso não tivesse sido selecionada já tinha entrado com o pé direito, apresentando a canção ao Brasil em plena Rede Globo. Fica a dica!
E por fim, o bom programa passou rápido (Gosto da "Globo" especialmente por sua regularidade, intervalos comerciais divididos em blocos "coesos"). Tiago Leiffert continua bem na apresentação, seguro e competente, não compromete, já a Mia Melo que entrou no lugar de Daniele Suzuki, faz figuração desnecessária.
De todo jeito, "The Voice Brasil" é um formato que certamente vai durar muitos anos na emissora, principalmente pelo esquema de temporadas e organização da equipe de produção. Mas falta emoção. Quem puder dá uma olhada na versão de outros países vai entender que poderia ser melhor. Que os jurados, comecem a virar o jogo!
Comentários (7) Postar Comentário
Concordo em tudo. Assisto o The Voice USA e a disputa entre os jurados é sensacional e ainda deixa o programa mais emocionante e divertido. É isso que falta para o brasileiro. Daniel é uma planta e Claudinha muito forçada.
Concordei com tudo, achei que só eu tivesse percebido esses "erros".
Assisto o The Voice EUA e acredito que o que falta no the voice canarinho é justamente a sintonia e garra dos jurados. Blake, Christina, Adam e Cee lo vendem a mãe pelo candidato com argumentos que deixa todos na dúvida de quem o candidato vai escolher. Aqui parece tudo tão óbvio!
Os jurados pecam também pelo gosto do duvidoso, a impressão que dá é que não é tão difícil ser escolhido. De todos os participantes da noite só gostei de 3, que são eles: Dom, Julie e Gabby Moura, mesmo nenhum tendo me impressionado.
A globo devia trocar os técnicos, assim como a versão americana.
Sai Claúdia e entra Ivete. Sai Daniel e entra Jorge( da dupla com Mateus) ou Sorocaba. Sai Carlinhos e entra Saulo. Sai Lulu e entra Samuel Rosa ou Rogério Flausino. Aí sim pegava fogo!!
É esperar pra ver se deslancha!
Tbm concordo! eu perdi até a vontade de assistir, aff! esses jurados nem disputam pelo o povo q está cantando, TÁ FALTANDO UM POUCO DE SAL. Já o The Voice usa é tudo de bom. N perco nem um episódio uhuuuuuuuuu...
Pra começar, achei que tudo foi feito MUITO rápido, a apresentação do candidato, a parte que ele fica sozinho no off stage, a avaliação, enfim, correndo, correndo, correndo. Lulu é muito clichê, apesar de ser o melhor entre os técnicos, Brow é o populista e quer agradar a todos, Cláudia assistiu o The Voice Uk e USA e acha que é a Xtina ou Jessie J, só que não e Daniel é o profeta do obvio.
Tbm acho, que o principal problema do The Voice Brasil são os jurados. assisto o The Voice USA e uma das melhores partes é quando os jurados brigam pelo candidato, eles são bem humorados e fazem de tudo pra convencer, muitas vezes o candidato entra preferindo um certo jurado, mas na hora de escolha acaba pro optar outro pelo convencimento dos jurados. No Brasil não tem isso, os jurados nem trocam ideias durante a apresentação do candidato, é tão sem sal, simplesmente perguntam ao candidato quem ele escolhe como mentor, e nem brigam por ele. Mesmo assim gosto de assistir o The Voice Brasil, espero que na próxima temporada a Globo Acerta isso!
Jurados fracos se acham os melhores do Brazil da nojo ver aquele lulu .
nÃO A CULPA É DAS ESTRELAS