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BBB19: O que tirou Hana do jogo?

Um entrevista com a terceira eliminada da competição.

Por: Admin

Foto: Globo/Victor Pollak

Intensa. Mesmo antes do início do jogo, Hana já dizia que a intensidade era uma de suas principais características. Na manhã desta quarta-feira, dia 6, algumas horas após deixar o ‘BBB 19’, ela reforçou esta sua marca. “Gosto de viver tudo de uma vez, intensamente. Sou assim na minha vida, fui assim no jogo. E, sem medir o que ia fazer ou falar, eu vivi, realmente”, fala a carioca, que deixou a casa mais vigiada do Brasil com 47,98% dos votos, em uma disputa acirrada com Hariany, que recebeu 47,5% dos votos. Rízia foi a menos votada no paredão triplo e teve 4,52% das indicações do público. Surpresa com a eliminação, Hana credita a saída do programa à sua personalidade forte. “Não hesito em falar as coisas e muitas pessoas se incomodam quando veem uma mulher questionando, não ficando calada. Assim como tem muita gente que me ama por isso — e eu saí e já pude comprovar isso — tem muita gente que me odeia por esse mesmo motivo”, avalia. Fora da casa, faz planos: se tornar apresentadora e manter a amizade com seus amigos do “Baile da Gaiola”, principalmente com Danrley, Rodrigo, Gabriela e Alan. Sobre a relação com o surfista depois do BBB, ela diz, chorosa: “combinamos que a gente vai se respeitar. Não sei como vai ser quando ele sair, não espero nada, mas quero, pelo menos, ficar amiga dele para sempre”, fala. 

Entrevista Hana – Terceira eliminada do ‘BBB 19’

Você disse que os motivos que podiam te fazer sair do jogo eram os mesmos que podiam te manter. Quais eram eles? 
A minha personalidade forte. Eu não hesito em falar as coisas e muitas pessoas se incomodam quando veem uma mulher questionando, não ficando calada. Assim como tem muita gente que me ama por isso – e eu saí e já pude comprovar – tem muita gente que me odeia por esse mesmo motivo. 

Ficou surpresa com a eliminação?

Demais. Eu não esperava sair. Fui para o Paredão com a Hariany, que eu adoro, mas que não movimenta nem um pouco o jogo. Não imaginava mesmo sair. 

Como você analisa essas três semanas que passou no ‘BBB’?

Intensas. Vivi tudo muito intensamente. Tem gente que fica cauteloso, passa semanas e semanas aguentando firme. Já eu gosto de viver tudo de uma vez. Não consegui medir o que eu ia fazer. Consegui viver, e não foi no impulso. Foi porque cada coisa que eu fiz foi se encaixando. Foi maravilhoso. 

Você tinha uma estratégia dentro do jogo?

Nenhuma. Acho que não sei jogar direito. O que eu queria era manter os meus “leais” por perto, não ligar para as críticas e me respeitar. Isso tudo é primordial para mim, mas acho que para o jogo era preciso ser mais sagaz, omitir algumas coisas. E esse ‘BBB’ contou com pessoas que são muito estrategistas e isso me enfraqueceu. 

Nós vimos que a casa se dividiu em dois e você fazia parte do grupo que ganhou o apelido de “Baile da Gaiola”. Como você acha que aconteceu essa divisão? 

O grupo do “Baile da Gaiola” tem características e personalidades muito parecidas: pessoas fora do padrão, que pensam fora da caixinha, que não tem uma obrigação moral dentro de valores conservadores. O nosso grupo era muito mais essência. Já o outro estava sempre planejando, falando dos outros, se sentindo incomodado. Não sei quando aconteceu a divisão ao certo, mas ela se deu porque os gostos foram se encontrando, as conversas fluindo. 

Eles são amigos que você quer manter fora da casa? 

Com certeza. Rodrigo, Gabriela, Danrley e Alan são pessoas que eu não quero nunca esquecer. Não quero que vire uma amizade de reality show. 

Na casa, você disse muitas vezes que você e Alan não formavam um casal. O que vocês eram?

Parceiros. A gente tem a mesma frequência: não faz uma coisa agora pensando no que vai acontecer daqui a dois dias ou um mês. Isso deixa tudo muito mais gostoso. As nossas intenções foram muito compatíveis. Ele me respeitava muito e eu também. Entre tantas meninas tão dentro do padrão, exuberantes e exalando feminilidade, o Alan sempre fez questão de me escutar, nunca se incomodando com o que eu dizia. Às vezes ele questionava, mas para entender e não para contestar. O Alan é um cara cabeça aberta, nunca demonstrou um comportamento machista. Antes da gente ficar, eu já tinha dito que não queria namorar, criar burocracias que acabam tirando o prazer a dois, de uma conexão natural. Ele também não queria qualquer rótulo. A gente até se comportava como um casal para as pessoas, mas não precisamos criar um nome para isso. Nossa relação foi diferente. 

Tem chance de continuar aqui fora?

A gente não tem nenhuma obrigação de nada. Combinamos que a gente vai se respeitar – e espero que ele cumpra. O Alan é muito puro e eu não sinto que ele tenha ficado comigo e tenha demonstrado tanto afeto e tanto carinho com algum objetivo que não tenha sido nós dois. Sofremos muito nesses últimos dias, ficamos mal. E por isso estou muito triste agora. Não sei como vai ser quando ele sair, não espero nada, mas quero ficar amiga dele para sempre. 

Foto: Globo/Victor Pollak

A experiência de viver o Big Brother foi como você imaginava?

Foi. E só dá mesmo para sentir o quanto é intenso estando lá. Se desconectar do mundo, viver com pessoas que você nunca viu na vida, se policiar em relação ao que você fala, ser cuidadoso nas falas. Não é fácil. Mas não me arrependo de nada mesmo. Quero voltar! 

Você comentou que no início chegou a se policiar um pouco ao falar sobre as causas que você acredita.

Sim, no início eu tentei manter um limite, mas não sei fingir que não me importo com alguma coisa. Várias vezes eu deixei passar algumas falas e atitudes, deixava entrar por um ouvido e sair pelo outro, mas em algumas horas, acabava reverberando em outras pessoas que eu admiro, virando desrespeito. Aí eu sou obrigada a falar. Tem horas que cansa, sabe? 

Você tinha algum canto preferido na casa? Um lugar de refúgio quando estava chateada ou um ambiente para dar uma extravasada?

Adorava aquela vitória-régia grande do gramado e a área da piscina que tem aqueles sofás vermelhos. Ali nós ficávamos muito juntos, nossos amigos. Esses eram os meus lugares preferidos. 

Você tem uma alimentação mais restrita, diferente da dos outros participantes. Na casa, isso foi algum empecilho? 

Não. Cozinhei pouco porque não gosto de cozinhar com a cozinha cheia. Depois da primeira semana eu fui ficando mais ansiosa, então acabei não me alimentando tão bem, mas porque eu não sentia fome. Mas não foi por falta das coisas, foi porque eu não tinha saco para fazer. Agora, nas festas eu via cada coisa maravilhosa e aí comia superbem: entrada, prato principal, sobremesa. 

Qual foi o momento mais marcante dentro do jogo para você?

Quando eu ganhei o Líder e no dia do camarote da Rízia. Foram momentos muito legais. 

Agora, fora do jogo, quais são os seus planos?

Não consigo digerir ainda muito as coisas que aconteceram. Mas quero seguir buscando o meu sonho de ser apresentadora. 

Quem você acha que é o jogador mais forte?

Não sei mesmo. Acho que o grupo do Villamix vai cair já já, mas acho a Carolina uma jogadora forte, estrategista. 

E a sua torcida, para quem vai?

Para o Alan, com certeza. E também para o Dan, ele merece muito.

O 'BBB19' tem direção-geral de Rodrigo Dourado e apresentação de Tiago Leifert. O programa vai ao ar de segunda a sábado logo após ‘O Sétimo Guardião’ e aos domingos, após o 'Fantástico'. 

*Com informações da assessoria de imprensa da TV Globo.


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