Depois de uma primeira temporada muito inconstante e uma segunda temporada que dividiu opiniões, eis que nós, brasileiros que nunca desistimos, chegamos à terceira temporada do programa. E a pergunta que não quer calar é: Será que o Boninho finalmente aprendeu com os seus erros?
É com muita tristeza no coração que acredito que não. E isso devido aos vídeos disponíveis no site do programa (que seriam até interessantes se melhor aproveitados):
Lulu, quando perguntado sobre o que ele pensa quando aperta o botão, respondeu que não pensava em nada, e que apertar o botão era uma resposta ao que ele estava ouvindo. Cláudia falou que aperta o botão levada pela curiosidade de saber quem está no palco. Já Daniel, que deu a resposta mais coerente, disse: “É muito difícil, pois estou trazendo para mim uma responsabilidade sobre o que oferecer para o cantor escolhido. E também imagino que ele deve pensar se vai ser legal ficar no meu time”. (Sim, a Globo deixou o Brown de fora da pesquisa, sacanagem! HAHAHA!)
Assim, o cantor sertanejo pela primeira vez, em três anos, me fez acreditar que ele sabe o que está fazendo, o que me animou muito! O grande diferencial do formato do The Voice é o fato de que os candidatos, pelo menos nessa fase, são julgados unicamente pela voz. Aqui, talento é pré-requisito obrigatório para seguir em frente (na maioria das vezes, sejamos honestos). E assim, sem mais nem menos, vem Claudia Leitte e desconstrói toda a filosofia do show em uma frase, mostrando que não aprendeu nada em dois anos de programa. Quanto a Lulu, critico apenas a parte em que ele diz não pensar em nada quando aperta o botão. São muitos fatores a serem avaliados: voz, técnica vocal, possibilidades de mercado, o quanto o técnico pode ajudar o candidato, e tudo isso ao mesmo tempo. Pegou mal, mesmo!
No mais, no que diz respeito aos técnicos espero que eles entendam que estão numa competição ali, o que nas versões estrangeiras torna as disputas por candidatos tão emocionantes, e acrescentam absurdamente na parte do entretenimento do programa. Enquanto aqui temos competitividade zero. Lembro de uma vez que a própria Claudia Leitte disse que não virou para não ter que brigar com o Brown (ME POUPE!)
Espero imensamente que o Lulu consiga reverter a péssima imagem que deixou em mim ao final do ano passado. Quero de volta aquele Lulu que disse para suas finalistas: “Maria Christina, você é o biscoito fino para as massas, e você Késia é a massa para os biscoitos finos” (Elegantérrimo e isso sem desmerecer nenhuma de suas candidatas) e não o que deixava Pedro Lima como backing-vocal no que era pra ser um dueto entre os dois. Shame on You, Lulu!
Quero um Brown mais contido (leia-se menos espalhafatoso, mas não chato como ele estava na segunda temporada), um Daniel mais ativo e uma Cláudia menos brega, menos fresca, menos espalhafatosa e mais competitiva, mais dedicada aos seus pupilos (convenhamos, a mulher é mais escandalosa que a própria Christina Aguilera e ainda assim não chega aos pés da coach americana!).
Desejo imensamente que esse ano possamos ver uma maior interação entre técnicos e candidatos. A impressão que a edição passa é a de que os técnicos não aparecem nos ensaios, os candidatos são auxiliados por outras pessoas, que nem sabemos quem são e os técnicos estão ali apenas para julgar o resultado final, sem em momento nenhum ter feito parte do processo de construção. Isso é um defeito grave da nossa versão tupiniquim e esse mesmo defeito a deixa atrás das demais versões do show, onde essa parceira entre técnico e candidato é infinitamente maior e mostrada mais explicitamente.
E assim, chegamos ao Boninho, o principal responsável pela vergonha que o programa passou nos dois anos quando chegamos às fases ao vivo. O primeiro e pior problema dessa fase é o ridículo tempo de votação que o programa tem. A votação ocorre durante o programa e ocorre por no máximo 10 minutos por bloco de candidatos. Isso não existe! Ou pior, existe no Brasil. O The Voice Brasil precisa de um programa somente para o anúncio dos resultados. Acrescentaria muito mais ao programa, que respeitaria os seus artistas, e por tabela, os seus telespectadores, que dispondo de um tempo maior para a votação, talvez pensassem melhor em suas escolhas e levariam Marcela Bueno e Krystal para as semifinais. (#xatiado)
Outro aspecto que me irritou bem de leve ano passado foi o excesso de músicas em inglês. Não me entendam mal. Tenho pleno conhecimento da importância de músicas estrangeiras na cultura brasileira nos dias de hoje, mas acho que ano passado chegava a ser um exagero. Em todas as semanas tínhamos pelo menos duas músicas em inglês. É muito inglês para um programa que tem “Brasil” no nome. Vamos maneirar aí, hein produção.
E é isso, acho que são apenas esses aspectos que (ainda) me incomodam no programa e com isso vamos às mudanças já divulgadas para essa temporada: Miá Mello deixa o programa (Amém, Jesus!) e sua posição é assumida por Fernanda Souza (uma linda! Beijo, Fê! Sucesso!)
Para esse ano também, as mudanças nos mentores convidados se restringiram, pela segunda vez consecutiva aos times de Lulu Santos e Claúdia Leitte, apenas. O primeiro vai ser, surpreendentemente auxiliado por Di Ferreiro, vocalista da banda NX Zero e Cláudia contará com a ajuda do Dudu Nobre, o que achei interessante. Brown continua com Rogério Flausino (sabe Deus por que!) e Daniel segue com Luiza Possi (ai, gente, que saudades da Luiza Possi, essa linda, que em 2015 merece ganhar a sua própria cadeira vermelha e desde já se mostra uma jurada muito melhor que todos os outros 7 combinados! Vamos fazer campanha? Eu já me disponho aqui!)
Ahh, quase passou batido, mas esse ano, o limite de idade abaixou de 18 para 16 anos. E por isso temo pela invasão de menininhas e menininhos que o programa pode (e provavelmente vai) sofrer esse ano. Oremos!
E por fim, respondendo a pergunta do começo do texto, espero que a Globo nos apresente uma terceira temporada que consiga redimir os pecados das antecessoras (mais especificamente a segunda) e ao mesmo tempo, respeite tanto o seu público quanto os seus candidatos. Que consiga nos mostrar um talento no nível igual ao da primeira temporada (ai, primeira temporada, bons tempos que não voltam mais!) e isso tudo, sem deixar de mostrar a música brasileira, que pode sim ser inserida no mercado mundial! Que essa temporada venha para mostrar para o Brasil o quanto o nosso país é diverso, e acima e tudo, que essa temporada seja a primeira bola dentro do Boninho na Rede Globo em muitos anos (porque esse homem levou o BBB pro buraco e por pouco não levou o The Voice Brasil junto). Amém? Amém!
Sou Daniel Melo, e ao longo dessa temporada estarei fazendo a cobertura do The Voice Brasil aqui no Planeta TV! Compartilhem nos comentários suas esperanças para a temporada. Se concordam, ou se discordam das minhas opiniões. Aqui é um espaço livre para expormos nossas ideias, elogiarmos e se necessário (geralmente é) criticarmos e mais adiante, sofrermos com eliminações de candidatos queridos (sim, eu me apego emocionalmente a esses programas). Até dia 18/09, pessoal!
Comentários (11) Postar Comentário
Caramba, falando assim até parece que o The Voice BR é um fiasco total!
Muito pelo contrário, o programa foi um sucesso de audiência ano passado.
Também acho que Luiza Possi nao tem talento bastante pra ser jurada, ela é uma ótima cantora e sua presença como ajudante já está de bom tamanho ( Sou muito mais a Claudinha a ela) .
Agora se eles viram ou nao viram, isso fica a critério deles, afinal eles sao os jurados.
A versão brasileira do The Voice sempre foi muito elogiada... principalmente no estrangeiro, a nossa versão é uma das melhores... E não acho que há excesso de múisicas americanas, haja vista que antes de ser "Brasil" ele é "The Voice", ou você achava brilhante o "Ídolos" na Rede Record que não tinha comprometimento nenhum e parecia mais um show de horror? ou o Superstar que é um fiasco? Sem sombra de dúvidas posso afirmar que o The Voice Brasil é o melhor programa do gênero que temos na nossa televisão!!!
Concordo com tudo que você escreveu Daniel, também quero relembra certas coisas que me irritam no programa como a inutilidade da ferramenta chamada de PEGUEI usado pelos técnicos que apenas aparenta ajuda os candidatos e se torna inútil em certos momentos. Um exemplo claro são Lulu e Brow que após salvarem um candidato decidem que na próxima etapa esses mesmos candidatos salvos são suas primeiras escolhas de eliminação por não terem sido de sua equipe desde do começo do programa, mesmo que o candidato tenha tipo uma melhor apresentação.
Isso nós leva ao outro ponto de erro o Favoritismo que alguns técnicos tem por certos candidatos, os técnicos seguram esses candidatos favoritos até o ponto que público decide elimina de vez o candidato. Temos o exemplo da primeira temporada do Gabriel Levan que amado pelo Lulu e na segunda tivemos Débora Cidrack que levou vantagem com a morte de parente e sensibilidade da Claudia. Que pra mim dois deveriam ter sido eliminados na fase da batalhas.
Daniel, concordo em gênero, número e grau! Apesar de ser o melhor programa brasileiro nesse formato, o The Voice Brasil tem lá suas falhas sim (particularmente, a que mais me incomoda é o tempo curtíssimo pra votação) Só nos resta torcer pra que esses erros sejam corrigidos ao longo destas próximas edições!
O brasileiro e sua mania de exaltar o que vem de fora em detrimento do que se faz aqui. Pois eu acho o The Voice Brasil sensacional e não consigo assistir às versões estrangeiras. Sabe pq? Pq acho as versões gringas muito "atuadas", muito artificiais. Em diversos momentos fica evidente que há coisas que são combinadas. Aquilo ali não me parece genuíno. Sem contar que é algo tão distante da minha realidade, que não consigo me emocionar. Bem diferente do The Voice Brasil, com cantores brasileiros, que ralam aqui nos barezinhos da vida. Imagina minha emoção ao ver Ju Moraes arrasando na primeira temporada do programa. Uma cantora que eu ouvi cantar pra meia dúzia de gato pingado antes de ela participar do TVBr. Quanto aos técnicos, acho que, se os mesmos quatro estarão na terceira temporada, é pq eles agradaram. A sintonia entre eles é muito boa. Cada um com suas particularidades, seus acertos, seus erros e suas chatices. Isso é o bacana do programa. Não sei o que Claudia Leitte te fez pra vc detestá-la tanto. E não concordo nada quando vc fala de Luiza Possi poderia substituí-la. Cada um daqueles artistas é mestre no que faz. Tem uma trajetória de sucesso dentro de suas áreas. São referência. Têm milhões de fãs, discos vendidos. São exemplo de sucesso. Luiza Possi é bonitinha, canta razoavelmente bem e até acho ela carismática. Mas ela nunca aconteceu de fato. Não tem hits lançados, não faz shows pra grandes públicos. Enfim... Para ser técnico do The Voice é necessário ter um pouco mais do que talento. É preciso ser uma figura pop, alguém que faz a diferença dentro do cenário da música. Pq,venhamos e convenhamos, nenhum deles está naquele posto por ter uma voz impecável. Lulu marcou gerações, é um grande compositor e um dos principais nomes do rock dos anos 80, mas não tem exatamente uma grande voz. Brown é muito mais reconhecido como compositor, produtor musical, instrumentista do que como cantor. Daniel é uma referência dentro da música sertaneja, tendo sido um dos principais nomes do gênero nos anos 90. E Claudinha, a caçula, foi um dos fenômenos mais recentes da música baiana, que arrasta multidões atrás dos trios elétricos, e que foi alçada ao posto de diva da música brasileira, com shows sempre mega produzidos, parcerias internacionais e muita, muita mídia aos seus pés. Para trocar qualquer um deles, é preciso que seja por alguém do mesmo naipe. E há pouquíssimos artistas no Brasil com tamanha grandeza e, portanto, aptos para ocupar esses cargos.
Daniel, seu post é pra aplaudir de pé!
Cara, o The Voice Brasil precisa sim é mudar de emissora. O problema da Globo se chama cacife de "diretores". Boninho não sabe pegar uma franquia e somente adaptá-la. Vimos isso com Big Brother, The Voice e Rising Star. Todas foram avacalhadas e nos entregaram candidatos bons, na sua maioria, mas que com uma produção ruim.
O Super Star, o exemplo mais recente, teve Malta, Jamz, Suricato, Luan e Forro Estilizado, Move Over, etc, e vimos semana após semana os erros da produção, sendo o primeiro passar o programa no final da noite de domingo/madrugada de segunda. Sem falar dos jurados... decepção total.
Está certo que a Record também não fez um bom trabalho com o Ídolos, mas tenha a impressão que a Band faria um The Voice melhor.
Concordo contigo quando cita Luiza Possi, não é coincidência que na primeira temporada, as melhores batalhas foram do Time Daniel. Eu gostei da Preta Gil também. E eu meu maior pedido de oração é para retirarem o [excêntrico] Carlinhos Brown. Mas enquanto os técnicos não forem técnicos, só afunda mais ainda o formato.
Entre todos os programas da franquia, gosto mais do holandês e do australiano, atualmente. Respeitam os ótimos candidatos, possuem coachs excelentes e sabem inovar, ainda que de pequenas formas.
Daniel, mais uma vez parabéns pelo post e que venha "The Voice Brasil"!!!
É só mais um lixo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Elogiado no exterior? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
faça me rir..... bando de babacas!
A resposta que Cláudia Leite deu a Lulu Santos no duelo da música: "Adeus América" de João Gilberto, entre Maylsson e Xandy, foi digna de aplausos! Lulu começou a falar besteira e Claudia Milk defendeu muito bem a dupla com argumentos a ponto de deixar Lulu mudo.
Porém, apesar de ter um time fraco (o time de Lulu tinha tudo pra ganhar), Claudia Leite só ganhou por sorte (ou falta de malícia dos outros tecnicos em classificar o cantor melhor)
Não concordo em quase nada com que você escreveu. O programa é um sucesso e ótimo, lógico merece e precisa de alterações para melhorar. Claudinha Leitte está perfeita como jurada, na 2ª temporada disse coisas muito mais consistentes que os outros.
Ah e outra Daniel, você falar que Possi é mais preparada e tem mais carisma que Leitte, é muito surreal, haja vista o sucesso, o número de fãs e conquistas de ambas na carreira.