Bella Campos dá vida à Maria de Fátima. Foto: Vale Tudo/TV Globo
Bella Campos dá vida à Maria de Fátima. Foto: Vale Tudo/TV Globo

A esperada nova versão de "Vale Tudo", escrita por Manuela Dias, estreou na TV Globo com a difícil missão de reviver um dos maiores clássicos da teledramaturgia brasileira. No entanto, os primeiros capítulos não conquistaram o público como se imaginava.

A novela estreou com 24 pontos de audiência na Grande São Paulo, principal praça do mercado publicitário, mas perdeu fôlego ao longo da semana, encerrando o sábado com apenas 19 pontos. A média dos seis primeiros capítulos foi de 22 pontos, mesmo índice alcançado pela antecessora "Mania de Você", que também patinou no ibope durante sua exibição.

A expectativa da Globo era de uma virada nos números, como aconteceu em 2022 com o remake de "Pantanal", que após a fraca audiência de "Um Lugar ao Sol", elevou a média da faixa das 21h de 23 para quase 27 pontos em apenas uma semana. A ausência desse mesmo efeito agora levanta sinais de alerta na emissora.

Embora a atuação de Taís Araújo, no papel da icônica Raquel Acioli, esteja sendo elogiada, a personagem ainda não provocou grande comoção. Parte da crítica e do público atribui isso às escolhas de elenco ao redor da protagonista, consideradas equivocadas. Cauã Reymond e Bella Campos, que vivem personagens centrais, não convenceram e são acusados de canastrice em cena, além da mudança no tom da história, que parece mais contida e distante da intensidade emocional do original de 1988.

Com 173 capítulos previstos, o remake deve seguir no ar até 18 de outubro de 2025, quando será substituído por "Três Graças", nova novela de Aguinaldo Silva, já em fase de pré-produção.

A nova versão é escrita por Manuela Dias, baseada na obra original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, com colaboração de Aline Maia, Luciana Pessanha, Sérgio Marques, Claudia Gomes, Márcio Haiduck e Pedro Barros. A direção artística é de Paulo Silvestrini e a direção geral de Cristiano Marques. A novela vai ao ar de segunda a sábado, às 21h10, logo após o Jornal Nacional.

Agora, resta saber se os ajustes nos próximos capítulos conseguirão reverter a fria recepção inicial e aquecer o interesse do público por esse clássico da dramaturgia brasileira.