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Tensão e suspense prendiam a atenção em "As Noivas de Copacabana"

Por: Jonathan Pereira E-mail para contato: [email protected]

Tensão e suspense prendiam a atenção em "As Noivas de Copacabana"

Miguel Falabella é mais conhecido por seus papéis cômicos, mas também se destacou como assassino. O ator foi o protagonista da minissérie “As Noivas de Copacabana”, exibida em 1992 na Globo. E o rostinho angelical de seu personagem, Donato Menezes, seduziu muitas moças durante os 16 capítulos da trama.

De professora suburbana a socialite, ele seguia o mesmo ritual. Assim que as conquistava, pedia que se vestissem de noiva na hora do sexo. E para atingir o orgasmo, matava uma a uma estrangulada. E como Donato conseguia suas vítimas? Procurava nos classificados os anúncios de vestidos de noivas, fazendo com que as donas deles caíssem em sua lábia.

Ao mesmo tempo, ele era noivo de Cinara (Patrícia Pillar), com quem a princípio não se relacionava sexualmente. Sua vida era acima de qualquer suspeita: carinhoso com a tia Eulália (Yara Lins), tratava bem o amigo Paulão (Ricardo Petraglia)... No dia a dia bancava o bom moço.

O único que via ligação entre os assassinatos em série e Donato era o detetive França (Reginaldo Faria), que teve a idéia de usar a amante, Leiloca (Branca de Camargo) como isca para prendê-lo. O plano dá parcialmente certo: ela anuncia um vestido no jornal, os dois se envolvem, e o psicopata é preso e levado a julgamento. Mas, por falta de provas, é liberado.

O motivo que o faz ter esse comportamento é revelado: quando era noivo de Helena (Lala Deheinzelin), ele descobriu às vésperas do casamento que ela havia se apaixonado por outro e tentou matá-la, enquanto ela experimentava o vestido. Helena conseguiu fugir, mas Donato prometeu que acabaria com a vida dela.

Fora da cadeia, o maníaco transa com Cinara e a pede em casamento. Dias antes dos dois subirem ao altar, Helena descobre pelo jornal (sim, se fizessem um remake tudo seria pela internet nos dias de hoje) e avisa o detetive França. Cinara combina de Helena aparecer na noite de núpcias vestida de noiva, para que Donato se descontrole. Ao tentar matá-la, ele é preso novamente, pois a polícia já havia sido avisada.

Um ano depois da condenação, Donato é enviado a um manicômio judiciário e foge, voltando a circular com uma caneta anúncios de jornal e a colocar em prática o que mais gostava de fazer: seduzir e matar as noivas de Copacabana.

Dias Gomes conseguiu criar uma história envolvente e movimentada, baseando-se em uma matéria sobre o caso de Heraldo Madureira, de Niterói (RJ), que assassinava suas vítimas vestidas de noiva. Na vida real, o condenado fugiu do manicômio judiciário onde estava preso. O autor conseguiu elaborar o roteiro sem as costumeiras acusações de plágio que vira e mexe viriam a pipocar nos bastidores da TV desde o fim dos anos 90.

O elenco contava com Christiane Torloni, Hugo Carvana, Marieta Severo, Raul Cortez, Marcelo Faria, Zezé Polessa, Milton Gonçalves e Tássia Camargo, entre outros. Na versão internacional, que foi vendida para cerca de 20 países como Canadá, Finlândia, Bolívia e Romênia, o final foi mudado. Donato termina na cadeia, ao invés de fugir.

A minissérie ganhou duas reprises, em 1995 e 1998, em versões compactadas. O DVD com a edição de 95, em 8 capítulos, ainda pode ser encontrado nas lojas. Outra forma de matar a saudade é torcer para que “As Noivas de Copacabana” esteja na lista das próximas reprises do canal Viva. Como já reprisaram “Sex Appeal”, feita no ano seguinte, e “Desejo”, que é mais antiga (1990), não é impossível que aconteça.





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