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Novela Paraíso Tropical completa 10 anos

Trama de Gilberto Braga apresentou uma história ágil ambientada em Copacabana.

Por: Emerson Ghaspar - Contato: emerson.ghaspar@hotmail.com

No dia 05 de março de 2007 ia ao ar o primeiro capítulo de Paraíso Tropical, trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, ambientada no bairro carioca de Copacabana. O mote central da trama era as diferenças entre as gêmeas Paula e Tais (Alessandra Negrini), que desconhecem a existência uma da outra.

No início da trama, Paula é uma jovem boa, doce e honesta, que trabalha como gerente de uma pousada em uma cidade próxima a Marapuã (cidade fictícia). Ela foi criada por Amélia (Suzana Vieira), dona de um famoso bordel da região. Ao visitar a mãe, Paula acaba por conhecer Daniel (Fábio Assunção), diretor executivo do grupo Cavalcanti, um conglomerado empresarial, que tem como carro chefe uma rede hoteleira espalhada por todo o pais. Os dois acabam se apaixonando, mas terão que passar por grandes adversidades para ficarem juntos.

Daniel é filho de Nereu (José Augusto Branco), o caseiro do imóvel do todo poderoso Antenor Cavalcanti (Tony Ramos). Honesto e de princípios sólidos, Daniel era grande amigo do filho de Antenor e Ana Luísa (Reneé de Vielmond) que veio a falecer. Devido a isso, os laços afetivos entre Antenor, Ana Luísa e Daniel ficaram mais fortes, sendo que o filho de Nereu é um forte candidato a suceder Antenor na presidência do grupo Cavalcanti.

Fabio Assunção e Alessandra Negrini. Foto: Globo

Daniel nem desconfia que tem um inimigo ardiloso disposto a tudo para destruir sua imagem junto a Antenor: o maquiavélico Olavo (Wagner Moura), que fará de tudo para chegar ao posto máximo no grupo Cavalcanti. Olavo é filho de Marion Novaes (Vera Holtz), uma promoter decadente que faz de tudo para manter o status. Marion ainda é mãe de Ivan (Bruno Gagliasso), o caçula da família, que sempre se sentiu preterido pelos seus familiares.

Ainda na Bahia, Amélia descobre que perderá seu imóvel devido a expansão imobiliária do grupo Cavalcanti, passa mal e é internada.  Prestes a morrer, a cafetina conta a Paula que não é sua mãe biológica e que ela tem um avô vivo que mora no Rio de Janeiro. Após a morte da mãe, Paula mexe em seus pertences e descobre pistas de onde está seu avô. A jovem então resolve ir atrás de suas origens no Rio de Janeiro, junto com Daniel.

Tudo parecia estar indo bem para Paula e Daniel, mas Olavo resolve mandar seu rival para a cadeia e com ajuda de Jader (Chico Diaz) e Bebel (Camila Pitanga), uma prostituta ambiciosa que trabalhava para Amélia, armam uma situação que simula que Daniel estava envolvido com uma menor de idade: Telma (Isis Valverde, em participação especial).

 Daniel acaba preso e Paula acaba partindo sem ele, após uma armação de Olavo que estava grampeando o celular de Daniel e faz uma edição onde ele a ofende por ser filha de uma cafetina. O filho de Nereu fica sem seu álibi para provar que não estava envolvido com Telma e Paula viaja para Manaus, após Bebel oferecer um “suposto emprego”, desiludida com o rapaz.

Livre, Daniel volta ao Rio de Janeiro, mas não esquece de Paula. Ele acaba por ver Tais (Alessandra Negrini) em um ponto de ônibus, mas ela o ignora, o levando a deduzir que a jovem é irmã de Paula. Criada no edifício Copamar, no coração de Copacabana, pelo avô, o bondoso Isidoro (Othon Bastos), a quem rejeita por viver simplesmente. Tais é uma mulher inteligente, que se acha melhor do que a maioria das pessoas e tenta ascender socialmente a qualquer maneira. No início da trama, ela namora com Cássio (Marcello Antony), que é dono do restaurante Frigideira Carioca. Além disso, Tais vive enganando Evaldo (Flávio Bauraqui), um ourives com problemas com bebida. A megera vende as joias como sendo do renomado Massimo Castellani, conseguindo uma boa quantia, mas repassa muito pouco ao ourives.

Além de Evaldo e Isidoro, o Copamar abriga outros moradores que fazem parte da trama: a família de Neli (Beth Goulart), que é ressentida pela vida que leva e almeja se mudar para o Leblon, apesar do marido Heitor (Daniel Dantas) querer manter a vida como está, apesar de que seu grande sonho é ser chefe de cozinha, bem diferente de sua realidade, como gerente de compras do grupo Cavalcanti. Como não vê “futuro” ao lado do marido, Neli planeja arrumar um bom casamento para as filhas Joana (Fernanda Machado) e Camila (Patricia Werneck). A família de Neli se desmancha quando ela insiste no casamento de Fred (Paulo Vilhena) com Camila, mesmo ela estando dividida entre ele e Mateus (Gustavo Leão). Como se não bastasse isso, Joana descobre que não é filha de Heitor e sim de Jader, chegando a pensar em se prostituir só pra agredir a mãe. Mas a vida de Joana muda quando ela conhece Cassio, que vê nela algo que faltava em suas ex- parceiras.

Quem também mora no Copamar é o casal Dinorá (Isabella Garcia) e Gustavo (Marco Ricca), um casal em crise já que ele se dedica demais ao trabalho enquanto ela espera resgatar o romantismo do casamento. Dinorá e Gustavo viveram momentos hilários na trama e chegaram a se envolver com outros personagens, mas terminaram a trama juntos e felizes.

Dinorá e filha de Iracema (Daisy Lucidi) a sindica que preza pela moral e bons costumes e que volta e meia se intromete na vida da filha. Iracema tenta transformar o Copamar em um edifício modelo e para isso conta com ajuda do porteiro Pacifico (Nildo Parente). Iracema vive batendo de frente com Virginia (Yoná Magalhães) uma ex- vedete exuberante, que quer tirar Iracema do posto por achar que ela é castradora e autoritária.

Virginia é vizinha de Rodrigo (Carlos Casagrande) e Tiago (Sérgio Abreu), um casal homossexual que viveu um amor simples e pacato, sem levantar bandeiras. Virginia é casada com o malandro Belisário (Hugo Carvana), que vive uma péssima relação com o filho Antenor, apesar de sempre receber uma mesada e viver perdendo tudo no jogo.

As desavenças vão além de Belisário e só piora para Antenor quando Ana Luísa se afasta um pouco por se envolver com Lucas (Rodrigo Veronese), amigo de Daniel. Apesar disso, Ana Luísa não trai o Antenor. Ela só resolve se separar do marido, quando o flagra com Fabiana (Maria Fernanda Cândido), advogada da empresa. Após o flagra, Ana Luísa viaja para Boston, enquanto Fabiana resolve ir embora por perceber que Antenor ainda sente algo pela esposa. Sozinho, Antenor se torna um homem ressentido.

A vida de Antenor só volta a fazer sentido quando Lúcia (Glória Pires) entra em sua vida. Ela volta de Vitória no Espirito Santo, porque o filho Mateus insiste em conhecer o pai: Cássio, que até então nunca havia pensado em ter um filho. Mas a vida de Antenor e Lúcia não é esse mar de rosas já que ele espera uma esposa submissa e ela é uma mulher altiva.

Paralelo a isso, Daniel reencontra Paula e percebem que foram vítimas de uma armação de Olavo, que está cada dia mais envolvido com Bebel. Olavo se encanta pela prostituta após passar uma noite com ela e começam a se encontrar ocasionalmente. Quem não gosta nada disso é Jader, que não quer que ela se torne “fixa” de Olavo, já que assim perderia seu ganha pão. Bebel consegue se tornar fixa quando resolve fingir que um gringo se interessou por ela e que está disposto a leva-la para o exterior. Com medo de perder sua fogosa amante, Olavo paga para que ela tenha aulas de etiqueta e chega a encontra-la deslumbrante em um casamento marcado pela celebre frase “Que bela ideia esse casamento primaveril em pleno outono”. Entre idas e vindas o casal encontra uma oponente, quando Alice (Guilhermina Guinle) retorna disposta a atrapalhar o romance entre eles.

Usando Bebel e Jader para prejudicar Daniel sempre que possível, Olavo nem imagina que não é o único a querer acabar com o romance do mocinho com Paula. Sua irmã Tais que vive de golpes não consegue manter sua imagem de boa moça por muito tempo e Paula ajuda a carreira de Evaldo a deslanchar. Pressionada com a presença da gêmea boa e depois de matar o ourives, Tais se sente encurralada e decide matar sua irmã no dia de seu casamento com Daniel. A proposta é se livrar da gêmea e assumir sua identidade.

Com ajuda de Ivan (Bruno Gagliasso), irmão de Olavo, Tais simula um acidente marítimo para dar “fim a sua vida”, chegando a deixar um bilhete suicida.  Jogada no mar, Paula acaba sendo resgatada por Olavo, que a interna numa clínica, onde pretende deixa-la dopada, a fim de chantagear Tais no futuro.

Apesar disso, Paula é ajudada por Mercedes (Cristina Galvão), uma enfermeira que desconfia das intenções de Olavo e não a medica. A partir daí, Mercedes procura por Daniel, que fica sabendo de toda verdade. Paralelo a isso, Olavo chantageia Tais e a obriga a conseguir uma assinatura de Daniel para abrir uma conta no exterior, onde desviará um dinheiro, a fim de acusar o rival de roubo. Para isso, Olavo conta com o apoio de Lutero (Edwin Luisi), pai de Alice.

O cerco se fecha para Tais que não consegue manter sua farsa e ela é acusada de matar Evaldo. Desesperada, ela recorre a Antenor, de quem havia recebido uma boa quantia para separar Paula e Daniel, mas que não havia dado certo. Chantageado, Antenor cede ao pedido de Tais e marca um horário para entregar a quantia.

Tais resolve utilizar o passaporte da irmã e recolher uma grana que está no cofre, na casa de Daniel. É quando uma misteriosa visita chega e ela acaba morrendo após ser dopada e inalar muito gás.  O assassino: Olavo, só é revelado no último capítulo, quando se descobre que Ivan na verdade é filho de Antenor Cavalcanti.

O motivo: Tais havia flagrado uma conversa entre Jader e Olavo, onde o vilão afirmava que Ivan era filho de Antenor, mas que havia planejado mata-lo. Como o irmão não tinha bens, havia dado um taxi a ele, mas obrigado a deixar um documento deixando tudo que tinha para ele caso viesse a morrer. A ideia era matar Antenor, Marion e Ivan, exigindo em seguida o que fosse seu por direito.

Após confessar, Olavo leva um tiro e Ivan, mas revida. Os dois irmãos acabam mortos. Marion que passou a novela tentando dar golpes acaba virando camelô e Alice vira gari após perder tudo. Para Paula e Daniel, e Antenor e Lucia, um final feliz com filhos.

Quatro anos após escrever Celebridade, Gilberto Braga e Ricardo Linhares voltavam ao horário nobre da Rede Globo.

Por opção dos autores, as cenas inicias da trama foram gravadas no Brasil mesmo, fugindo da proposta das novelas terem as cenas iniciais gravadas no exterior. As sequencias em questão foram gravadas no estado de Bahia e Pernambuco, mais precisamente nas cidades de Porto Seguro, Arraial D’Ajuda, Itacaré, Ilheus e Porto de Galinhas.

Alessandra Negrini em dose dupla. Foto: Globo

A equipe de efeitos especiais da trama foi acionada em diversas ocasiões entre elas a criação de um enorme trilho usado para gravar pessoas ao longo da orla. A mesma equipe utilizou um recurso que permitia que as gêmeas Paula e Tais, vividas por Alessandra Negrini, interagissem de modo real, fugindo do usual plano e contra plano que permitia somente a utilização da atriz e dublê.

Nas cenas inicias, o personagem Daniel sofre um acidente praticando windsurfe. Para não correr riscos, a equipe gravou em um piscina, utilizando recursos para simular um mar revolto. A equipe de computação gráfica criou um chroma-key de 10 m de altura por 50 m de comprimento para que a cena fosse inserida sem maiores dificuldades.

Nos primeiros capítulos, Paraíso Tropical tinha um tom acinzentado devido a um software utilizado na trama. O efeito acabou não agradando o telespectador e foi retirado da trama.

Para ambientar a trama foram construídas duas cidades cenográficas: uma que abrigava o edifício Copamar e adjacências e outro para ambientar o Hotel Duvivier. A cidade cenográfica que ficavao Copamar reproduzia um trecho do bairro de Copacabana em uma área de 6.500 m² que também contava com outros cenários, entre eles um restaurante, o Frigideira Carioca. A equipe de efeitos visuais desenvolveu um chroma-key móvel de 60 m que permitia inserir imagens verdadeiras aos cenários. Já o Hotel Duvivier tinha aproximadamente 2.000 m², onde foram reproduzidos uma joalheria, uma piscina, recepção, lobby, piano bar, restaurante, loja de conveniência piscina e cenários de grande parte das ações da trama. O hotel foi construído em 35 dias por 180 operários. Toda a mobília foi feita pelos profissionais das oficinas da Rede Globo. Já o albergue criado pelas personagens Lucia e Paula tiveram referências em albergues reais localizados em Copacabana.

A produção de arte da trama visitou hotéis de São Paulo e Rio de Janeiro atrás de referências. A fachada do hotel, por exemplo, foi inspirada no Hotel Pestana, localizado na Avenida Atlântica. A equipe também criou vários objetos com o logo do Hotel do Duvivier.

O figurino de Paraíso Tropical foi elaborado para transitar entre o glamouroso e o popular. O figurino de Bebel ganhou as ruas. O vestido justíssimo rosa chiclete, tops e maiôs engana mamãe, botas corsários e fendas conquistou as telespectadoras. O figurino de Tais também chamou a atenção ao apelar para roupas provocativas com cores fortes como prata, preto e vermelho. Os figurinos de Marion e Alice também foram destaque pela alta costura. Entre o figurino masculino destaque para as vestimentas de Fred (com ternos modernos) e Ivan (com jeans surrados e camisetas rasgadas).

Para compor melhor seus personagens alguns atores que circulavam pelos cenários do Hotel Duvivier tiveram aulas de gastronomia e hotelaria. O ator Daniel Dantas chegou a ter aulas de culinária italiana.

Com um ritmo ágil, com desenvolvimento e finalização até na mesma semana, a trama causou um pouco de estranheza no início no telespectador médio que não se interessou pela trama logo de cara. Para saber o que estava ocorrendo, o autor pediu um grupo de discussão para saber o que estava ocorrendo. Nesse grupo ficou claro que o casal principal não estava agradando. A partir disso, Tais, Olavo e Bebel ganharam mais destaque ao infernizar a vida dos protagonistas. Apesar disso, a trama conseguiu reconquistou o público e terminou como um sucesso. A trama foi inteiramente gravada em HDTV.

O papel das gêmeas foi feito para a atriz Claudia Abreu, que teve que desistir da novela após descobrir estar grávida. Os papéis ficaram com Alessandra Negrini. O autor chegou a elogiar posteriormente Alessandra, mas disse que ela não tinha o carisma de Claudia Abreu.  

Wagner Moura, Vera Holtz e Bruno Gagliasso. Foto: Globo

A atriz Joana Fomm já havia gravado algumas cenas como Marion Novaes, mas teve que se afastar devido a problemas de saúde. Vera Holtz ficou com o papel após o afastamento, regravando várias sequencias. Os papéis de Bebel e Olavo também não foram interpretados pelos atores pensados pelos autores. Na concepção original, Bebel era para ser vivida por Mariana Ximenes e Olavo por Selton Melllo, que tiveram que recusar os personagens por motivos diversos.

Segundo o autor Gilberto Braga, Paraíso Tropical é uma de suas melhores novelas e até então sua trama mais autoral.

O casal Bebel e Olavo roubou a cena, ao viverem um amor bandido, típico de gato e rato, levando o público a torcer por eles. Bebel ganhou o público ao lançar bordões como: “catiguria”, criada pelo ator Chico Diaz, interprete de Jader, e  “cueca manera”, que foi criação do diretor Dennis Carvalho. Além de “eu sou uma piscininha” e “ai que pegada gostosa”.

As atrizes Daisy Lucidi e Reneé de Vielmond voltavam a atuar depois de um tempo afastadas. Daisy não fazia novelas desde O Casarão (1976), já Reneé não atuava desde 1998, quando fez uma participação no seriado Mulher. Pela primeira vez um personagem de outra trama de outro autor participava de uma novela. A personagem Mary Montilla (Carmen Verônica) de Belíssima de Silvio de Abreu fez uma participação em dois capítulos.

A morte de Tais não estava prevista na sinopse e surgiu devido a rejeição inicial dos telespectadores e devido a relação de Marion com seus filhos. Segundo o autor o público médio não aceita maldades de mãe contra seus filhos.

Em Paraíso Tropical cada um dos colaboradores escrevia para determinado personagem.  O diretor Dennis Carvalho ressalta que o maior desafio da trama foi as cenas das gêmeas Paula e Tais que consumiam muito tempo.

A abertura de Paraíso Tropical foi ideia do autor Gilberto Braga, que queria imagens aéreas do bairro de Copacabana de dia e de noite sem cortes. Das imagens obtidas, 80% foram utilizadas na abertura. A imagem inicial que remete a um lugar paradisíaco na verdade se chama Pedra do Anel e fica atrás do Morro do Leme, no centro da cidade.

Como de costume em tramas de Gilberto Braga, vários participações especiais apareceram na novela, entre elas: Rogéria, Nelson Motta, Erasmo Carlos, Tande, Sandy, Junior, Paula Toller, Simone, Ivete Sangalo entre outros.

Para evitar que o público soubesse pela imprensa que Ivan era filho de Antenor, as cenas cruciais do último capítulo foram cercadas de cuidados para evitar vazamento de informação.

A trama foi indicada a 13 categorias na décima edição do Prêmio Contigo e acabou ganhando em 7 categorias. Paraíso Tropical também recebeu 3  prêmios oferecidos pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), nas categorias melhor novela e melhor ator para Wagner Moura e melhor atriz para Camila Pitanga. A trama também ganhou 4 estatuetas do Trofeu Imprensa por melhor novela, melhor ator (Wagner Moura), revelação do ano (Gustavo Leão) e melhor atriz (Camila Pitanga).

Na reexibição do último capítulo foram exibidas cenas que não foram exibidas na noite anterior, mas que constavam no roteiro e que apresentava o destino de alguns personagens.

Composta pela tradicional trilha sonora nacional e internacional, o álbum nacional continha as seguintes músicas: Carvão/ Ana Carolina, Impossível Acreditar Que Perdi Você/ Toni Platão, Ruas de Outono/ Gal Costa, Samba do Avião/ Milton Nascimento, Você Não Sabe Amar/ Nana Caymmi, Você Vai Ver/ Miúcha, Sábado em Copacabana/ Maria Bethânia, Olha/ Erasmo Carlos e Chico Buarque, Cabide/ Mart´nália, Não Enche/ Caetano Veloso,  Difícil/  Marina Lima, Espatódea/ Nando Reis, Existe Um Céu/Simone , Preciso Dizer Que Te Amo/Cazuza e Bebel Gilberto, É Com Esse Que Eu Vou/ Elis Regina,  Vatapá/ Danilo Caymmi e Alcazar/ Roger Henri.

A trilha internacional de Paraíso Tropical foi estampada pela atriz Camila Pitanga devido ao sucesso de sua personagem Bebel e continha as seguintes músicas: You Give Me Something/ James Morrison, Last Request/ Paolo Nutini, P.D.A. (We Just Don’t  Care)/ John Legend, Have You Ever Seen The Rain? /Rod Stewart, Without You/ Harry Nilsson, Me And Mrs.Jones/ Michael Bublé , Since I Fell For You/  Gladys Knight, You Go To My Head/ Michael Bolton , Summerwind/ Madeleine Peyroux, Mon Manége À Moi/  Etienne Daho, Chaya Chaya/ Nukleouz & DJ Seduction, The Thrill Is Gone/ B.B. King, Breezin’/George Benson & Al Jarreau, The Man I Love/ Caetano Veloso, So Many Stars/ Sérgio Mendes & Brasil ´66, Dream Dancing/ Ella Fitzgerald,  I´m Sorry/ Brenda Lee e Vida Mia/ Nora Rocca.

Curiosamente na segunda tiragem do álbum internacional não há a musica Chaya Chaya. Na época especulou-se que a gravadora não teria direito sobre a musica e sua comercialização.

Escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, com colaboração de Ângela Carneiro, João Ximenes Braga, Maria Helena Nascimento, Nelson Nadotti, Sérgio Marques, Rosa Maria, Marília Garcia, Paraíso Tropical foi exibida de 05/03/2007 a 28/09/2007 as 21h em 179 capítulos. A novela teve a direção de José Luiz Villamarim, Amora Mautner, Maria de Médicis, Cristiano Marques e Dennis Carvalho.

Apesar de não ter conquistado o telespectador mediano logo de cara, Paraíso Tropical é uma das melhores tramas de Gilberto Braga, que mostrou mais uma vez seu talento para desenvolver personagens dispostos a tudo para conseguirem o que almejam. Em época de politicamente correto, uma trama que apresenta ambiguidades em vários personagens é algo raro. Sem rótulos e maneirismos, esse é mais um trabalho que merece ser visto. Quem sabe um dia no Viva não é?





Comentários (13) Postar Comentário

Gustavo comentou:

Gostei muito de Paraíso Tropical! Queria no Vale a pena ver de novo. Foi a última novela dele que considerei bem legal. Insensato Coração não foi ruim, foi bem mediana mas não foi ótima. Já Babilônia tinha uma sinopse ótima, que pena que houve rejeição, e o enredo da novela foi desfigurado.

Naldo comentou:

De qualquer forma, faltou a Natália do Valle no elenco.

Vlad comentou:

Para mim foi a última novela realmente boa de GB, já que Insensato Coração não coloco na galeria de suas boas tramas. Começou com índices baixos, todo mundo malhando GB, depois conquistou boa audiencia e calou a boca das corujas agourentas. Parabéns Gilberto Braga, meu preferido, escreveu a novela que mais me marcou DANCIN DAYS...um fenomeno da TV Brasileira...

Vini Kill comentou:

Um novelão. Enredo consistente, texto afiado, direção pra lá de competente, elenco em plena sintonia, e todos os personagens eram bem desenvolvidos. Entendo que se não fosse pela baixa aceitação do público médio nos capitulos iniciais, Paraíso Tropical seria um dos maiores fenômenos de audiencia dos anos 2000, já que no quesito repercussão, foi um estrondo!

Wbs Silva comentou:

seria uma boa reprise no VPDN, pena que nunca vai passar

Paulo comentou:

Já deveria ter sido reprisada.......Eita povo apaixonado por Natália do Valle kkkkkkkkk

Cida comentou:

Novela péssima, cheia de defeitos. Tramas paralelas inconsistentes e perdidas. Participações especiais que não vieram a acrescentar nada, como a trama envolvendo Sérgio Marone, Rosamaria Murtinho, Maria Padilha. Figurações de luxo. Uma família inteiramente do mal - Vera Holtz, Bruno Gagliasso e Wagner Moura - no final um irmão matou o outro, e a mãe se mostrou meio passiva a situação. Gilberto exagerou tanto em personagens do mal, que percebeu o feito, e tratou de regenerar alguns. A novela se segurou mesmo pela Camila Pitanga, no único personagem feminino interessante. Novela esquecível...


vlad respondeu:

voce deve amar chquititas


Paulo comentou:

Essa novela foi ótima do começo ao fim uma das melhores da história mereceu ser indicada ao emmy.

Igor comentou:

Que saudades desse novelão, assisti todinha no YouTube ano passado e valeu cada segundo, infinitamente melhor que as atuais novelas do horário.

Fernando Original comentou:

Trilha sonora (a nacional e a internacional) ótima! Alessandra Negrine firme nas personagens. Vera Holtz excelente, Marion ótima vila, Rainha. Mág (ALDA) nadinha! Amei Glória Pires, Guilhermina Guinle e Beth Goulart. Destaque destacado para, ela, a cativante e de catiguria: BEBEL! mas em termos de enredo E levando em consideração a forma como foi contada, PARAÍSO TROPICAL nem vale a pena ver de novo!


Fábio Cézar respondeu:

Embora não seja de modo algum uma atriz ruim, Alessandra Negrine não é uma grande estrela, tanto é que mesmo vivendo as irmãs protagonistas, perdeu espaço para coadjuvante Pitanga com sua impagável Bebel, isso jamais teria acontecido se fosse uma atriz do porte da Clauda Abreu, que o Gilberto Braga desejava na época. Antes que alguém diga que a Abreu perdeu espaço para Grazi em ALDA, são situações completamente diferentes, pois atualmente não tem como tirar leite de pedra.... A Protagonista atual é uma personagem fraca por natureza. nenhuma atriz salvaria.


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