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“Sonho Meu” conquistava crianças e adultos

Por: Jonathan Pereira E-mail para contato: [email protected]

“Sonho Meu” conquistava crianças e adultos

Há 15 anos, a novela “Sonho Meu” estreava na Globo. Talvez pelo nome você não se lembre, mas foi sucesso às 18 horas. Quer uma dica? A música de abertura (“Sonho meu, sonho meu, tudo pode acontecer, é só acreditar na vida, acreditar na sorte e tudo pode ser”) era cantada por Xuxa e José Augusto.


A história fugiu do cenário tradicional (Rio e São Paulo) e foi ambientada em Curitiba (PR), rendendo boas imagens. Xuxa e José Augusto participaram do último capítulo, cantando o tema de abertura, Querer É Poder, em um show na Ópera de Arame.

A idéia para a trama, escrita por Marcílio Moraes (de Vidas Opostas, da Record) com supervisão de Lauro Cesar Muniz, veio de duas histórias do autor Teixeira Filho: A Pequena Órfã (exibida pela Excelsior, em 1968), e Ídolo de Pano (na Tupi, em 1974).

Apesar de ter participado da primeira fase de Renascer (1993), o casal protagonista de Sonho Meu, Patrícia França e Leonardo Vieira, estava “cru” na época, comparado ao talento que exibe atualmente. Mas isso não comprometeu seus personagens.

Na história, Cláudia (Patrícia França) fica sem a filha Maria Carolina (Carolina Pavanelli) ao fugir do marido, Geraldo (José de Abreu). A tia coloca a menina em um orfanato, mas ela foge e se esconde na casa do Tio Zé (Elias Gleiser), que passa a chamá-la de Laleska.

Cláudia se casa com Lucas (Leonardo Vieira), mas é acusada de bigamia, e enfrenta as maldades do irmão dele, Jorge (Fábio Assunção), que depois é assassinado. A personagem passou boa parte da trama grávida, e quase tudo o que acontecia colocava essa gravidez em risco - fazendo às vezes o telespectador se perguntar se não havia outro recurso para movimentar o núcleo.

A média geral dos 197 capítulos foi de 44 pontos, com picos de 60 – as últimas novelas das 18 horas mal chegam a 25 pontos. Sonho Meu teve um elenco de peso: Beatriz Segall, Yoná Magalhães, Nívea Maria, Isabela Garcia, Mauro Mendonça... Mas a grande estrela foi Carolina Pavanelli, além de Elias Gleiser, como o carismático Tio Zé – um dos personagens marcantes do ator junto ao público infantil, que mais tarde interpretou o Canequinha, de Anjo de Mim (1997) e o Pepe de Era uma Vez (1998).

A menina participava até da abertura - coisa rara na Globo na época - fazendo desenhos que saíam do papel. A pureza do tema de abertura e a participação de outras crianças na história, como Eduardo Caldas (revelado dois anos antes, em Felicidade) e Luiza Curvo (em sua primeira novela) atraiam ainda mais os baixinhos para o horário, que por tabela tinham a chance de ouvir sua Rainha – então sem programa após o fim do Xou da Xuxa, no último dia de 1992.

Carolina foi a sensação da época conquistando, além das crianças, as avós e donas de casa que formavam o público das 18 horas. Participou de Os Trapalhões, Criança Esperança, especiais de fim de ano de Xuxa e vários episódios de Você Decide. Fez parte do elenco das novelas Quem É Você (1996) e Meu Bem Querer (1998), além da temporada 1997 de Malhação. Sumiu da TV e atualmente, aos 21 anos, estuda cinema no Rio de Janeiro.

A chance de a novela voltar ao ar no Vale a Pena Ver de Novo é mínima. Além dos 15 anos que já se passaram, o autor e o casal protagonista estão na Record. Mas é uma trama leve que teria tudo a ver passar à tarde. E uma chance de ver as belas locações de Curitiba novamente, já que nenhuma outra novela foi ambientada lá desde então.




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