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Há 10 anos, Torre de Babel também sofria no Ibope

Por: Jonathan Pereira E-mail para contato: [email protected]

Há 10 anos, Torre de Babel também sofria no Ibope

Muito tem se falado da audiência de A Favorita, mas, há 10 anos, outra novela amargava índices abaixo de 40 pontos no Ibope: Torre de Babel, de Sílvio de Abreu. Assim como a atual, a trama se passava em São Paulo e tinha um bom elenco (entre os nomes que também estão no ar em A Favorita, Tarcísio Meira, Glória Menezes e Cláudia Raia).


Torre de Babel teve a pior estréia de novela das 20 horas até então: 42 pontos de média. Esse número foi superado justamente por A Favorita, que marcou 35 em seu primeiro capítulo.


A novela assustou o público do horário por trazer, já na primeira semana, assassinato, violência, um usuário de drogas (Marcello Antony) e um casal de lésbicas (vividas por Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer). A audiência logo despencou para 38 pontos (se é ruim hoje, imagina em 1998, quando as novelas das 20 horas marcavam facilmente mais de 50 pontos).

Depois de vários mocinhos sem graça, Tony Ramos vivia o presidiário José Clementino, que matou a mulher flagrá-la o traindo. Foi uma das primeiras mudanças positivas na carreira do ator (que mais tarde variou os papéis, como o extravagante Manolo de As Filhas da Mãe, o coronel Boanerges de Cabocla, e o empresário Antenor Cavalcanti um vilão mais “light”, de Paraíso Tropical). Os telespectadores não estavam acostumados a ver tanto ódio nos olhos de Tony, e seu personagem ficou quase bonzinho.


O autor rapidamente teve de mudar os rumos da história e matou, na explosão do Tropical Tower Shopping, os personagens rejeitados. O mistério da vez era quem provocou a explosão. Mas até a solução desse suspense, a novela conquistou o público, terminando com boa audiência.

Criticada em Renascer, Adriana Esteves mostrou que era uma boa atriz a partir de Torre de Babel, onde viveu a espevitada Sandrinha (para quem não lembra, foi sua personagem que explodiu o shopping). O núcleo cômico ganhou bastante espaço, com personagens como Bina Colombo (Cláudia Gimenez), Johnny Percebe (Oscar Magrini) e Boneca (Ernani Moraes), além do retardado Jamanta (Cacá Carvalho). Os bordões “Jamanta não sabe de nada” e “Jamanta não morreu” ganharam as ruas na época.


Assim como Dona Armênia (Araci Balabanian), que depois de Rainha da Sucata (1990) retornou em Deus nos Acuda (1992), Jamanta apareceu em outra novela do autor, Belíssima (2005). Cláudia Raia fez sua melhor vilã, a executiva Ângela Vidal, e contracenou outra vez com o marido, Edson Celulari. E Karina Barum chegou a ser homenageada no Arquivo Confidencial, do Domingão do Faustão, por sua personagem, a manca Shirley.

Como é comum nas tramas de Sílvio de Abreu, a trilha sonora foi bem escolhida. A música Corazon Partio, de Alejandro Sanz, tocava incessantemente nas rádios. E Só no Sapatinho, tema de Sandrinha, levou o grupo de mesmo nome ao sucesso momentâneo.


Também estavam no elenco Maitê Proença, Letícia Sabatella, Marcos Palmeira, Stênio Garcia e Natália do Vale. A média geral foi de 44 pontos, e a trama ganhou o Troféu Imprensa de melhor novela. Adriana Esteves e Tony Ramos receberam três prêmios de melhor atuação.

Torre ainda não passou no Vale a Pena Ver de Novo, mas seria uma boa opção.





Comentários (1) Postar Comentário

volmir santos comentou:

Bem ai nas torres do babel quéssa girafa bem alta de cláusdia da raias que a partam, ficou mesmo pras vale, um tesão excepcional des mulhere!

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