"Vilão não precisa gritar, ele não anuncia maldade", diz Fernando Pavão

Ator comenta seu personagem em Escrava Mãe.

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Foto: Divulgação/R7
Foto: Divulgação/R7

Depois de interpretar mocinhos em seus últimos trabalhos na Record, Fernando Pavão voltou ao ar como o grande vilão de Escrava Mãe. “O Almeida faz maldade mesmo, não tem escrúpulos nem limites. Tem sarcasmo, um cinismo muito apurado e dá respostas rápidas. Meu grande medo era que meu vilão caísse no estereótipo, tive que dar o tempero para não ficar demais. Ele é bom, ruim, como a gente é na vida. Consegui dar humanidade a ele, dá para criar empatia”, avaliou o ator, em entrevista ao Yahoo.

Pavão revelou, ainda, suas inspirações para o personagem: “O vilão não precisa gritar, ele não anuncia maldade, simplesmente faz porque é da essência dele. O Almeida tem uma doçura na voz, fala mansa com rompantes de fúria em que fica cego e faz as maiores atrocidades. Tive algumas inspirações, como por exemplo o personagem do John Malkovich no filme Ligações Perigosas (1988), que tem um tom de voz agradável e suave para um cara que faz maldades e tem rompantes”.

O atr também falou da diferença em fazer uma obra fechada, prática pouco comum em novelas: “Nós éramos nosso termômetro e nossos diretores nos balizavam o tempo todo. Foi libertador não ver as cenas porque o julgamento é inevitável, você passa a se podar”.

Comentários (3) Postar Comentário

Televisivo
Televisivo comentou:

Realmnte, a Beatriz Segall já falou em diversas entrevistas, que as suas vilãs eram marcantes, porque o fator dela falar com naturalidade, como se aquilo fosse comum, a tornava ainda mais cruel, como se aquilo estivesse nela. Realmente, o bom vilão, aquele crível, ele age com naturalidade, sem caras e bocas e levantadas de sobrancelhas. É uma delícia quando cai um desses, pois atualmente são poucos.
A Lília Cabral é fera nesse tipo de papel, é muito crível vê-la como megera.

TOMAS
TOMAS comentou:

A NOVELA É MATRAVILHOSA, UMA VERDADEIRA OBRA PRIMA, PARSBÉNS AO AUTOR E O ELENCO PRIMOROZO.

MAURÍCIO
MAURÍCIO comentou:

Adoro a NOVELA Escrava Mãe, mostra um pouco do verdadeiro Brasil do século XIX, que muitos desconhecem.