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Éramos Seis: Os conflitos da família Lemos

Um casal com seus quatro filhos, cujo patriarca trabalha bastante para manter as contas em dia.

por Redação, em 24/08/2019

Foto: Globo/Raquel Cunha

De longe, a família de Lola (Gloria Pires) e Júlio (Antonio Calloni) é como qualquer outra da classe média paulistana dos anos 1920. Um casal com seus quatro filhos, cujo patriarca trabalha bastante para manter as contas em dia, e sua esposa fica em casa com as crianças, sendo responsável pela rotina e educação deles. Júlio trabalha em uma loja de tecidos, é muito correto e dedicado, e tem a ambição, assim como a maior parte dos homens de sua época, de enriquecer para oferecer à sua família uma vida boa e confortável. Lola, por sua vez, acredita que quando se faz sua parte, o resto acontece naturalmente, e que enquanto estiverem unidos na casa que estão comprando com tanto suor terão o suficiente para seguir em frente. Suas ambições se resumem, principalmente, às expectativas que têm para o futuro dos filhos.

Mas nem tudo é o que parece e os Lemos têm alguns desafios a enfrentar. O primeiro conflito de Júlio e Lola é a compra do imóvel. Júlio trabalha muito, não tem tempo para se dedicar aos filhos e quando está em casa, frequentemente, está cansado e sem paciência para lidar com a agitação das crianças. Para ele, todo o esforço e dinheiro que eles colocam nesta compra poderia ser evitado se morassem em um local mais de acordo com seu ordenado. 

A dificuldade para pagar o banco, contudo, é apenas um dos obstáculos do casal. No início da década de 1920, Júlio começa a apresentar graves problemas de saúde, o que provoca custos inesperados. Carlos (Xande Valois/ Danilo Mesquita) e Alfredo (Pedro Sol/ Nicolas Prattes) vivem em pé de guerra, pois enquanto o primeiro é muito correto, ótimo aluno e traz alegrias para o casal, o outro é arteiro, está sempre se envolvendo em confusões com os vizinhos e vai mal na escola. Carlos, como irmão mais velho, tenta corrigir Alfredo, que se incomoda com sua intromissão e acaba aprontando mais. Além disso, Júlio tem uma oportunidade concreta de enriquecer com uma proposta de sociedade feita por Assad (Werner Schünemann), proprietário da loja onde trabalha. Mas não consegue enxergar de onde poderia tirar os 50 mil contos de réis que precisa para selar o acordo, o que o deixa ainda mais frustrado. Isabel (Maju Lima/ Giullia Buscacio), embora seja determinada e independente, está habituada aos mimos do pai e acaba não colaborando. E Julinho (Davi de Oliveira/ André Luiz Frambach), mesmo demonstrando habilidade para lidar com finanças desde criança, é muito novo para fazer algo que ajude os pais.

Foto: TV Globo/Raquel Cunha

Ainda assim, o afeto entre eles se sobressai e os laços familiares se impõem diante das adversidades. Júlio se esforça para ser um pai mais presente e carinhoso, e Lola busca ser compreensiva com as atitudes tempestuosas do marido, pois enxerga a pressão que ele coloca em si mesmo a fim de oferecer a todos uma vida melhor.

Com estreia prevista para este semestre, ‘Éramos Seis’ é escrita por Angela Chaves, baseada na novela original escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, livremente inspirada no livro de Maria José Dupré. A direção artística é de Carlos Araújo e a obra conta ainda no elenco com Ricardo Pereira, Eduardo Sterblitch, Walderez de Barros, Susana Vieira, Ellen Rocche, entre outros.



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Comentários (7) Postar Comentário

Filipe comentou:

Glória Pires não mudou nem o cabelo...nem o corte...recentemente, cheguei à conclusão que ela é uma atriz superestimada. Ou está superestimada hoje em dia, pois anda bem desanimada em seus papeis, pegando papeis ruins ou duvidosos...ela precisa fazer mais comédia, pois a obriga a exercitar uma interpretação diferente, mais vívida.


Noveleiro respondeu:

Concordo.Os papéis que ela tem recebido são bem confortáveis.Ainda não vi ela dando um show de interpretação nesses últimos 20 anos mais ou menos que assisto novelas ,como já vi outras atrizes.


Fabiano Camilozi comentou:

Quem define isto é a direção. Você vai se surpreender positivamente. Garanto! Ela não é superestimada. Ela é maravilhosa mesmo! Assista à novela primeiro! Se fosse assim Maria da Paz não poderia estar com o cabelo idêntico ao de Bibi Perigosa, por que está...


Filipe respondeu:

Eu não citei Juliana Paz em nenhum momento. Não pretendo ver Éramos Seis. O elenco não me chama a atenção, a história não me chama atenção...se Glória Pires é uma atriz superlativa, eu não acompanhei essa fase de ouro dela.



João respondeu:

O fato de você não ter acompanhado a "fase de ouro" dela não a faz uma atriz superestimada. Essa é apenas a sua opinião.



Filipe respondeu:

Nos últimos 20 anos, ela anda bem inferior ao que supostamente era, salvo em Se Eu Fosse Você. Só não percebe quem não quer.



Filipe respondeu:

Achei a atuação dela em Mulheres de Areia superestimada. Me incomoda a atuação ultraminimalista dela. Ela precisa de uma chacoalhada como a que Viviane Pasmanter teve com a estupenda Germana, só que também tem que partir do interesse da própria atriz. Eu acredito que ela pode muito mais.


Fabiano Camilozi comentou:

Que Pena! Veja Mulheres de Areia no YouTube e entenderá por que é Glória Pires!

Fabiano Camilozi comentou:

Assista à Mulheres de Areia no YouTube e entenderá o por quê Glória Pires é um super talento! E o dono deste site pare de ficar censurando mensagens...

Paulo comentou:

Ligeira sensação de que não vai ser isso tudo não. Não curti muito a escalação, parece algo meio solto, desconexo do texto da Maria José Dupré, sei lá...

Fábio comentou:

Péssima essa escalação para Dona Lola, a Glória é uma atriz limitada que só sabe fazer um único papel o de vilã, todas as novelas que ela protagonizou como mocinha não agradou e o público criou uma rejeição pela personagem e a coitada da Dona Lola na pele da Glória terá o mesmo destino.

Chev Chelios comentou:

A Gloria pode muito mais. Ela em uma entrevista antiga, dos tempos de mulheres de areia, afirmou que as vilãs são mais deliciosas de se fazer.
Concordo, Gloria precisa de uma mudança ou vai ficar como uma estátua no museu.


Filipe respondeu:

Ela não parece à vontade em quase nenhum papel nos últimos 20 anos. Parece desanimada, sei lá. Um tempo atrás, ela até falou sobre se aposentar, o que diz muita coisa sobre a impressão que tenho dela não dar tudo de si a partir de 2000...


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