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Praça Eterna

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

Praça Eterna

Pouca gente comenta ou reconhece, mas uma das principais audiências do SBT na semana é "A Praça é Nossa", de Carlos Alberto de Nóbrega. Facilmente atingindo os dois dígitos no Ibope, o humorístico derrota "O Aprendiz" da TV Record desde que este se iniciou, em outubro.

Como explicar esse impensável sucesso de um programa que já está no ar desde o final dos anos 50, quando Manoel da Nóbrega (pai de Carlos Alberto), estreou a sua “Praça da Alegria”, na então TV Paulista, hoje Rede Globo?

Primeiramente parece que a ascensão da classe C na nossa sociedade, fez com que programas sempre voltados as classes mais baixas assumissem uma posição de destaque nas grades dos principais canais. Basta ver os bons índices atuais do "Zorra Total", "Escolinha do Gugu" e até mesmo do já oficialmente falecido "Show do Tom".

Mas no caso específico de "A Praça é Nossa", que já teve vários altos e baixos ao longo das décadas, parece que os bons resultados de agora têm ainda outras explicações, do que apenas uma simples situação econômica de uma classe social.

Há de se destacar de que o programa não muda de dia e faixa de exibição há um bom tempo. O telespectador sabe o que irá assistir no SBT as quintas-feiras, no final de noite. Isso ajuda, ainda mais porque no horário, tanto Globo como Record exibem temporadas de seus produtos, o que acaba influenciando diretamente no público, afinal não dá para dizer que o telespectador de "Ídolos" é o mesmo de "O Aprendiz", por exemplo.

Porém, o que mais favorece o Ibope que "A Praça é Nossa" alcança é o seu elenco atual, bastante criativo e variado. Gostando ou não do formato e do estilo de humor, é inegável que Carlos Alberto de Nóbrega conseguiu renovar a equipe do humorístico, trazendo boas novidades e mesclando com os personagens inesquecíveis dos mais veteranos.

Elogios também ao fato de que o programa nunca deixa de abrir espaço para novos talentos do humor brasileiro, sendo um grande celeiro e escola; e também por ter diminuído o espaço para quadros na linha "pornô light".

Evidentemente que muitos irão questionar a qualidade do texto e a sensação de programa envelhecido, mas o fato é que "A Praça é Nossa", formato que está no ar há mais de 50 anos, merece respeito e é, sem dúvida alguma, um dos grandes fenômenos da televisão brasileira.





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