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Os Astros de Ídolos

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

Os Astros de Ídolos

Após meses e meses de especulação e muita expectativa, o “Ídolos” da Record finalmente estreou. E mesmo com pouco tempo de exibição, já foi possível perceber algumas características deste “novo” produto, que de novidade só tem mesmo o canal de transmissão.

Primeiramente fica a constatação de que a emissora de Edir Macedo quer transformar o apresentador Rodrigo Faro no verdadeiro astro de Ídolos. As aparições dele no programa são muito mais constantes e participativas do que as de Ligia Mendes e Beto Marden na versão do SBT.

O problema é que o rapaz não consegue segurar o programa. Sobra carisma, mas ainda falta experiência. Na ânsia de ser cantor, apresentador e ator, Rodrigo Faro não é nenhum dos três. Exagera nas piadas e tem um jeito canastrão de conduzir os bate papos com os candidatos, que simplesmente não convence.

Fica a sensação de que o rapaz até tem talento, mas anteciparam etapas. Ninguém vira um grande comunicador do dia pra noite. Ele tende a melhorar, mas está longe do ideal.

Apesar disso, a participação de Rodrigo não compromete o andamento de Ídolos. O mesmo não pode se dizer dos jurados, a base de sustentação do programa. É inevitável fazer comparações entre Cyz, Carlos Miranda, Thomas Roth e Arnaldo Saccomani com Luis Calainho, Paula Lima e Marco Camargo.

E aqui o problema é falta de carisma. Todos os citados são profissionais reconhecidos na área, mas a harmonia e o entrosamento do quarteto de Silvio Santos é muito maior do que o trio da Record. E a importância do júri no programa é indiscutível.

Pense nos vencedores dos primeiros Ídolos.

Onde eles estão atualmente? Sabe cantar um sucesso deles? Ou melhor, eles tiveram algum sucesso nas paradas?

Não, não e não.

Agora pense em algum esculacho de algum jurado num candidato. Ou algum comentário extremamente ácido deles. Com certeza lembraremos de vários.

Ou seja, o que nos chama atenção em Ídolos é o julgamento dos candidatos e não os candidatos propriamente ditos. Portanto a escolha da Record para compor o seu júri foi extremamente infeliz. Só não compromete mais o programa como um todo devido ao fato de que roteiro e edição estão impecáveis.

Moral da história: entre erros e acertos, nenhum dos dois programas conseguiu chegar perto do original “American Idol”, fenômeno de audiência e crítica nos Estados Unidos.

Medalha de ouro

Se o desempenho brasileiro nos Jogos Olímpicos de Pequim (ou Beijing, como queiram) não foi lá essas coisas, pelo menos as transmissões dos canais tupiniquins merecem elogios. Show de cobertura ao longo da madrugada.

Apenas uma ressalva: mostrar famílias de atletas durante eventos esportivos é simplesmente insuportável e totalmente desnecessário. Se for com o Galvão Bueno no comando então...Haja coração (e paciência), amigo!





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