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O Gordo e o Magro

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

O Gordo e o Magro

Muitos nunca devem ter ouvido falar na famosa dupla “Laurel and Hardy” , conhecidos no Brasil como “O Gordo e o Magro”, grande sucesso em Hollywood durante a época muda até os anos de 1950.
Relembro estes gênios da comédia para comentar sobre “Os Caras de Pau”, programa que agradou, tanto em audiência como em qualidade, nas tardes de domingo da Globo e tem grandes chances de emplacar de forma definitiva em 2010.

Obviamente que fazer qualquer comparação entre os produtos seria uma incrível heresia, mas é impossível não ver uma inspiração dos brasileiros no clássico americano. Até uma semelhança física é facilmente identificável, afinal o humorístico tupiniquim é estrelado por Leandro Hassum (o gordinho) e Marcius Melhem (o magro).

Porém o real intuito deste texto não é confrontar, mas sim elogiar o fato de que a Rede Globo resolveu apostar em um projeto tão agradável como “Os Caras de Pau”. Longe de ter um roteiro perfeito e engraçadíssimo, pelo menos atende a uma lacuna visível no horário: um programa que agrade a toda a família, que normalmente está reunida naquele momento para o almoço de domingo.

Pense bem nas opções que você tem nesta hora do dia: Record e SBT apostam em programas de auditório, respectivamente “Tudo é Possível” e “Domingo Legal”, que apresentam quadros de gosto duvidoso com certa frequência. Na Band, o espaço é dedicado ao futebol, que agrada a um público específico. E a Globo exibe, há anos, o mais que ultrapassado e sem graça “Turma do Didi”.

Em outras palavras, faltava aquele programa em que a vovó deixa a tevê ligada enquanto almoça com todos os netos, sobrinhos, bisnetos, filhos, genros e afins. Ou seja, algo simples e que fale diretamente com toda a família. E uma das melhores formas de atingir este público-alvo é fazendo uma comédia leve, de piadas inocentes e humoristas com forte apelo junto ao jovens e crianças.

E “Os Caras de Pau” possuem todos estes ingredientes, que estão lhe dando as maiores audiências nas tardes dominicais.
Moral da história: Televisão não é uma ciência exata, mas quem analisa (e entende) seu público, sempre se dá melhor.

Preconceito
Evidente que o jornalista Boris Casoy foi extremamente infeliz em seu comentário sobre os garis após falha técnica que deixou seu áudio vazar durante o “Jornal da Band”.

Agora também é fato de que a opinião dele é compartilhada por muitos outros pertencentes as classes dominantes.

E viva a hipocrisia...





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