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Paolla Oliveira chega a "Assédio" como Carolina, amante do protagonista

A série vai ao ar às sextas-feiras, após o "Globo Repórter"

por Redação, em 27/05/2019

Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

“Eu sonhei que matava ele muitas vezes. Senti vontade de matar ele, sim. Ainda sinto”. O desabafo é de Vera (Fernanda D’Umbra), uma das primeiras vítimas de Roger Sadala (Antonio Calloni) a encontrar na sororidade a força para amenizar o sentimento de impotência pós-ataque. E vai ser colocando sua voz à prova que ela começa a ouvir ecos. Com ‘Assédio’ chegando à sua metade, a sorte de Roger Sadala (Antonio Calloni) começa a mudar. A partir do episódio dessa semana, Roger vai encontrando, aos poucos, a rampa de descida rumo ao fim de sua carreira e de um caminho de abusos, ataques e impunidade. 

Vera procura um advogado, que não só se solidariza com o seu relato, como lhe revela que já teve outra cliente vítima do médico. É então que ela conhece Eugênia (Paula Possani) e a convence a unir vozes e, juntas, romper o silêncio que as sufoca. “Ele não vai parar. Ele pode estar fazendo a mesma coisa com outra mulher agora”, diz. A atriz Fernanda D’Umbra lembra do impacto de fazer uma mulher forte num momento tão frágil. “Ela é abusada enquanto está consciente, ao final de uma consulta – está, portanto, lúcida e tem a dimensão total do abuso. Vera fica muito surpresa com a atitude dele e reage com força, impedindo algo mais grave, como um estupro. Mas sai do consultório imensamente fragilizada, por ter sido agredida. Meu maior desafio foi executar na cena do abuso essa mudança de alguém que está triste e fragilizada com a notícia de que a inseminação não aconteceu e ao mesmo tempo encontra forças para se defender de uma agressão que ela jamais imaginaria”, lembra Fernanda. 

Vera e Eugênia descobrem uma comunidade de outras vítimas na internet e decidem se juntar ao grupo. A jornalista Mira (Elisa Volpatto) não tarda a encontrar a união virtual de vítimas do médico e joga a isca em busca de uma entrevista que comprove o que ela vem tentando investigar há anos: “Vocês precisam ser ouvidas e eu posso ajudar”. 

Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

Quem também precisa de ajuda é Stela (Adriana Esteves). Ainda internada em uma clínica, a professora recebe uma linda e inesperada visita de Homero (Leonardo Netto), seu ex-marido. Já Maria José (Hermila Guedes) resolve não dizer nada sobre o ataque de Roger para Odair (João Miguel) e volta à clínica para implantar seus embriões. O que ela não esperava, no entanto, era que seu cunhado fosse contar tudo para o marido. 

Numa atitude machista, sem saber lidar com a situação, ele a culpa pelo o ocorrido e Maria José sofre outra agressão. “Pensei que meu pesadelo tinha acabado, o Odair estava se sentindo o homem mais homem do mundo, e eu ia esquecer aquela desgraça, aquela tristeza. Mas aí virou tudo. Eles estavam crescendo na minha barriga e não tinham culpa de nada. Eram dois anjos que dependiam de mim e eu não tinha nada pra dar. Nada mesmo. Estava sozinha, no chão, no escuro. Mas não podia fraquejar. Tinha que continuar. Tinha que conseguir. Devo minha vida aos meus filhos. Se não fosse por eles, eu tinha largado tudo e ido embora desse mundo”, desabafa Maria José.

As denúncias feitas contra Roger na rede ganham força. Do lado de dentro da clínica e da mansão Sadala, os pilares do chefe, pai e marido bem sucedido, começam a ruir. Tamires (Bianca Muller), uma das filhas do médico, recebe o link e divide com os irmãos a preocupação com a gravidade dos depoimentos online. Juntos, eles cobram do pai um esclarecimento do que leram.

Com a saúde cada vez mais frágil depois que descobriu um câncer, Glória (Mariana Lima) é poupada pelos filhos da descoberta. Mas ela tem seus próprios métodos e designa a recepcionista Daiane (Jéssica Ellen) para ser seu braço direito dentro da clínica e vigiar os passos do marido. Sem que ele saiba, instala câmeras de segurança no local e passa a acompanhar, ainda mais de perto, cada movimento dele. Para a atriz Mariana Lima, o relacionamento dos dois e as denúncias contra o marido vindo à tona foram a gota d’água para Glória. “Ela terá uma trajetória dolorosa, já que ao descobrir os casos do marido, continuará casada e fiel a ele. Por causa disso ela desenvolve um câncer que vai matá-la, aos poucos. Acho que a doença dela é também uma reação do seu corpo a um sofrimento muito grande que ela sente na vida, das coisas que ela é obrigada a engolir”, define Mariana. 

A marcação cerrada, no entanto, não é suficiente para impedi-lo de começar um caso extraconjugal. Linda e casada com um juiz, a procuradora Carolina (Paolla Oliveira) começa a fazer um tratamento para engravidar, mas logo se envolve com o médico e os dois passam a ser amantes. “O essencial para mim foi o entendimento sobre essa relação do Roger com Carolina, a relação de poder, confiança e paixão dos dois”, lembra Paolla Oliveira. 

As cenas fazem parte do quinto episódio de ‘Assédio’, que vai ao ar nesta sexta-feira, dia 31, após o ‘Globo Repórter’. Primeira série original da Globo desenvolvida com exclusividade para o Globoplay, ‘Assédio’ é escrita por Maria Camargo, com Bianca Ramoneda, Fernando Rebello e Pedro de Barros. A direção artística é de Amora Mautner, direção-geral de Joana Jabace e direção de Guto Botelho. A série é livremente inspirada no livro “A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardaga. 



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