O especial ‘Falas’ aborda temas sociais através do humor e busca trazer conscientização com shows de stand up comedy e esquetes.
Com leveza, bom-humor e direito a palco de stand up comedy, plateia e esquetes em cenários variados, o ‘Falas Femininas’ inaugura o projeto ‘Falas’ de 2025 no dia 10 de março, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Marisa Orth, Deborah Secco e Cacau Protásio comandam a edição como apresentadoras e interpretam diversas personagens no especial, que conta ainda com a participação de atrizes como Lilia Cabral, Arlete Salles, Elisa Lucinda, Heslaine Vieira, Evelyn Castro, Stella Miranda, Ademara, Marianna Armellini, Angela Dip e Betina Camara. Seguindo o mesmo formato, estão previstos, ao longo do ano, os especiais ‘Falas da Terra’, ‘Falas de Orgulho’, ‘Falas de Acesso’, ‘Falas da Vida’ e ‘Falas Negras’.
Desde sua estreia, em 2020, o ‘Falas’ já experimentou diversos formatos: documentário, dramaturgia, experimento social foram alguns deles. Em 2025, o humor, que é um poderoso instrumento de comunicação, vai permear todos os especiais, mantendo sua função crítica, de gerar conversa, informar e conscientizar o público, convidando a todos para conhecer e discutir de forma criativa as mais importantes temáticas identitárias que temos no Brasil, de uma forma leve, por meio de formatos já conhecidos do público, que são o stand up comedy e esquetes.
Diretora do gênero Humor nos Estúdios Globo, Patricia Pedrosa ressalta como a comédia é capaz de ser uma propulsora de mensagens sociais importantes. "Em um mundo cada vez mais segmentado, o desafio da TV aberta é dialogar com um público amplo sem perder relevância. O riso tem um papel social poderoso, ajudando a enfrentar a realidade e fortalecendo laços. O Projeto Falas busca explorar essa força através de conteúdos que reflitam o nosso tempo. Trabalhamos de forma democrática, unindo criadores e especialistas para construir um humor que seja provocador e responsável, acessível e sofisticado”.
Veronica Debom, que assina a redação final do projeto, destaca o quanto o gênero é presente na cultura brasileira. “O humor é uma das principais formas que o brasileiro tem de lidar com o peso das adversidades do dia a dia. Com a internet, o nosso cotidiano e nossas relações são edificadas praticamente em cima da cultura dos memes. Esse senso de humor nos ajuda a sobreviver. Isso é especialmente real se tratando das minorias presentes nos programas. A gente, enquanto povo, sabe usar a comédia pra trazer alívio e leveza pra temas que são naturalmente violentos. A comédia está tão presente na nossa vida quanto o filtro de barro e o cachorro caramelo. Todos nós temos uma tia, um amigo ou um professor muito engraçado e, por isso, nos deparamos constantemente com pequenos shows de stand up aonde a gente vai: no ponto de ônibus, na manicure… O desejo do Falas 2025 é celebrar isso. Essa verve brasileira de saber transformar o peso do cotidiano em risada como forma de sobrevivência”, afirma.
A tarefa de colocar a ideia em prática ficou por conta do diretor artístico Matheus Malafaia, que reforça o coro sobre a escolha do humor como ferramenta para a reflexão. “As pessoas esperam que o programa tenha um viés crítico, de denúncia, e não será diferente dessa vez. O que muda é a forma: com humor a gente também provoca discussão, liberta, cura. E é esse poder transformador do riso que queremos levar para o público. Teremos um formato que mistura stand up comedy e esquetes, com diversas atrizes e comediantes no elenco. O público pode esperar se identificar, se entreter e se emocionar também, porque acho que cabe tudo isso dentro do humor”, diz Matheus Malafaia, diretor artístico do projeto ‘Falas’.
Para Marisa Orth, o humor é uma ferramenta importante para conscientização da população. “O projeto ‘Falas’ é uma iniciativa muito bacana, de um grande veículo de comunicação, que vai falar diretamente com a população sobre assuntos tabus. O mundo está aderindo a essa percepção. Então, é bacanérrimo que essa emissora de televisão tenha abraçado isso, investido nisso, me chamado para fazer isso. E eu adorei, porque agora tem uma pegada de humor, e eu sempre achei que o humor é uma ferramenta muito crítica, muito aguda, muito penetrante”, afirma.
Deborah Secco assume que o ‘Falas’ é um dos seus projetos prediletos na TV Globo. “É um projeto que vem há alguns anos trazendo temas relevantes que precisam ser conversados, debatidos, que precisam de luz. Em 2025, a gente pretende debater esses temas tão importantes, jogar luz sobre eles de forma leve e muito bem-humorada. Tem stand-up, tem cena, tem número musical, tem palco. A gente apresenta com plateia. Então, acho que vai ser diverso e divertido”, adianta.
Sobre os temas, Cacau Protásio avisa: “Falamos de casamento, menstruação, nascimento, amor, sexo... fala sobre tudo. São assuntos necessários que a gente realmente não fala, algumas mulheres não têm essa coragem, às vezes têm medo, pudor. E o ‘Falas’ vai nos ajudar a debater, a colocar para fora os nossos desejos, nossos sonhos e contar também as nossas frustrações”, resume.
Além de apresentadoras do ‘Falas Femininas’, Deborah Secco, Cacau Protásio e Marisa Orth aparecem ao lado de Gabriela Loran como paquitas. No esquete, elas fazem uma paródia da música "Fada Madrinha", e cantam sobre as loucuras que fizeram para se encaixar nos padrões de beleza, uma forma divertida de criticar a busca pelo corpo perfeito
Participações especiais
As veteranas Arlette Salles e Lilia Cabral estão entre as convidadas especiais e atuam juntas, interpretando, respectivamente, as amigas de longa data Cleide e Bárbara, que se divertem ao relembrar os desafios e alegrias de serem mulheres. No esquete, as personagens falam sobre menopausa, a vida como avós, amizade feminina, entre outros temas.
Em uma das participações que faz no ‘Falas Femininas’, a atriz Heslaine Vieira interpreta Antônia, uma jovem que passa pela montanha-russa de eventos que tentam definir o que é “ser mulher” na sociedade. Desde a festa de 15 anos, passando pelo casamento e a maternidade, Antônia vive as diversas situações com um sorriso meio apavorado de quem encara o eterno jogo de equilibrar expectativas e realidades.
Stella Miranda e Elisa Lucinda também participam do especial. Elas interpretam, respectivamente, a escritora e uma das pioneiras do feminismo no Brasil Nísia Floresta, e a intelectual do feminismo negro e ativista Lélia González. Na edição deste ano, as personagens conversam de forma leve e divertida, usando o humor como principal ferramenta para a reflexão sobre o feminismo e brindam às conquistas das mulheres ao longo dos anos.
'Falas Femininas’ é escrito por Carolina Warchavsky, Clara Anastácia, Flávia Boggio, Luciana Fregolente, Veronica Debom, com roteiro final de Veronica Debom, direção artística de Matheus Malafaia e direção de Nathalia Ribas, produção de Silvana Feu, produção executiva de Claudio Dager e direção de gênero de Patricia Pedrosa.