
Durante entrevista à apresentadora Luciana Gimenez, o ator Nuno Leal Maia critica o atual mercado de teledramaturgia no Brasil e comenta a dificuldade de ingressar em novelas atualmente, em um momento em que as produções “estão mais fechadas”. “As coisas estão complicadas. Trabalhar na TV Globo agora, por exemplo, está difícil. Tem que ter essa disciplina deles - que vem lá de cima - e aí se transforma numa ditadura dramática. Antigamente não existia isso. A gente criava, a coisa brotava e o artista tem que ser assim mesmo”, desabafa o ator, afastado das novelas desde 2012.
Sucesso nas décadas de 1980 e 1990 e com mais de 40 anos de carreira, o ator relembra grandes momentos de sua trajetória destacando personagens marcantes. Embora tenha trabalhado em mais de 30 novelas, Nuno revela que não possui o estilo “topa tudo” e que costuma filtrar os papeis que são oferecidos. “Gosto de pegar personagem que dê para trabalhar. Se você tiver um [personagem] bacana, vale a pena fazer. Mas não topo fazer qualquer coisa, não”, diz.
Ao contrário de muitos atores, Nuno revela dificuldade para chorar em cena e conta um episódio engraçado envolvendo as 'lágrimas forçadas'. “Fiz um filme e, no final, me disseram que deixariam a câmera ligada esperando até que eu conseguisse chorar. Fiquei sentado, comecei a puxar e veio. É como se fosse o orgasmo do ator”, diverte-se ele, que por outro lado, possui facilidade para reproduzir sotaques.
Mesmo com o avanço da tecnologia e das redes sociais, ele nega ser um homem conectado com a rede: “Só vejo [a internet] quando quero descobrir algo no Google. De resto, só WhatsApp. Essas coisas todas são de maluco. (…) Prefiro ver televisão do que mexer no computador”.
Ao final da atração, Luciana Gimenez relembra algumas capas de revista que estamparam Nuno no auge de seu sucesso, emocionando o convidado.
Apresentado por Luciana Gimenez, o Luciana By Night vai ao ar às terças-feiras, às 22h30, pela RedeTV!.
Comentários (4) Postar Comentário
Apostando comigo mesmo que em menos de uma semana sai notícia informando a contratação dele pela Record para integrar o elenco de Apocalipse.
Grande ator, arrasou como Assunção de História de amor
e o Tony Carrado de Mandala. É uma vítima mais da politica atual da Globo.
Dizem que para interpretar o choro, muitos se lembram de momentos dificeis que viveram. Embora hoje o que se vê é choro sorriso. Sabemos que querem dizer que é choro pelo certo esterismo/grito, agudo. E a Globo é aquele formato: temática homossexual, comunidade/favela, núcleo rico e núcleo pobre. O talento que o ator póde oferecer fica extremamente prejudicado para ser maximizado.
E o professor fabio de a gata comeu?Nuno mravilhoso!