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Seria o fim da crise?

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

Seria o fim da crise?

Julho de 2008 terminou como o primeiro mês depois de meses, em que o SBT finalmente conseguiu recuperar alguns pontinhos no Ibope e voltou a incomodar a Record, e até mesmo a Globo. Agora é necessário analisar o motivo pelo qual isso ocorreu.

Primeiramente fica a constatação de que dizer que a emissora de Silvio Santos voltou a brigar pela vice-liderança é falar uma bobagem tão grande quanto dizer que a Record está muito próxima de desbancar a Globo na preferência do telespectador. Muita calma com os exageros.

A audiência do SBT cresceu nas manhãs, no horário nobre, na madrugada e aos domingos. Pensando assim, fica a impressão de que realmente uma recuperação está acontecendo, mas alguns detalhes precisam ser ponderados.

Julho é mês de férias. A programação matutina do SBT é totalmente voltada para o público infantil, o que sugere um aumento natural de espectadores, já que a criançada está em casa. Se nos próximos meses, os números do IBOPE forem mantidos no horário, ai sim indica um sinal de recuperação. Por enquanto trata-se apenas de um fato isolado.

A audiência do “Domingo Legal” de Gugu Liberato já vinha num processo de evolução gradativa desde o início do ano e a entrada de Silvio Santos nas tardes dominicais facilitou esta alavancada no horário. Agora o resultado deste bom desempenho deve-se muito mais ao carisma e talento destes dinossauros da telinha do que a qualidade de seus programas.

Já nas madrugadas, a emissora da Anhanguera teve sim uma atitude inteligente. Recheou a grade com seriados enlatados de sucesso, uma alternativa para quem não quer assistir programas religiosos ou filmes pré históricos.

Agora o grande destaque fica para o bom desempenho da novela “Pantanal”. O folhetim caiu novamente no gosto do povo, já se aproximando aos 20 pontos de média. E um produto destes acaba servindo de escada para o aumento na audiência dos demais programas do período, o que gera um efeito dominó, causando crescimento em todo o horário nobre.

Agora fica a dúvida: Estes fatos podem já ser considerados como uma reação do SBT, após meses de crise e queda?

Devemos acreditar no fato de que se reprisar uma novela antiga, de qualidade técnica baixa é uma grande idéia para consolidar uma programação? Exibir enlatados é o futuro de um canal? Ou re-exibir quadros de programas antigos é atrativo para anunciantes?

Com certeza não.

Os números da audiência melhoraram, entretanto parecem ser mais um grito dos telespectadores demonstrando que querem um formato diferente ao padrão usado pela Globo (e copiado pela Record), do que uma real recuperação do SBT.

Por toda a minha vida

Este é, sem dúvida alguma, o melhor programa da televisão brasileira na atualidade. Bem produzido e realizado, não exagera nas doses de emoção, nem as evita. Linguagem deliciosa de se acompanhar, com uma apresentação delicada e coerente de Fernanda Lima. Merece os bons índices de audiência que vem alcançando e ajuda a preservar a memória do brasileiro, que é tão pouco exercitada.





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