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Quem pode mais?

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

Quem pode mais?

A briga protagonizada por SBT e Record seria algo impensável até algumas semanas atrás. Hoje é a mais pura realidade de uma disputa que não se sabe aonde vai chegar e nem quantos milhões de reais serão despejados em contratações milionárias e esdrúxulas para um país de realidade tão pobre quanto o nosso.

A Record levou Gugu, o maior faturamento e audiência do SBT. Já Silvio Santos contra-atacou e levou Eliana, que atrai bons anunciantes e Roberto Justus, responsável pelas maiores receitas da Record nos últimos anos com as edições do “Aprendiz”.

Mas a grande surpresa tem sido a saída de profissionais que estão por trás das câmeras.

Metade da equipe do “Domingo Legal” migrou para a Record. Já o SBT levou boa parte da produção de Eliana e deu três tacadas inteligentes: contratou Paulo Franco, diretor artístico e homem de confiança dos bispos; Tiago Santiago, responsável pelos maiores sucessos de dramaturgia da casa e Eleonor Correa, uma das mais competentes e respeitadas diretoras da nossa televisão.

Agora fica a dúvida: Quem realmente está ganhando esta batalha?

A resposta atende pelo nome de TV Globo, que vê as suas maiores concorrentes jogarem o planejamento no lixo, inflando salários e até causando mal estar entre seus próprios funcionários, ao levar uma disparidade salarial gigantesca para dentro das próprias produções.

Não podemos confundir ousadia com falta de planejamento.

Além disso, quanto mais brigam entre si, Record e SBT deixam o caminho livre para a liderança global. A teledramaturgia da Plim Plim atravessa bom momento após anos de turbulência, os principais programas da casa voltaram a ter índices estáveis e até possíveis dores de cabeça como “A Fazenda” já se mostraram muito mais contornáveis do que se parecia no início.

Na base do “quem pode mais”, a vitória não é de quem briga, mas sim de quem planeja.

Impecável

Muito interessante a nova minissérie “Som & Fúria”. Ótimo texto, história divertida, direção e edição de primeira e um elenco afinadíssimo. Destaque para as atuações impecáveis de Felipe Camargo como o diretor louco da companhia e Pedro Paulo Rangel, que está excelente no papel de assombração. Imperdível.





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