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Mudar é preciso

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

Mudar é preciso

A saída de Fátima Bernardes do “Jornal Nacional” pode ter pego muita gente de surpresa, mas o fato é que a dança das cadeiras do jornalismo global começou em setembro, com a mudança na apresentação do “Bom Dia Brasil”, que tem agora o popular Chico Pinheiro no lugar do lorde Renato Machado.

Essas alterações parecem fazer parte da busca incessante pela audiência da famigerada e altamente comentada nova Classe C, que tem feito os executivos de TV perderem o sono.

Critica-se tanto Record, Band e SBT por constantes mudanças em seus grades de programação , mas a verdade é que na Globo as coisas acabam funcionando no sentido contrário: há uma demora para tomar qualquer atitude.

E sem dúvida alguma, a maior dor de cabeça global do momento é a audiência dos programas matinais, que frequentemente ocupam a terceira colocação no Ibope e enfrentam uma verdadeira luta para vencer a concorrência por poucos décimos.

Colocar Fátima Bernardes nessa faixa vai chamar atenção do telespectador, atrair anunciantes e pode dar um novo gás para o horário, que é o mais disputado da atualidade. Agora basta aguardar para ver se o novo formato irá agradar ao público ou apenas queimar uma das maiores estrelas da Globo.

Em relação ao "Jornal Nacional”, que ainda é o noticiário mais relevante do país, fica-se a impressão de sempre ver mais do mesmo. Não há grandes novidades. Sempre igual, mesmo tom, mesmas reportagens. Embora com alguns comentários “espontâneos” e entrevistas na bancada, como com os candidatos à Presidência da República, é fato de que havia necessidade de uma mudança mais radical.

E nada mais seguro do que trocar Fátima Bernardes por alguém que tem exatamente o mesmo perfil que ela: Patrícia Poeta. Ambas possuem o mesmo estilo, a mesma seriedade e o mesmo jeito sereno de apresentar.

Em termos de audiência, o “Jornal Nacional” vive uma fase tranquila, estabilizada acima dos 30 pontos de Ibope, número respeitável e considerável para os padrões atuais. Ou seja, é a hora certa para ousar um pouquinho.

Espera-se que a chegada de Patrícia Poeta venha acompanhada de uma nova abordagem. Nada melhor que o principal jornalístico do Brasil tomar a dianteira em uma possível revolução no formato, não é verdade? Parece utópico, mas mudar é preciso.

E sobre a entrada de Renata Ceribelli no comando do “Fantástico” parece fazer pouca diferença. A impressão para o grande público é de que ela já é parte do programa há muito tempo. O sucesso do quadro “Medida Certa”, em que Renata e Zeca Camargo procuraram ter hábitos mais saudáveis e emagrecer, acabou dando o destaque que faltava para que ela saísse do banco de reservas e fosse promovida à titular.




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