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De volta ao normal. Ou quase isso

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

De volta ao normal. Ou quase isso

Após 31 dias de Copa do Mundo, a televisão brasileira irá retomar a sua rotina de sempre. Os índices de audiência destas últimas semanas não podem ser avaliados com rigor, devido à exceção do momento, mas nos trazem alguns pontos interessantes, que merecem ser observados daqui pra frente.

Primeiramente, fica a constatação de que a Record realmente acertou em inverter o horário do “Programa do Gugu” com o “Domingo Espetacular”. Agora, ambos conseguem manter a vice-liderança tranquilamente, e até se aproximar da Globo em alguns momentos.

Mas também é fato de que Gugu continua longe de sua melhor forma, e que a emissora dos bispos precisa valorizar mais o seu “Domingo Espetacular”, que há anos segue firme no Ibope dominical, mesmo com as constantes e eternas mudanças de horário na grade.

E é claro, ainda temos esperanças de que a Record desista do seu “jornalismo-desgraça”, e não explore tanto a violência como tem feito nos últimos tempos. Porém, é bom ressaltar que este tipo de cobertura sensacionalista acontece com o consentimento dos telespectadores, que faz a emissora aumentar seus índices no Ibope durante estes “plantões”.

Destaque também para o fôlego surpreendente do seriado “CSI”, que facilmente alcança os dois dígitos de audiência no horário das 21 horas. Pena que ainda não consegue alavancar os índices da interessante “Ribeirão do Tempo”, uma boa novela, mas que ainda não emplacou.

Na Band, destaque para a nova programação noturna. Se antes, “CQC” era a única atração que incomodava a concorrência; hoje já temos os bens realizados “A Liga” e “Polícia 24 horas” alcançando números bastante expressivos, inclusive com vários momentos de vice-liderança, algo impensável até poucos meses atrás.

Já o SBT é sempre um caso à parte. Apesar das insanidades de sua direção e seu dono, um ponto muito positivo foi a contratação do apresentador Raul Gil, que tem a cara da emissora e mesmo com um programa cheirando a naftalina, tem alcançado ótimos números nos sábados à tarde.

Gostando ou não, é impossível não admirar o talento de Raul Gil e a sua capacidade em agradar as classes mais populares. Foi o casamento perfeito.

Ainda no SBT, o que ninguém comenta é que uma das poucas atrações noturnas que segue em alta é “A Praça é Nossa”. Alcança vários momentos de vice-liderança, com índices próximos aos dois dígitos, mesmo num horário ingrato como o das 23 horas.

Por fim, a TV Globo. Mesmo com alguns percalços em sua grade, como os desempenhos instáveis de “Passione” e “Mais Você”, a verdade é que a Plim Plim segue sem concorrentes a altura para tirá-la da liderança.

Falta muito em estrutura, qualidade e até superação de problemas internos, para que Record, Band ou SBT sejam realmente adversários o tempo todo, e não em apenas alguns minutos do dia.





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