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De olho no lance

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

De olho no lance

Quando a TV Record perdeu os direitos de transmissão dos principais campeonatos de futebol do Brasil, sua programação esportiva foi sumindo até ser totalmente exterminada com a saída do apresentador Milton Neves para a Band.

Primeiramente, fica o registro de que uma emissora que pretende ser a líder de audiência na televisão aberta, não pode simplesmente abandonar o Esporte. A mesma ressalva se faz em relação à ausência de programas infantis. Só o “Pica Pau” não basta. Aliás, de infantil o desenho não tem nada...Mas enfim...

Um dos principais motivos comentados nos corredores da Record para a total exclusão de programas esportivos foi de que a existência deles seria uma propaganda gratuita para os campeonatos de futebol, e conseqüentemente para a TV Globo.

O que não deixa de ser verdade. Você passar 40 minutos na hora do almoço falando de um jogo que será transmitido no horário nobre na emissora concorrente é uma bela estratégia de marketing furada.

Mas há um outro ponto a se discutir: você pode até não querer divulgar, agora não pode deixar de informar. Digo isto para falar do absurdo que é a cobertura global da Eurocopa, segundo torneio de futebol mais importante do planeta, só perdendo para a Copa do Mundo.

Levando em conta a importância que a Plim Plim dá ao esporte, é ridículo observar que para a emissora carioca, a Eurocopa passa totalmente desapercebida. É tão divulgada quanto um torneio de cricket na Índia.

Obviamente que isto é uma estratégia para não ajudar na divulgação do torneio, transmitido com exclusividade pela concorrente da Barra Funda. É o mesmo princípio usado pela Record para limar a programação esportiva da programação.

Agora o telespectador não pode ser privado do direito de receber a informação. Não se pode simplesmente fazer com que o evento não exista. Se é de relevância, a cobertura jornalística tem que ser dada, independente dos interesses comerciais.

Hoje esta situação exposta ocorre na Eurocopa, mas quem nos garante que amanhã não será em uma decisão de fundamental importância para o nosso país?

É preciso cuidado. E ética.

A disputa entre estas duas gigantes da televisão brasileira faz um bem danado para a concorrência. Deliciosa de se assistir e discutir. É ótima também para uma boa conversa de boteco. Aliás, melhor conversar sobre isto, porque se for sobre o futebol da Eurocopa, muita gente pode nem saber que ela está rolando...

Retorno morno

Renato Aragão e Dedé Santana estão juntos novamente. A química entre eles é evidente, mesmo após décadas separados. Mas a reestréia foi muito morna, sem emoção. Pareceu muito mais jogada comercial do que reaproximação espontânea.

De qualquer forma, bateu aquela saudade dos “Trapalhões”. A nostalgia em vê-los novamente atuando no mesmo picadeiro (no bom sentido da palavra) foi grande.

Agora fica a esperança de que textos melhores sejam dados a estes dois grandes humoristas da televisão brasileira, porque o roteiro da “Turma do Didi” é sofrível, beira ao riso. Mas de piedade.





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