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Até quando?

Por: Nelson Gonçalves Junior E-mail para contato: [email protected]

Até quando?

Mais uma eleição chegou e a pergunta volta à cabeça do brasileiro: Será que é realmente necessário termos o horário eleitoral gratuito e obrigatório nas rádios e TVs do nosso país?

Sem fazer uma análise aprofundada do tema, acredito que a grande maioria irá dizer que esta obrigação é totalmente obsoleta e anacrônica. Que já passou a hora de adaptarmos a lei e acabarmos com esta “palhaçada”.
Mas será que é isso mesmo?

O povo brasileiro realmente saberia escolher seus candidatos sem a propaganda nos veículos de comunicação? Será que teríamos a mesma intensidade de debates e de repercussão sem este artifício? Não ficaria apenas pior do que já está?

O tema é polêmico, porém se realmente estamos atingindo o estágio de um país tão próspero quanto o que dizem, é preciso repensar o horário eleitoral gratuito.

O mais curioso é ver a fórmula pronta destes programas atuais, no melhor estilo receita de bolo: coloca o candidato no meio do povo, adiciona imagens dele no seu escritório trabalhando, telefonando, sorrindo. E não se esquece de ter algumas pitadas de gráficos e artes com propostas vazias e números que ninguém sabe da onde surgiram. No caso de deputados e afins, o tempo é curto, então basta falar o nome e o número. Se possível, faça uma piadinha ou uma rima, pois assim o eleitor engole melhor.

E após 50 minutos deste planeta bizarro, pouca coisa é acrescentada a nossa vida. Ficamos com um sentimento misto de que o Brasil é o maior país do mundo, que a indústria cresce como nunca, mas que o futuro pode ser o socialismo (aliás, o que é isso mesmo?) e que estamos no caminho errado! Óh céus!

Por fim, fica a certeza de que o telespectador (e eleitor) é a grande vítima disso tudo. Agora, independente da necessidade de existir ou não o horário eleitoral obrigatório, é fato de que os programas são extremamente chatos, repetitivos e estão totalmente fora de moda.

Vamos aceitar essa situação até quando?

Famosos

A overdose de candidatos artistas nesta eleição merece destaque. Os partidos descobriram que estas pessoas podem ser grandes chamadoras de votos, independente da competência ou proposta de governo, se é que elas existem.





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