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Globo x Record: Aumento do número de novelas movimenta o mercado de atores

por jeferson, em 04/06/2008

Globo x Record: Aumento do número de novelas movimenta o mercado de atores

No meio da guerra pela audiência entre as redes Globo e Record, estão os atores. E bem perto deles, seus empresários. O aumento das produções de dramaturgia na televisão mudou as relações entre as empresas e seu elenco — que hoje tem muito maior poder de barganha para negociar contratos.

“Quando a Record voltou ao mercado, em 2005, começou contratando com altos salários, acima dos de mercado, para atrair os artistas. Agora que já tem seu banco de atores, paga o preço do mercado, mas adota a política de contratos longos, não menos de três anos”, avalia o empresário Marcus Montenegro, sócio da agência Montenegro e Raman, que também observa o crescimento dos núcleos de teledramaturgia da Band e do SBT.

Atores do ‘casting’ dos empresários se reuniram na sede da agência, semana passada, e foram unânimes: os artistas são os grandes beneficiados pela disputa. “Sou cria da Manchete, da concorrência saudável que só aumenta a qualidade das novelas, dos atores”, conta a atriz Cristiana Oliveira, hoje na Globo, referindo-se a ‘Pantanal’, que fez história ao conseguir a liderança em 1990.

“Isso também ajuda a quem não faz parte de panela dos diretores ou autores, porque o mercado nunca absorveu tanta gente. Há quem acredite que é melhor trabalhar com quem conhece, mas muitos talentos eram desperdiçados por não serem amigos”, revela. Para Bianca Castanho — que está há um ano na Record, depois de três novelas no SBT e quatro na Globo —, o cenário é de calmaria.

“Sempre tive contrato por obra e, quando acabava a novela, estava desempregada. Estou contratada até 2010”, conta ela, que apesar de comemorar nos corredores do Recnov a audiência de ‘Amor e Intrigas’, jura não concorrer com os atores de outras emissoras. “Ligo para meus amigos do SBT e da Globo em estréias deles para desejar boa sorte”.

Thiago Mendonça, que estreou na TV como o Bernardinho de ‘Duas Caras’, viu na emissora carioca um comportamento diferente em relação à audiência. “Não tinha comemoração por um ponto ou dois. A preocupação era com a obra. Pensando no coletivo somos mais fortes que individualmente”, defende ele, que ainda não renovou seu contrato com a Globo, encerrado com o fim da novela.

Adriana Garambone está na Record há cinco anos, e contratada até 2010. Chegou lá em ‘Essas Mulheres’, a segunda novela desde o início da ‘retomada’ da produção de teledramaturgia da emissora. E explica o sentimento de ‘vestir a camisa’. “Desde que entrei, vejo enorme diferença no processo de produção. A Record é uma emissora em crescimento, lutando para ganhar mercado. Lá na frente, vou me orgulhar de ter participado disso desde o início”, garante ela. “É como uma confecção de roupas com qualidade, mas ainda lutando para virar grife. Nosso produto tem qualidade e o telespectador nota”, avalia Adriana.

Também contratada até 2010 na Record, Flávia Monteiro, que está em ‘Os mutantes’, repudia as críticas feitas pelo diretor Ricardo Waddington ("A Favorita"), que chamou a novela de Tiago Santigo de ‘mal-feita’. “Criticavam o sucesso de ‘Chiquititas’, e muito filho de diretor global assistia.”

Informações de Sara Paixão / O DIA





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