
Uma das convidadas do Encontro de hoje (31), Carol Duarte comentou a nova fase de sua personagem, que descobriu a transexualidade em A Força do Querer: "Escutei muito relato de pessoas que sentiam exatamente isso: 'eu não sei o que está acontecendo', 'não consigo me enquadrar', 'não consigo cumprir esse papel'; que é, muitas vezes, uma pressão social. E aí (a pessoa) vê vídeo, escuta alguém falando (da transexualidade) e diz: 'é isso, essa pessoa sente a mesma coisa que eu'. Quando a Ivana encontra a Tereza Brant (Tarso Brant) na novela, ela sente exatamente isso, ela fala: 'ele está bem, feliz'. A partir daí, ela ganha uma força que acho que é difícil segurar".
A atriz também falou sobre a reação do público ao drama de Ivana, inédito em telenovelas. "As pessoas andam falando coisas muito bonitas nas ruas, que apoiam, que acham que ela devia ser feliz. Mas muita gente ainda não sabe o que está acontecendo, muita gente acha que ela é lésbica, o que é diferente, a orientação sexual da identidade de gênero", disse Carol, que também revelou o futuro que espera para sua personagem: "A verdade é que é uma obra aberta. A Glória (Perez, autora) que sabe... Eu quero que a Ivana fique com o Cláudio (Gabriel Stauffer), eu quero que ela assuma de fato a sua identidade e seja muito feliz".
O programa de Fátima Bernardes também mostrou transexuais da vida real e alertou para a violência que acomete essa fatia da sociedade. "Escuto esses dados e é assustador, a gente não pode admitir uma coisa dessas. Isso tem que parar! Acho que a Gloria está sendo muito corajosa de colocar isso na novela, e a responsabilidade da Ivana pra mim é muito improtante. Como atriz, a minha dedicação é enorme, de corpo, de alma, de tempo, de tudo, porque a gente precisa falar disso", disse Carol.
Comentários (1) Postar Comentário
Lamento a Glória não ter se aprofundado na questão da vida "intra-uterina" como a Parapsicologia mostra - cientificamente - a interação do feto com momentos vividos pela mãe - até as expectativas sobre ser menino/a. Para ficar com Cláudio teria que ir nesta linha, como muitas mulheres até de outras gerações se compórtam: podem se vestir de "terninho" ou tayer, camisa social/calça, cabelo curto, mas sentirem atração pelo sexo oposto. Os homossexuais viram muita gente opinar sobre a situação, digamos sexual, deles: definindo como "orientação", quando na prática seria atração pelo mesmo sexo. Talvez aí resida a cena, que "viralizou", no Facebook da consulta à psicóloga, da Ivana e ela não querer ouvir a Ivana, dando a sessão por concluida.