
De acordo com o informações do jornalista Daniel Castro, do UOL, o resultado da pesquisa do grupo de discussão sobre Os Dias Eram Assim apontou que o telespectador não compreende a Ditadura Militar (1964 e 1985). Para tentar suprir a falta de informação, as autoras Alessandra Poggi e Angela Chaves decidiram inserir cenas didáticas sobre os "anos de chumbo".
Nos próximos capítulos da supersérie das onze, a personagem de Mariana Lima, Natália, uma professora universitária, aparecerá na sala de aula promovendo uma discussão com seus alunos sobre o golpe de 1964, suas motivações e como começou a repressão.
O grupo de discussão, que contou com as participações de homens, não rejeitou às cenas de tortura, como se temia. E aprovaram o principal na novela, que é o romance entre os protagonistas Renato Góes (Renato) e Sophie Charotte (Alice).
Comentários (4) Postar Comentário
A novela é ótima, e a segunda fase vai ser melhor ainda. Mas a verdade é que a sociedade brasileira é ignorante mesmo.
E também, existe por tras de tudo isso um boicote contra a trama através dos bolsolixos de merdinha. Prova disso sao os deslinks em todas as chamadas da trama no youtube, e os comentarios negativos. Mas a volta por cima, vem.
Facistas passam mal.
È pesada, imagem escura, eu assisti uma parte ontem a personagem da Mariana Lima explicando sobre ditadura, mas falta mais nessa supersérie, não me atrai nem um pouco, prefiro assistir Por Amor no VIVA e a Padroeira na Tv Aparecida. Não acho que isso vai adiantar a personagem da Suzana que diziam que ia causar e prometia ser uma espécie de Branca ainda não mostrou a que veio, não acho que a audiência vai aumentar, não caiu no gosto do público e quando é assim dificilmente deve cair, o horário também não ajuda, se fosse exibido mais cedo teria uma audiência mais expressiva.
A pesquisa ta justamente mostrando que essa geração que cresceu assistindo dramaturgia da globo e tem intelecto de novela não sabe o que foi a ditadura e nem que existiu os anos 70, isso quer dizer que se não gostam ou negativam a chamada é porque não entendem o tema pois não são politizados, são todos alienados da cultura novelistica fankeira e pagodeira da globo.
A novela em si só tem a fotografia e a trilha sonora de bom. Até agora, a história soa muito piegas, cheia de clichês e com um romancezinho água-com-açúcar. Antonio Caloni vive um empreiteiro que articula ações repressivas contra opositores do regime militar. Isso chega a ser patético. Os conflitos são todos muito batidos. A novela (sim, nada de supersérie, é novela das 23h mesmo) é muito tinta forte, com situações bem caricatas. Ela poderia abordar a forma como a Globo surgiu e se beneficiou com o regime militar. A Globo é governista, apóia os donos do poder e quem por ele passa. O comentário do Julio acima não é falso, é a realidade: a Globo põe em pauta o que a sociedade brasileira discute. Poucos países do mundo ocidental possuem um conglomerado de comunicação tão dominante e monopolista quanto a emissora dos Marinho. E sim, as pessoas desconhecem em muito o que se passou no regime militar porque, em partes, a Globo trata de trabalhar na conformação intelectual e crítica do povo brasileiro. É sim espantoso o nível de poder que essa emissora tem em formar opinião e conhecimento formatado no povo brasileiro. Sem dúvida, se trata de algo que deixa qualquer estrangeiro embasbacado diante de tanta força midiática que ela tem. E, num momento em que o país vive de crises político-institucional e econômica, num momento em que vemos grupos de pessoas despejando em suas redes sociais de que "bom era na ditadura", "na ditadura não tinha corrupção", "Bolsonaro 2018"... infelizmente a gente se dá conta do baixíssimo nível de instrução e de criticidade da sociedade brasileira. Não sou de esquerda, sei que guerrilheiros à época também não lutavam por democracia, mas os tempos não são de uma bipolarização semelhante a da Guerra Fria. Anos Rebelde simplesmente foi uma forma da Globo se aproveitar de um passado recente que ainda estava latente na cabeça de algumas pessoas. Mas é um conglomerado de comunicação que toca de acordo com quem está no poder. Isso quando não auxiliam a conformar quem deva estar no poder ou nele se manter. Não sou contra entretenimento, não sou contra teledramaturgia, mas não acho que as coisas são tão coloridas assim como as coisas que passam na tela do Plim-Plim. Adoraria ver esse poder de influência da Globo um dia ruir ou ao menos se enfraquecer bastante.