Personagem mais alegórico de Velho Chico, Afrânio foi criticado por parte da audiência pela estética escolhida para ele na segunda fase. E para Luiz Fernando Carvalho, apenas um ator daria legitimidade ao Coronel. “Só o Fagundes poderia fazer um personagem desse”, disse o diretor ao jornalista Maurício Stycer, do UOL.
Parte da crítica também questionou a mudança de personalidade, justificada no texto pelo desvio que Afrânio – ainda na interpretação de Rodrigo Santoro – tomou na vida, abrindo mão da liberdade em Salvador para reproduzir a truculência do pai (participação especial de Tarcísio Meira no primeiro capítulo). No capítulo de sexta-feira (15), Maria Tereza (Camila Pitanga) disse achar “difícil acreditar que um dia ele foi romântico”, depois de ouvir de Iolanda (Christiane Torloni) que ela conserva a esperança de ter de volta o homem por quem se apaixonou na juventude.
Para evitar esse tipo de questionamento na sucessora, A Lei do Amor, a Globo vai se cercar de cuidados, segundo informa Flávio Ricco. Também realizada em duas fases, a novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari vai dar maior atenção a uma coerência entre as atuações.
Comentários (8) Postar Comentário
Mais uma novela com pretensões políticas e duas fases? Desculpa Dona Globo, novela é entretenimento, escapismo e, como tal, pode e deve ser de boa qualidade. Só acho que vai longe o tempo em que os autores tinham retorno do público e talento para mobilizar opinião pública a respeito de qualquer assunto "pesado". Hoje tudo vira meme em rede social, logo, é uma perda de tempo. As pessoas não tem disponibilidade para isso e nem interesse. É a geração rasa que não estuda, não lê e que posta frases feitas sobre política em redes sociais para dizer que são engajados. Eu não estou errado: basta ver os folhetins campeões de audiência da atualidade (Eta mundo bom, totalmente demais, 10 mandamentos, etc) para ver que o público quer isso, fantasia, escapismo, folhetim feijão com arroz. Velho Chico mesmo propõe discussões políticas e o que as pessoas prestaram atenção: no suor dos personagens, na peruca do Fagundão...enfim,
Pode parecer que eu discordei do que você disse Felipe, mas na verdade eu até dei um like, só quis fazer uma ressalva, concordei com muitas coisas que você comentou.
Esse personagem do Fagundes tá artificial esse diretor vai estragar a novela, sem contar que a novela parece que ainda está na década de 60, ontem vendo uma cena do Santo e sua filha e olhando o figurino da mesma totalmente de época nenhuma adolescente que more em zona rural atualmente se veste daquele jeito.
Não lembra em absolutamente nada o personagem da fase anterior, realmente virou outra pessoa. O Fagundes pegou tudo que o Santoro construiu e jogou no lixo, não só ele como os roteiristas e a direção fantasiosa demais do Luiz Fernando Carvalho. Essa fase nova só tem servido pra manchar a fase anterior tão bem feita e elogiada.
Adorei as primeiras fases...Sexta feira tentei assistir, dormi!!!!!! Um sonífero!!!!! Novela chata!!!!! A discussão política é didática demais, um porre!!!!
Aquele sotaque.. por acaso é o Bino do Carga Pesada, que desembarcou perdido ali??? kkk.
A diferença clara entre um ator preparado, Santoro, e um canastrão. Fagundes se foi ator um dia, desistiu da profissão faz tempo. Ele nem seu deu ao trabalho de assistir à primeira fase. Outra é a nova Doninha. Uma das minhas personagens preferidas virou uma velha amarga. Nada a ver com a leveza da excelente atriz da primeira fase.
A diferença é brutal! Hoje o Fagundes está um misto de Odorico Paraguaçu com o Sinfrônio (da Praça é nossa!). Um horror!!!