
Ele é daqueles artistas que se jogam para se tornar um profissional cada vez mais completo. Aos 40 anos, Érico Brás já fez muito teatro, cinema e TV; já participou de reality musical para trabalhar sua verve como cantor; já mergulhou no mundo da dança em concurso com famosos na televisão; e agora chega às tardes da Globo ao vivo como apresentador do ‘Se Joga’, ao lado de Fernanda Gentil e Fabiana Karla. “O grande barato do artista brasileiro é que ele pode ser tudo”, resume ele em entrevista abaixo.
Você vem de uma trajetória de muito humor. Como é agora virar apresentador?
O grande barato do artista brasileiro é que ele pode ser tudo. Eu sempre admirei os artistas norte-americanos porque eles cantam, dançam, atuam, apresentam, produzem. Acho que aqui no Brasil falta a gente se jogar um pouquinho mais nisso. Eu sempre olhei por esse lado. Quando eu entrei na Globo, em 2010, eu já pensava nisso: eu quero fazer tudo que eu posso fazer. E uma das coisas que eu almejava era ser apresentador. É claro que eu fui ocupando os espaços como ator, no humor. Eu vim de uma galera que faz muito humor na Bahia, a galera do ‘Ó Paí, Ó’. Depois eu entrei no ‘Tapas e Beijos’, que era um programa de humor num horário bacana. Aí fui construindo minha carreira, os meus planos e projetos. E tinha um plano de, em algum momento, ser também apresentador. Eu estou muito feliz porque acho que é a hora certa de fazer isso. Uma coisa que eu gosto de fazer é pegar esse humor que eu fiz e faço a vida inteira e levar para o programa porque eu acho que é um ingrediente que vai ajudar nesse horário da tarde com o objetivo que a gente tem.
O que é mais difícil nesse programa ao vivo e com plateia?
Eu não tiro isso de letra. Eu acho que as coisas são experiências. Uma coisa que me ajuda muito é a minha experiência no teatro. O teatro tem uma coisa muito boa, e que é característica desse programa também, que é ser efêmero. O teatro começa e termina todo dia. Por mais que você tenha um roteiro, você pode começar e fazer todo dia diferente. Inclusive responder ao que o público quer. O público quer te ver alegre, o público quer te ver interpretando bem o que você se propõe a fazer. Eu acho que o nosso programa tem um pouco disso. O fato de ser de segunda a sexta, todo dia começa, todo dia termina e a ideia é que as pessoas gostem e fiquem com a gente nesse período.
Como está sendo a parceria com a Fabiana e com a Fernanda?
Eu já tinha uma relação com a Fabiana, do Zorra, de outros trabalhos como o Popstar, Escolinha... A gente já tem uma amizade que vai além daqui. A Fernanda eu já tinha encontrado num programa de rádio e a química bateu de cara e isso vem se desenvolvendo ao longo do processo de criação do projeto. Está gostoso!

Como você definiria o programa?
É um programa de variedades. O grande barato é levar curiosidades para as pessoas, jogos. Faz tempo que a gente não vê jogos na TV. Eu acho que esse é o grande diferencial. Mas quem vai dizer isso é o público, quando o programa estrear e quem está em casa der o retorno.
Como você pretende manter essa atualização diária, de estar sempre sabendo o que está rolando? Como isso vai funcionar na sua rotina?
Isso é algo que eu sempre fiz. O artista em geral tem que estar antenado, até porque ele é um agente de transformação da sociedade. Então, como é que ele vai interferir nas questões sociais se ele não está antenado, se ele não sabe o que está acontecendo? Eu sempre procuro dar uma olhada, leio jornal. Agora na internet, eu vou buscar nos sites porque as pessoas sempre querem saber a minha opinião sobre determinados assuntos. Não que eu tenha a obrigação de opinar sobre tudo, mas eu faço questão de estar atualizado e escolher se eu quero opinar ou não. Tem uma coisa que eu acho muito bacana nesse momento diferente da minha vida como apresentador. O apresentador está mais ligado ao jornalismo, se eu posso classificar assim. O ator tem essa necessidade de estar bem informado, mas o jornalista tem a necessidade de estar bem informado para bem informar as pessoas e conseguir a imparcialidade. Para isso você precisa estar bem informado, entender o que é o fato, checar as fontes para não cometer o erro de dar uma informação com uma fonte falsa e, automaticamente, deixar de ser imparcial.
Com informações da assessoria de imprensa da TV Globo.
Comentários (1) Postar Comentário
Uau, como conseguimos viver até hoje sem esse programa?