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Morre, aos 74 anos, a atriz Rogéria

"Ela foi e sempre será o maior ícone travesti do Brasil", diz Jane di Castro.

por Sergio Gustavo, em 05/09/2017

Foto: Divulgação/Globo

A atriz e cantora Rogéria morreu na noite de segunda-feira (4), aos 74 anos, após voltar a ser internada em um hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, segundo informa o jornal Extra.

De acordo com o Hospital Unimed-Rio, a atriz estava na unidade desde 8 de agosto devido a um quadro de infecção urinária. "Eu nem consegui vê-la, porque não permitiam visitas, ela permaneceu na UTI por muitos dias. O problema dos rins se agravou muito, ela precisava operar, mas não podia, por conta de uma taquicardia, e acabou virando uma infecção generalizada", disse Jane di Castro, amiga e colega de trabalho, por telefone, após sair aos prantos do "8º Concurso Talentos Dublagem Gay", que acontecia no Theatro Net Rio, em Copacabana.

Rogéria, que exaltava seu nome de batismo, Astolfo Barroso Pinto, começou como maquiadora, trabalhando com estrelas da música, teatro e da extinta TV Rio. A consagração do nome artístico aconteceu no concurso de fantasia no Teatro República, em 1964. Primeira colocada, ela foi apresentada pelo locutor como "Rogério, o maquiador da TV Rio", mas o público começou a gritar "Rogéria! Rogéria!". Após uma longa temporada se apresentando na Europa, Rogéria volta ao Brasil para consolidar sua carreira no palco.

Na televisão, fez novelas como Paraíso Tropical (2007), Duas Caras (2008) e Babilônia (2015). Em 2012, viveu uma avó em Lado a Lado (2012), quebrando mais um tabu. Em reprise no Canal Viva, Tieta (1989) exibiu nesta segunda-feira (04) o capítulo com a chegada de Ninete, personagem de Rogéria. 

Rogéria faz parte do grupo de travestis e transexuais retratado no documentário Divinas Divas, dirigido por Leandra Leal e eleito o melhor filme do recente Festival do Rio. "Ela foi e sempre será o maior ícone travesti do Brasil. Brilhou com tanta dignidade, com tanto talento, e agora se foi... Mas a vida é assim, tem um começo, um meio e um fim. Infelizmente, o fim chegou", disse Jane di Castro.

Uma das últimas aparições públicas de Rogéria foi na Parada LGBT de São Paulo, em junho, na luta contra a homofobia e a transfobia.





Comentários (2) Postar Comentário

theo comentou:

diva! descanse em paz RIP

Geraldo comentou:

Rrogéria e Roberta Close, dois ìcones, que mostram o certo exagero na composição da personagem Ivana, pela Glória Peres. Rogéria foi contemporânea de tempos dificeis da História: 2a. Guerra e pós guerra, ditadura, conquistando o público pelo seu carisma e pela pessoa decidida que sempre foi, pelo que sonhou viver e viveu. Descanse em Paz, Rogéria. Imaginemos as conversas divertidas que o Céu terá com Rogéria, Nair Belo e Hebe::Inesquecíveis talentos e nossa Eterna Saudade.

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