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Profissão Repórter viaja pelo Brasil para mostrar como a educação sexual no BR

O jornalístico vai ao ar às quartas-feiras, logo após o Futebol. Na Globo!.

por Redação, em 26/06/2019

Foto: Globo / Divulgação

A educação sexual no Brasil ainda não é um assunto fácil de ser discutido. Em um país de dimensão continental, não só zonas mais rurais e ao interior, mas também as principais capitais enfrentam questões culturais, políticas e religiosas que interferem no esclarecimento da sexualidade. O ‘Profissão Repórter’ desta quarta-feira, dia 26, conversa com jovens de diferentes cidades do Brasil e acompanha oficinas e grupos de discussão para mostrar no que o assunto já evoluiu e o que ainda precisa ser avançar.

Em Codó, município maranhense de 80 mil habitantes, a menstruação é um tabu. A repórter Eliane Scardovelli acompanha o trabalho de uma organização não governamental para instruir moradores da cidade sobre conceitos de higiene básica, saúde menstrual e hábitos de vida saudável para crianças e adolescentes, e é na oficina que conversa com Francisca da Silva, de 18 anos, sobre como as meninas da zona rural de Codó entendem a menstruação. "Meu marido diz que não é pra passar por cima dele quando eu estou menstruada. Ele não deixa", conta. 

Já a repórter Mayara Teixeira conhece a Casa do Adolescentes, criada em 2991 em São Paulo, que serve como um laboratório de novas políticas de saúde para os jovens paulistas. "Por que vocês acham que a mulher tem tanta dificuldade em falar pro homem usar camisinha?", pergunta a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do programada Saúde do Adolescente, durante uma das atividades do espaço. Ela se refere ao fato de que, no Brasil, a cada mil meninas de 15 a 19 anos, 68 dão à luz a um bebê, segundo a Organização Mundial da Saúde. O número está bem acima da média do resto do mundo, que é de 46. Com um dado tão alarmante, Mayara também mostra quais são as diretrizes do Ministério da Educação sobre a educação sexual nas escolas.

Em 2018, uma das palavras do ano foi o adjetivo “tóxico”, e o aumento nas buscas pela expressão "masculinidade tóxica" deu ainda mais peso à escolha da palavra. Ela se refere às relações tóxicas ou pressões para que os homens tenham um comportamento padrão e, em muitos casos, machista. O repórter Júlio Molica acompanha adolescentes de São Paulo e Recife que frequentam grupos de discussão sobre sexualidade. "Você vai a uma festa com seus amigos e, para provar que está curtindo o evento, precisa necessariamente conquistar uma menina", diz Felipe Adorni, de 18 anos, numa roda de conversa sobre como os jovens são pressionados a provar sua masculinidade.

O ‘Profissão Repórter’ vai ao ar às quartas-feiras, logo após o Futebol.



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