O Planeta TV

Elenco se despede de "Órfãos da Terra"'

Novela escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid emocionou o público ao discutir o tema dos refugiados.

por Redação, em 26/09/2019

Foto: Globo/Victor Pollak

Uma pátria plural e acolhedora: em ‘Órfãos da Terra’, o Brasil foi o país que uniu culturas, sotaques e etnias em um só território. Depois de 220 dias de gravação e 160 capítulos, a novela chega ao fim nesta sexta-feira, dia 27, combinando a leveza e a realidade da longa jornada de refugiados, construindo pontes e derrubando fronteiras entre as relações humanas. Além das lições de respeito, tolerância e superação, a história brindou o público com um caldeirão de referências, cores e sabores de diversos países.

Saudade e gostinho de dever cumprido já são sentimentos unânimes entre o elenco e a equipe da novela. Alguns desfechos ainda estão para acontecer, porém, a parceria entre toda a equipe ao longo de quase um ano de projeto já é motivo de comemoração. “Criamos um ambiente de criação e arte muito sadio. Posso dizer que foi um grande privilégio dar vida ao Jamil. Esse foi o meu quinto trabalho com o Gustavo Fernàndez, diretor que eu admiro tanto, e o meu quarto com a Duca e a Thelma, autoras que nos presentearam com uma história atual e necessária. É o fim de um ciclo e o início de outros. Estou muito feliz com o resultado que conseguimos”, comenta o ator Renato Góes, que deu vida ao personagem Jamil.

A novela chega aos seus momentos finais com um resultado bastante positivo. “Estou muito feliz com este trabalho. Acredito que conseguimos lembrar ao público que somos a soma de muitos”, afirma Thelma Guedes. Para Duca Rachid, o sucesso veio na humanidade de seus personagens, unindo os conceitos de empatia e resiliência. “Órfãos da Terra’ carregou a mensagem de que não existem fronteiras geográficas que limitem a nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do próximo. Mais do que brasileiros, congoleses, sírios ou libaneses, somos todos cidadãos desse planeta. Mostramos o que o nosso povo tem de melhor, que é a tradição em acolher, nossa vocação para tirar das adversidades lições de vida e de superação, além, é claro, do nosso reconhecido bom humor. Acredito que o público se conectou com os dilemas, romances e tramas da novela”, analisa.

O diretor artístico Gustavo Fernández também comemora o resultado: “foi muito bom poder participar de um projeto que apresentou um texto consistente e com núcleos tão diversos e ricos que exigiram da direção tanta atenção e cuidado. Acredito que conseguimos retratar toda essa pluralidade com naturalidade para o público, que foi o que eu mais persegui durante todo o processo".

A história da família Faiek, que enfrentou a longa travessia do Oriente Médio ao Brasil, teve momentos de dificuldade que levaram o público à reflexão sobre o tema. Com a recepção no Instituto Boas-Vindas, em São Paulo, os Faiek ganharam esperança de dias melhores e a sensação de acolhimento – sentimentos que foram testados durante toda a novela. Abrigando pessoas vindas de diversos países, o Instituto promoveu encontros felizes por meio de seus personagens e também trouxe histórias reais de empatia e respeito ao próximo. A roda de conversa do Boas-Vindas contou com a participação especial de representantes de instituições renomadas, como I Know My Rights, Acnur e Missão Paz, além de refugiados e imigrantes que compartilharam suas jornadas até a vida no Brasil.

Foto: Globo/Victor Pollak

Sem perder a delicadeza, a personagem Laila (Julia Dalávia) se manteve firme para conquistar sua felicidade e garantir a integridade de sua família desde os primeiros capítulos. Para a atriz, Laila se mostrou uma mulher forte e voluntariosa, que se ofereceu em sacrifício para salvar a vida do irmão, ainda na Síria. “Laila lutou por amor, não se abateu diante dos problemas e ameaças que sofreu, mesmo quando tudo estava em jogo. Em paralelo, colaborou com a luta dos refugiados por meio do seu canal da internet, o que reforçou ainda mais o propósito da personagem”, analisa Julia.

Rompendo com as tradições de sua família e de sua cultura, Laila fugiu do casamento arranjado com o poderoso sheik Aziz Abdallah (Herson Capri) e se entregou ao amor de Jamil (Renato Góes), acreditando no destino de ficar ao lado do homem que amava. O que ela não imaginava é que, na verdade, seu amor era um funcionário do sheik. Entre esta e diversas armadilhas enfrentadas pelo casal, esteve ainda a caçada obsessiva de Aziz no Brasil por Laila.

Mas nem a misteriosa morte do Sheik trouxe tranquilidade à vida de Laila e Jamil. Três anos depois da morte do pai, Dalila Abdallah (Alice Wegman) chegou ao Brasil em busca de vingança. A trajetória de Dalila mostrou que os sentimentos de rancor e ódio só provocaram tristeza e solidão. “Dalila teve diversas chances de se redimir e encontrar um novo sentido para sua vida. Porém, se manteve magoada e presa à rejeição de Jamil. Não conseguiu encontrar um novo caminho, mantendo o ódio e a necessidade de buscar o que ela considerava justo até o fim”, analisa Alice Wegman.

Tendo a questão humanitária como pano de fundo, ‘Órfãos da Terra’ foi uma trama rica em diversidade: na música, o público foi apresentado ao Dabke, tradicional dança presente na cultura de vários países árabes, que significa “bater o pé no chão”. Dançada em grupo e em ritmo alegre e festivo, a coreografia era a diversão do elenco nas cenas de comemoração retratadas na trama.

As autoras Thelma Guedes e Duca Rachid. Foto: Globo/Victor Pollak

Outro destaque foi a variedade gastronômica: um verdadeiro prato cheio para o público, que pode conhecer melhor a culinária árabe, africana e israelense. Intérprete da cozinheira síria Missade, a atriz Ana Cecília Costa fez uma longa imersão no universo de cores e sabores de sua personagem. “A preparação para integrar o núcleo árabe foi extensa, tivemos aulas de prosódia, culinária e dança para que pudéssemos nos manter fiéis a cultura da melhor forma. Tivemos ainda pesquisa de filmes e literatura indicada por Mamede Jarouche (consultor de cultura árabe da novela). O contato direto com alguns sírios em situação de refúgio me trouxe o que considero, hoje, novos amigos”, conta ela.

O último episódio de ‘Órfãos da Terra’ vai ao ar nesta sexta-feira, dia 27 de setembro. A novela é escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, com Dora Castellar, Aimar Labaki, Carolina Ziskind e Cristina Biscaia. A obra tem direção artística de Gustavo Fernández, direção geral de André Câmara e direção de Pedro Peregrino, Alexandre Macedo e Lúcio Tavares.



Publicidade

Comentários (4) Postar Comentário

Macedonio comentou:

Novela horrorosa!!! Mau escrita. Elenco precário, direção sofrível!!! Só podia ter sido o fiasco no ibope, perdendo quase sempre para a Mega Record! A próxima novela precária das seis horas da globolixo vai ser pior!!! Vai amargar de vez o terceiro lugar perdendo para o Brasil urgente! É a globo lixo cada vez pior. Tá na hora de fechar as portas!!!


Amigo tv tudo respondeu:

Fechar as portas é inadmissível meu caro Macedonio. Mas concordo com voce quando faz a avaliação a respeito da novela pessima mesmo.O que salva sao os protagonista Renato Goes,Camila dalavia, e a grande e maravilhosa Alice wergman tomara que voltem ano que vem em outra produção.Das autoras so destaco cordel encantado as outras foram não emplacaram nao entendo porque joia rara ainda ganhou premio emmy acho que e porque nao tinha outra que prestasse na epoca.Hoje em dia a globo vai tao mal que tem ano que so salva 1 no horario oua te mesmo nenhuma.


ggds comentou:

Novelinha ruim. Ridícula

ggds comentou:

Sou mais Bom Sucesso. Fenômeno das Sete.


Amigo tv tudo respondeu:

Fenômeno não classificaria assim.Mas que esta agradando o publico sem duvida.O Luiz Henrique Rios e otimo.Parabens ao nucleo jovem esse horario precisa investir nessas historias por isso o sbt sempre prende se seguir essa linha sera sucesso.


Carmem Lúcia da Silva comentou:

Essa novela tinha de tudo pra ser mais um sucesso na carreira dessas duas, de público e crítica. Mas as coisas desandaram de uma forma que tava sendo entediantemente triste acompanhar. Uma pena. Se perderam em algum ponto e não conseguiram recuperar a maestria dos primeiros capítulos. Pra ser esquecida.

Veja também

Publicidade