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Autora do drama sobrenatural Desalma fala sobre a série

A produção estreia no dia 22 no Globoplay.

por Redação, em 16/10/2020

Ana Paula Maia. Foto: Victor Pollak/TV Globo

Grande fã de histórias do terror, a estreia de Ana Paula no audiovisual não poderia ser diferente: Ela é a autora da série original Globoplay "Desalma", que estreia no próximo dia 22. O elenco reúne nomes consagrados e jovens talentos: Cassia Kis, Claudia Abreu, Maria Ribeiro, Bruce Gomlevsky, Anna Melo, Camila Botelho, Valentina Ghiorzi, entre outros. “Desalma" é um drama sobrenatural, com camadas. É a não aceitação da morte e tem relação com transmigração de almas. Esse tema tem muito a ver com o meu universo. Gosto de terror e sobrenatural desde pequena e tenho uma trajetória com histórias do gênero em toda a minha vida.”, conta Ana Paula. 
 
A premiada escritora de livros, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura, se mudou do Rio de Janeiro para Curitiba há quatro anos, onde começou a identificar os costumes e tradições de outros povos. “Meu primeiro impacto foi na comida, até que eu comecei a ver os bosques, os parques da cidade, as festas típicas, os vários grupos folclóricos. Achei isso muito impressionante e pensei que o resto do Brasil precisava conhecer o que existe ali”, conta Ana Paula. 

Foi em Prudentópolis, cidade do Paraná, que a escritora se aprofundou nas tradições da Ucrânia e se inspirou para a série. “O leste europeu é extremamente místico. Peguei essa atmosfera muito rica culturalmente para uma história com elementos sobrenaturais. A ideia é trazer um costume diferente, que é lindo e está praticamente apagado, e que também faz parte do Brasil”, completa.  
 
"Desalma" é uma série original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo, criada e escrita por Ana Paula Maia com direção artística de Carlos Manga Jr. e direção de João Paulo Jabur e Pablo Müller.  

Foto: Fábio Rocha/TV Globo
  
Você tem sete livros publicados. É de onde vêm a sua linguagem e o seu interesse por esse tipo de tema? 

A grande influência da minha literatura é Sergio Leone, então meus livros têm cara de faroeste, onde os personagens não são pobres coitados. É um universo muito diferente do que fiz para o audiovisual. "Desalma" não tem absolutamente nada a ver com os livros, é um projeto que tem a ver com as minhas referências de série e cinema.
 
Quem é o protagonista de "Desalma"? 

"Desalma" não tem um protagonista, mas uma linha de frente. São basicamente as mães das famílias diretamente envolvidas na tragédia e nos mistérios. As mulheres têm um protagonismo muito grande em "Desalma" – muito diferente da minha literatura, que fala sobre homem. É a primeira vez que eu escrevo sobre mulheres, a história tem uma relação forte com a maternidade.  
  
De onde veio a ideia de inserir a cultura ucraniana? 

Eu moro em Curitiba há quatro anos e foi lá onde comecei a identificar os costumes e tradições de outros povos. Meu primeiro impacto foi na comida, até que comecei a ver os bosques, os parques da cidade, as festas típicas, os vários grupos folclóricos. Comecei a achar isso muito impressionante e pensei que o resto do Brasil precisava conhecer o que existe ali. Então, me aprofundei nessa cultura em Prudentópolis, cidade do interior do Paraná, foi lá que me inspirei para criar "Desalma". A maior comunidade ucraniana fora da Ucrânia é no Brasil. Eles mantêm vivas as festas, as tradições, e quase ninguém sabe nada sobre isso. Além disso, o leste europeu é extremamente místico. Peguei essa atmosfera muito rica culturalmente para uma história com elementos sobrenaturais. A ideia era trazer um costume diferente, que é lindo e está praticamente apagado, e que também faz parte do Brasil.   

Como foi o trabalho com o Carlos Manga Jr. e a equipe de produção? 

Como eu escrevo sozinha e tenho essa independência criativa, fico encantadíssima quando o projeto vai para a mão de outros profissionais. O Manga é um diretor que tem mão para histórias mais densas, um lugar mais sombrio e estrear nesse gênero com ele é uma alegria muito grande. A gente tem um gosto parecido e as referências semelhantes. Quando o diretor e o autor transitam no mesmo universo ajuda muito. Fico impressionada com todo o processo, uma coisa que nunca vivi antes, ver o texto tomando forma, se materializando. Poder ver o projeto se tornando algo grandioso, com muitos atores, é algo incrível.  

Sobre o Globoplay

O Globoplay é a maior plataforma brasileira de streaming, com oferta de conteúdo gratuito e exclusivo para assinantes. Com mais de 840 títulos publicados em 2019 e cerca de 115 milhões de horas de consumo por mês, o serviço reúne conteúdos originais Globo e do mercado audiovisual independente, filmes e séries internacionais renomadas, dentre elas produções exclusivas, que só serão exibidas online. A plataforma conta ainda com uma oferta completa com os canais lineares da Globo através do Globoplay + canais ao vivo, que agrega em um só lugar, além da TV Globo, o Multishow, Globonews, Sportv 1, Sportv 2, Sportv 3, GNT, Viva, Gloob, Gloobinho, Off, Bis, Mais Na Tela, Megapix, Universal TV, Studio Univeral, SYFY, Canal Brasil e Futura.  Tudo junto, na mais completa e variada oferta de conteúdo para que o público acesse a qualquer momento e de onde estiver o que está no ar, o que já foi ao ar e o que ainda será exibido.



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