O Planeta TV

Globo inicia nesta segunda operação para resgatar Babilônia

Novela vem perdendo audiência a cada dia, o que pode se agravar com o fim do BBB.

por Redação, em 06/04/2015
Publicidade

Bruno Gagliasso e Sophie Charlotte em gravação na praia do Leme (Foto: Raphael Dias/GShow)

Com uma boa equipe por trás, Babilônia tinha grandes motivos para ser a maior estreia da Globo na comemoração de seu cinquentenário. No entanto, o que se vê é outra coisa: motivos para preocupação não faltam. Se logo na primeira semana o sinal amarelo já estava acendido, o sinal no Projac, neste momento, é roxo: no último sábado, 4, de acordo com dados prévios do Ibope, a trama perdeu para quatro programas da própria Globo. Para saber mais, clique aqui.

O grupo de discussão foi adiantado e o óbvio foi exposto: não é o casal lésbico vivido por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg o problema da trama. A questão é maior e se dá em torno da estrutura da novela como um todo. Como todo bom folhetim, é necessária uma história de amor. E isso é o que falta a Babilônia, de acordo com alguns resultados do grupo. Afinal, com exceção do casal lésbico, não existe amor na trama. Somente na quarta semana o casal protagonista se apaixona...

Assim, a história passa a ser modificada numa operação de salvamento organizada pela Globo. Outra trama com característica pesada, a da prostituição de Alice (Sophie Charlotte), foi retirada da história. As cenas, que já tinham sido gravadas, foram editadas ou cortadas por inteiro. Além disso, um segredo do passado de Inês (Adriana Esteves) virá à tona. Além disso, mudanças nas chamadas, na fotografia, no áudio e na parte gráfica podem ser notadas caso comparadas a primeira semana com os últimos capítulos.

Há uma comparação entre o início de Babilônia e o de A Favorita. No entanto, uma coisa não pode ser esquecida: a concorrência. Se com A Favorita havia apenas Os Mutantes, que foi esvaziada graças à ação de esticar a trama por parte da Record, agora outro cenário é visto. O progressismo da Globo bate de frente com o conservadorismo presente numa trama biblica (Os Dez Mandamentos) e numa trama infantil (Carrossel).

E os problemas não param: nesta semana, encerra-se o Big Brother Brasil que, em alguns dias, tem audiência maior do que a da novela, servindo, assim, de "espera". Com o fim do reality, esse fator se encerra. E além de a trama penar em audiência, fará o mesmo com a faixa de shows. Por isso a Globo espera que essa operação seja decisiva e que resolva, mesmo que gradualmente, os problemas enfrentados por Babilônia.


Deixe o seu comentário


Publicidade


Comentários (2) Postar Comentário

Fábio Cézar comentou:

A característica progressista da novela não é a questão em si, não é o fato da novela tratar de temas polêmicos ou de vanguarda que afastou o público, pois neste mesmo horário já tivemos incontáveis temas polêmicos sendo tratados com sucesso. O problema foi a mão pesada dos autores nesta obra (apesar deles já terem tidos grandes acertos em outras obras), esta novela realmente apresentou uma falta de sensibilidade, pesaram nos ingredientes, sem oferecer um respiro! Lembro que muitas novelas conservadoras tb já fracassaram no horário, o fato de ser progressista não é o determinante para o fracasso corrente.

Heitor comentou:

A comemoração de cinquenta anos, com a audiência da novela virou cinquenta tons de cinza...
Se a estratégia não der certo , tenho como sugestão reprisar a excelente: "Força de um desejo" de Gilberto Braga que injustamente foi passada no horário das seis quando deveria ter passado no horário das oito...sonhar não custa nada...rs


Publicidade

Veja também

Publicidade