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"Os Simpson" estréia com humor incendiário

por jeferson, em 17/08/2007

"Os Simpson" estréia com humor incendiário

Rio - Um espírito de porco (e seu porco de estimação) são os responsáveis pelo maior estrago da história de Springfield – e por algumas das piadas mais ácidas que chegaram ao cinema este ano. Aguardado há pelo menos uma década, ‘Os Simpsons – O Filme’ estende para a telona o clima anárquico da família criada por Matt Groening há 20 anos e que virou série há 18. Não tem o esmero visual das animações da Pixar e da DreamWorks, mas soube manter as altas doses de sátira e ironia a que seus fãs estão acostumados.

No filme, Homer Simpson, o maior espírito de porco do mundo do entretenimento desde Groucho Marx, transforma o Lago Springfield numa catástrofe ambiental ao despejar ali os dejetos do Porco-Aranha (ou Harry Porco), que ele salva da panela e transforma em mascote. Descoberto o crime, toda a família Simpson é escorraçada de Springfield, que vira ameaça sanitária e é isolada do mundo por uma redoma de vidro, a mando do presidente americano, Arnold Schwarzenegger (“eu não gosto de pensar, eu só gosto de mandar”, diz ele).

Quase nada escapa do veneno Simpson: da atual obsessão ambiental americana (“uma verdade irritante”, diz Lisa) à ultradireitista rede Fox (que exibe a série). Na segunda metade do filme, conflitos entre pai e filho, crise familiar e um encontro de Homer com seu próprio ‘eu’ freiam um pouco o ritmo alucinado inicial, antes que o homem amarelo corra para salvar o dia, a família e a cidade. Há o já falado nu frontal de Bart e o Green Day se dá mal, mas não dá para contar muito sem estragar as piadas. E, mesmo que a galeria de tipos criados na série tenha sido pouco explorada, ainda assim é em número suficiente para valer o ingresso.

Fonte: O Dia




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