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Em entrevista, Datena fala da censura da Record e sua volta à Band

por jeferson, em 04/08/2011

Em entrevista, Datena fala da censura da Record e sua volta à Band
A partir da próxima segunda (8), Datena reassume a apresentação do "Brasil Urgente"

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o jornalista José Luiz Datena comentou sobre sua saída da Rede Record.

Confira trechos da entrevista concedida ao jornalista Morris Kachani, em São Paulo.

Censura

As regras da emissora eram muito impositivas, e pareciam censura. Me puseram de quarentena e proibiram de falar com a imprensa por seis meses. "É que o bispo te acha muito polêmico", disseram. Também me proibiram de fazer críticas à Record no ar. O diretor de jornalismo me ameaçou mencionando o caso do humorista Tom Cavalcante, que teve que pagar uma multa de R$ 100 mil por ter falado mal da emissora para a imprensa. Respondi: eu odeio ameaça. Se tivesse medo não estaria fazendo o programa que faço.

Redução do programa e instabilidade no horário de exibição

Primeiro disseram que o programa seria nacional. Aí depois que não seria. Então no meio do caminho cortaram quase uma hora do programa, e mudaram de horário. Quando cheguei me prometeram uma estrutura global, de um helicóptero em cada cidade, e nada disso aconteceu. Pior, chegaram a cortar matéria ao vivo para não pagar hora extra da equipe. Nunca vi uma coisa dessa.

Ibope

Depois que mexeram no programa o ibope caiu pra caramba, e comecei a empatar com o SBT. A impressão que eu tenho é que estavam me apagando como uma vela. Guardadas as proporções, é a mesma coisa que você contratar Neymar e falar que não vai poder driblar, dar chapéu, gol de cabeça... Por isso resolvi dar um basta. Os caras que estão lá que se limitem a cumprir as regras. E tem jornalistas de primeira grandeza. Celso Freitas, Marcos Hummel, Ana Paula Padrão e uma equipe que é maravilhosa.

Retorno à Band

Eu não tinha para onde ir, e a Band fez a proposta. A Band só me demonstrou carinho e amizade. Tenho uma enorme gratidão pelo dono, Johnny Saad, que até para o médico já chegou a me levar, e pessoalmente. O interessante é que as pessoas que eu não gostava me acolheram bem, sentiram minha falta. Mas se o ambiente for ruim, largo tudo.

Com informações do jornal Folha de São Paulo.





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