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"Dance Dance Dance" chega ao fim sem chamar a atenção do público

por jeferson, em 04/05/2008

"Dance Dance Dance" chega ao fim sem chamar a atenção do público

A Band precisou apostar pesado na produção de Dance Dance Dance. A novela da colombiana Juana Uribe, adaptada no Brasil pela roteirista Yoya Wursch, tinha como proposta ser um grande musical que conduziria a clássica história de amor que alimenta qualquer folhetim.

Para levar isso à frente, a emissora buscou gente especializada em canto e dança capaz de não escorregar no ritmo. Também mobilizou grandes estruturas, investindo em inúmeras cenas externas feitas com muitos técnicos e artistas.

Mas sem uma história consistente e um elenco mais sólido, tanto esforço foi quase em vão. Com uma média de 3 pontos de audiência, a trama chega ao fim no próximo dia 12 sem chamar a atenção.

Um problema primário marcou o núcleo principal logo de cara. A mocinha Sofia, de Juliana Baroni, disputou por pouco tempo o amor do galãzinho Rafael, vivido por Ricardo Martins, com a vilã Amanda, interpretada por Dayenne Mesquita.

A protagonista encontrou a felicidade cedo demais e os conflitos amorosos básicos, que norteiam qualquer novela, tornaram-se inexistentes. Foi preciso apelar para as tramas paralelas. Mas com uma maioria de atores desconhecidos e fracos, a novela ficou sem atrativos.

Elisabetta Zenatti, diretora geral de programação e artístico da Band, esforçou-se desde o início para evitar comparações com a também dançante Floribella, que teve duas boas temporadas na emissora. Mas confrontá-las é inevitável no que diz respeito às cenas musicais e dançantes.

Dance Dance Dance se propunha a ser menos tatibitate. Ter menos colorido, um ar não tão juvenil, tudo para não ser apenas um sucesso infantil como a antecessora se mostrou. O problema é que a novela não atraiu as crianças, mas também não teve força para segurar o público jovem e adulto. Com cenas longas de apresentações musicais, que incluem até ritmos como tango, não se sustentou. E escorregou para o brega.

Com a exceção de poucos atores que se mostram seguros, como a própria protagonista Juliana Baroni, Clarisse Abujamra, como Leonor, e Eduardo Galvão, na pele do vilão Lucio Pimentel, grande parte do elenco apresenta um trabalho sofrível e a direção de Del Rangel não amenizou nesse sentido.

Para o papel da mãe de Sofia, por exemplo, que passou a ter grande destaque nesta reta final, escalaram Esther Laccava. A atriz tem papéis de destaque no teatro, mas na TV ainda mostra uma atuação pouco convincente. E não é a única. Vanessa Machado e Juliana Almeida também são outras que deixam a desejar.

Sem alternativas, Yoya não esquentou a novela nem em sua reta final. O mistério dos últimos capítulos gira em torno de quem matou Lúcio, um recurso já velho conhecido dos escritores.

De uma maneira pouco original e atraente, a autora fez com que quase metade do elenco se tornasse suspeito da morte fazendo com que boa parte dos personagens procurasse o vilão em sua casa na noite do crime. Um artifício fraco para encerrar uma novela que se mostrou frágil desde o começo.

Créditos: TV Press





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