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Alinne Moraes será a grande vilã de ‘Duas Caras’

por jeferson, em 03/12/2007

Alinne Moraes será a grande vilã de ‘Duas Caras’

Alinne Moraes está dividida. Não pode soltar todos os seus demônios, nem ser boazinha. Defi ne Sílvia, em ‘Duas Caras’, sua personagem, como bipolar. “O perfil dela é muito aberto. Queria saber se era mocinha, vilã ou meiotermo, não tive essa resposta até agora. Pelo blog do Aguinaldo será a Fera da Barra, mas não sei de nada oficialmente”, avisa a atriz, que, segundo o que já vazou da trama, será praticamente uma psicopata. Se for para ser má, Alinne vai mostrar um lado que controla no dia-a-dia. “É óbvio que dentro de mim, como de qualquer ser humano, existe um demônio. É bacana quando a gente conhece esse demônio porque podemos controlar. A pessoa inteligente escolhe a melhor parte de si e mostra esse lado”, admite.

Alinne encontrou seu lado mau logo aos 5 anos. “Matei um coelhinho, mas não sei o que aconteceu. Chorei muito. Não foi por maldade”, lembra. Agora, com o lado mau controlado, ela tenta ser boa, mas não muito. “Ser só bom também não é bacana. Você acaba sendo cruel com você mesmo. Não pode falar só sim”, fi losofa com o pensamento construído depois de seis anos de terapia. É essa análise que a faz entender melhor as pessoas. “Algumas me traíram e voltei a colocar dentro de casa. Meu pai só foi me reconhecer quando eu tinha 17 anos de idade. Sempre trabalhei isso dentro de mim. Quando o encontrei nunca tive problemas. Ele me teve com 19 anos, isso assusta qualquer um. Ele morreu faz quatro meses”, lamenta.

Alinne conviveu com o pai por apenas 7 anos. “Ele era fotógrafo e eu adoro fotografia. Acho que puxei isso dele”, afirma. Filha única, criada pela mãe e a avó, Alinne costumava fantasiar no colégio. “Tinha bolsa em escola particular, era uma outra realidade. Criei um outro mundo, sempre disse que tinha irmãos, um pai, que já tinha ido para a Disney. Era uma questão de fantasia e defesa com 8 anos. Quando encontrei a carreira artística percebi que não precisava atuar na rua para ser bacana. A arte é algo que salva”, diz.

E é fantasiando como Sílvia que Alinne também trabalha a relação pai/filha. “Imagino a infância dela querendo disputar o pai com a mãe, chamar atenção, como toda menina. Já fiz esse link para entender por que ela se apaixona pelo Marconi (Dalton Vigh). Ele dá segurança a ela. É a imagem de homem que ela precisa”, analisa.

A maldade, que também vai unir Sílvia e Marconi, ela ainda não começou a trabalhar. “Se começar a fazer minhas cenas atuais, que são de menina apaixonada, já pensando no futuro, posso dar um tom errado para a personagem. Acredito no Aguinaldo Silva, ele vai me salvar e conduzir a trama para que essa transformação não seja louca”, espera. Por isso também ela ainda não estudou a fundo a história da Fera da Barra. “Só sei que é baseada na Fera da Penha, uma mulher de classe média que descobre que o namorado era casado e tinha uma filha e mata a criança”, conta.

Fonte: O Dia





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