O Miss Universo Brasil voltará a ocupar uma vitrine nacional na televisão aberta. Depois de anos concentrado em transmissões digitais, o concurso terá a final de 2026 exibida pela Record no dia 25 de julho, um sábado, em horário nobre.
A transmissão também será disponibilizada no Record Plus e no R7.com, ampliando o alcance do evento para o público conectado. A organização ainda não revelou onde acontecerão o confinamento das candidatas e a cerimônia de coroação.
A volta à TV aberta marca uma tentativa de reposicionar os concursos de beleza no entretenimento popular. Nos últimos anos, esse tipo de competição perdeu espaço nas grandes emissoras e passou a circular principalmente em plataformas online, redes sociais e canais voltados ao público do segmento.
A última exibição nacional em uma grande rede ocorreu em 2019, quando a Band transmitiu a vitória da mineira Julia Horta. Na época, o concurso era administrado em parceria com a Polishop e também funcionava como vitrine para a marca de cosméticos Be Emotion.
Agora, a edição de 2026 chega com mudanças no perfil das participantes. O concurso terá 33 candidatas, número recorde para a disputa nacional, incluindo representantes de rotas turísticas brasileiras além das tradicionais faixas estaduais.
Entre as novas categorias estão regiões como Chapada Diamantina, na Bahia, Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, e Cataratas do Iguaçu, no Paraná. A ampliação busca dar ao concurso uma leitura mais diversa do país.
Outro dado inédito é a presença de nove mães entre as candidatas. A mudança acompanha a flexibilização das regras do Miss Universo, que desde 2023 passou a permitir competidoras casadas, divorciadas e com filhos, além de eliminar o limite máximo de idade.
Para Rodrigo Ferro, presidente do Miss Universe Brasil, a proposta é valorizar mulheres preparadas, com voz própria e capacidade de representar o país internacionalmente. Segundo ele, a edição busca se conectar a um Brasil “real, plural e contemporâneo”.
A preparação das participantes começou em março, com o Camp Miss Brasil, uma imersão promovida pela organização. As atividades envolveram comunicação, passarela, oratória, equilíbrio emocional e impacto social.
A vencedora sucederá a piauiense Maria Gabriela Lacerda, titular de 2025, e representará o Brasil no Miss Universo, previsto para novembro, em Porto Rico.
O país tem duas coroas mundiais na história do concurso. A primeira veio em 1963, com a gaúcha Ieda Maria Vargas, e a segunda em 1968, com a baiana Martha Vasconcellos. A atual Miss Universo é a mexicana Fátima Bosch.
As informações são da Folha de São Paulo.
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