O Globoplay estreia nesta terça-feira (19) mais uma aposta no formato de novelas verticais. Em Icônica: de faxineira à fashionista, o mundo da moda vira cenário para uma história de ascensão, desejo, rivalidade e romance, embalada por capítulos curtos e linguagem pensada para o consumo no celular.
A produção é escrita por Gustavo Reiz, autor de Fuzuê, e tem direção de Roberta Richard. A proposta é combinar o melodrama tradicional com uma estética mais pop, ágil e visualmente marcada pelo universo fashion.
No centro da trama está Jussara Jéssica da Silva, personagem de Aline Dias. Criativa e talentosa, ela trabalha como faxineira, mas tem habilidade para transformar peças simples em roupas cheias de personalidade. O talento, até então restrito ao cotidiano, ganha outro rumo quando ela entra por acaso no ambiente de uma grande grife.
A virada acontece durante um evento da marca Icônica. Jussara é confundida com uma modelo e acaba chamando a atenção de Giovani Barreto, vivido por Victor Sparapane, CEO da empresa. O encontro abre portas para a protagonista e também dá início a uma conexão afetiva entre os dois.
Para Aline Dias, a personagem carrega o apelo clássico de quem recebe uma chance inesperada de mudar de vida. “Jussara tem a oportunidade de transformar seu sonho em realidade. E ainda vive um romance”, afirma a atriz.
Mas a entrada de Jussara nesse novo mundo também desperta incômodo. Pietra Monerat, interpretada por Anajú Dorigon, é a estilista principal da marca e namorada de Giovani. A aproximação entre o empresário e a protagonista coloca a vilã em alerta.
Anajú comemora o papel e adianta que Pietra não será apenas uma rival óbvia. “Eu amo fazer vilã! Pietra tem uma moral questionável, então ela não vai apenas desafiar o sonho da Jussara, mas também questionar os próprios sonhos”, diz.
A escolha pelo formato vertical aproxima Icônica de um modelo que ganhou força fora do Brasil antes de chegar com mais presença ao mercado nacional. Na China, os microdramas começaram a crescer a partir de 2018 e se consolidaram durante a pandemia de Covid-19. No Brasil, segundo o G1, esse tipo de conteúdo passou a circular com mais força a partir de 2022, inicialmente em vídeos curtos no Kwai, antes de se expandir para plataformas como TikTok e X.
Diferente das novelas tradicionais da TV aberta, os microdramas trabalham com episódios breves, imagem vertical e conflitos apresentados em ritmo acelerado. A estrutura privilegia ganchos rápidos, emoções diretas e uma dinâmica feita para manter o público conectado em telas menores.
Com Icônica: de faxineira à fashionista, o Globoplay reforça seu investimento nesse segmento e testa, dentro de sua própria estrutura de produção, uma forma de dramaturgia voltada especificamente ao celular. A aposta indica que a Globo vê nos microdramas não apenas um complemento ao catálogo, mas uma frente própria para alcançar novos hábitos de consumo.
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