O Globoplay amplia sua frente de novelas verticais com “Quem é o pai do meu bebê?”, produção que estreia no dia 21 e aposta em uma trama de memória perdida, disputa familiar e exposição pública. Entre os nomes da história está Taumaturgo Ferreira, visto no ano passado em “Reencarne”, agora no papel do magnata Ricardo.

Na novelinha, Ricardo é pai de Nina (Bianca Comparato) e Suzy (Carol Castro). A história acompanha a herdeira de uma família poderosa, dona de uma emissora de TV, que sofre um grave acidente de carro e desperta sem memória, já grávida. A partir daí, a busca pela identidade do pai do bebê deixa o campo íntimo e rapidamente se transforma em um espetáculo midiático.

O enredo foi desenhado para funcionar em capítulos rápidos. Serão 50 episódios de até dois minutos, formato que concentra a narrativa em viradas curtas e conflito imediato, em linha com a proposta de consumo veloz que orienta as produções verticais.

Sem conseguir recuperar o que viveu antes do acidente, Nina tenta reorganizar a própria história enquanto Raphael (Lucas Lucco) busca convencê-la de que os dois tiveram uma conexão verdadeira poucos dias antes da batida. O movimento, porém, encontra resistência dentro da própria família.

Suzy, irmã mais velha da protagonista, age para sabotar essa aproximação. A personagem entra na trama como peça de ambição e tensão, ampliando o conflito em torno da herdeira e da gravidez que passa a mobilizar a narrativa.

Os capítulos são assinados por Ricardo Hofstetter. O elenco também reúne Melanie Rozenmute, Bruno Alcântara, Silvetty Montilla, João Victor Alves, Davi Xiang Li e Jader Januário.

O projeto segue a lógica de gravações aceleradas e montagem dinâmica, duas marcas desse modelo. A proposta é dialogar com espectadores acostumados à velocidade das redes sociais e a histórias desenhadas para consumo móvel, sem abrir mão do mecanismo clássico de gancho entre capítulos.

Em 2026, a Globo usa esse formato para ampliar a distribuição de conteúdo seriado e testar novas portas de acesso à dramaturgia. O Globoplay tenta aproximar essa linguagem curta de uma audiência que consome em movimento e responde rápido quando a história já nasce adaptada ao ambiente digital.