Foto: Divulgação/Globo
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A semana em Êta Mundo Melhor reserva revelações sobre passado traumático de Zulma, vivida por Heloisa Périssé, que explicam origem da personalidade difícil da vilã. Acontecimentos tristes marcaram para sempre a trajetória da personagem, moldando comportamento que frustra quem convive com ela no presente.

Zulma aproveita conquista da guarda de Samir, interpretado por Davi Malizia, para levar o menino às ruas vendendo Livros do Coração. Durante visita a uma residência, será reconhecida pela proprietária que guarda memórias de encontro anterior entre as duas.

A senhora revela de onde conhece "Zulminha", apelido carinhoso que contrasta com dureza da personagem adulta. "Da Casa dos Anjos. Faz anos. Eu queria adotá-la, não se recorda? Eu e meu finado marido", conta a moradora, desenterrando episódio enterrado no passado da vilã.

Samir, curioso diante da informação, pergunta por que Valéria não concretizou adoção de Zulma. A resposta da senhora expõe mistério que permaneceu sem solução por anos, revelando destino diferente daquele que poderia ter transformado completamente vida da protagonista.

"No dia da adoção, ela simplesmente sumiu. Me disseram que Zulminha não queria ir embora da Casa dos Anjos. Aí, meu marido e eu trouxemos para casa a melhor amiga dela, a Samira. [...] Samira casou faz tempo e vive com marido e filhos na Europa. Todo fim de ano vem nos visitar. Até hoje não sei o que houve com você naquele dia. Por que sumiu?", questiona Valéria.

A confissão de Zulma finalmente esclarece versão distorcida que circulou sobre seu desaparecimento. "Dona Eloá, que tomava conta da Casa dos Anjos, me trancou no armário dela. Depois soube que a senhora e o seu marido adotaram a Samira. E ali entendi que nunca mais seria adotada", revela a vilã de Heloisa Périssé, visivelmente arrasada.

A revelação transforma compreensão sobre motivações de Zulma ao expor sabotagem cruel que definiu rumo de sua existência. Dona Eloá, responsável por cuidar das crianças, deliberadamente impediu adoção ao trancar menina em armário, ação que resultou em melhor amiga ocupar lugar que seria dela.

O trauma de ver Samira conquistar família enquanto permanecia institucionalizada criou ferida emocional profunda. A conclusão de que nunca mais seria adotada moldou visão de mundo baseada em desconfiança e amargura, características centrais da personalidade adulta de Zulma.

Paralelamente, Ernesto (Eriberto Leão), protagoniza transformação motivada por medo do inferno após morte. O malandro segue firme na tentativa de se tornar homem melhor, movimento radical para personagem acostumado a viver de trapaças e esquemas.

Em conversa com padre, Ernesto confessa sensação de leveza experimentada após praticar boas ações. O religioso orienta sobre necessidade de força de caráter e resistência às tentações, virtudes essenciais para consolidar mudança de comportamento.

"Eu não quero ir para o inferno! Preciso arrumar um jeito de ir para o céu!", declara o marido de Sandra, explicitando motivação egoísta que alimenta aparente conversão moral. A transformação do personagem de Eriberto Leão baseia-se em cálculo sobre destino pós-morte, não em despertar genuíno de compaixão.

Candinho (Sergio Guizé) chega durante conversa e questiona presença de Ernesto na igreja. O malandro esclarece não querer mais confusão na vida, posicionamento recebido com concordância pelo caipira que também prefere evitar brigas em casa de Deus.

A surpresa vem quando Ernesto se posiciona contra planos da própria esposa. "Então podemos seguir cada qual para o seu lado. Mas, antes, preciso falar uma coisa. Sou contra a ideia da minha esposa de tomar posse do Policarpo. Eu, inclusive, tenho tentado fazê-la voltar atrás", revela ao protagonista de Sergio Guizé.

O posicionamento marca ruptura significativa com comportamento anterior de Ernesto, que tradicionalmente apoiava esquemas questionáveis em busca de vantagens materiais. A mudança radical indica que preocupação com salvação eterna está efetivamente alterando prioridades do malandro.

Êta Mundo Melhor segue com autoria de Walcyr Carrasco e Mauro Wilson, contando com colaboração de Letícia Mey, Cleissa Regina Martins, Bruno Segadilha, Nilton Braga e Rodrigo Salomão. A direção artística ficou sob responsabilidade de Amora Mautner, com direção geral de João Paulo Jabur. Nathalia Ribas e Alexandre Macedo dividem direção, enquanto produção conta com Betina Paulon e Isabel Ribeiro. Lucas Zardo assume produção executiva, e José Luiz Villamarim responde pela direção de gênero da novela exibida de segunda a sábado às 18h15 na TV Globo.