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Gisele Joras é a nova aposta da teledramaturgia da Record

por jeferson, em 18/11/2007

Gisele Joras é a nova aposta da teledramaturgia da Record

Em Amor e Intrigas, novela que substitui Luz do Sol na Record, a emissora resolveu ousar. Mas não com cenas de ação ou histórias superdiferentes, características que têm marcado os folhetins da casa. E sim ao apostar em uma autora novata, Gisele Joras.
A expectativa é que a história escrita por ela consiga superar a média de 9 pontos alcançada pela trama atual da veterana Ana Maria Moretzsohn. "É um folhetim clássico e que trata da perda de valores éticos. Dá um frio na barriga ter essa responsabilidade em mãos, mas estou feliz", resume a estreante, que venceu um concurso de roteiristas realizado pela Record em 2005 e por isso foi escolhida.

A expectativa em torno do trabalho da moça é grande. O sempre exagerado Walter Zagari, superintendente comercial da emissora, diz que a intenção da emissora é alcançar os 17 pontos de média. "O sonho é sempre alcançar as dezenas e não a unidade", afirma. E para justificar essa empolgação, ele se apóia em dados concretos. "Não temos mais espaço publicitário para vender até 31 de março de 2008", esnoba. Cada inserção de 30 segundos custa, desde Prova de Amor, R$ 200 mil.

Edson Spinello, diretor da trama, já é mais pé no chão. Homem de poucas palavras, não fala em números, mas aposta no elenco e no enredo para emplacar a novela. "O elenco é bom e a história é boa. Nem parece que a Gisele Joras nunca fez teledramaturgia", opina.

O desenrolar de Amor e Intrigas tem início em Ouro Preto, Minas Gerais. Valquíria, de Renata Domingues, dá um golpe em sua família ao vender todas as máquinas da confecção de sua mãe e foge para o Rio de Janeiro. "Ela é ambiciosa e inescrupulosa. Estou adorando porque é totalmente diferente da Cecília de Bicho do Mato", compara Renata.

A mocinha da história é irmã da vilã. Alice, interpretada por Vanessa Gerbelli, também segue para o Rio depois de sofrer esse golpe e é lá que encontra o galã da história, Felipe, personagem de Luciano Szafir. "A minha idéia é fazer esse mocinho como um verdadeiro príncipe encantado", antecipa o ator.

E não é apenas o bonitão que praticamente seguiu direto dos estúdios de Vidas Opostas para o de Amor e Intrigas. Nicola Siri, Silvia Bandeira, Léo Rosa e Heitor Martinez são alguns dos muitos rostos repetidos. "Depois do Jacson eu queria folga. Mas fui convencido porque o personagem é bom", justifica Heitor. Na trama ele interpreta o mau-caráter Petrônio, que usa uma identidade falsa para conseguir o que quer e se junta a Valquíria em suas falcatruas.

Há outros ex-globais na história. Como Sérgio Menezes, Mylla Christie - que se emocionou na coletiva de imprensa - e Carlos Bonow, convidado pelo diretor Edson Spinello. "Já tinha trabalhado com ele em Malhação. Não tinha grandes perspectivas na Globo e aqui na Record dá para ser gente grande", analisa o ator, ao falar da troca de emissora.

Amor e Intrigas é a décima novela da Record desde a retomada da produção de dramaturgia, em 2004. O custo médio por capítulo é de R$ 170 mil. Com o incansável lema "a caminho da liderança", os diretores da emissora comemoram a venda de seus folhetins para 32 países e proclamam que, em 2010, esperam ser os primeiros em audiência.

Apesar de alguns escorregões - Bicho do Mato ficou aquém do esperado e Luz do Sol também - eles apostam na queda de audiência da Globo para crescer em cima do deslize alheio. "A audiência das novelas da Globo tem caído a cada ano. Temos certeza de que nosso próximo folhetim será um sucesso, porque os telespectadores estão migrando para cá", avalia Zagari.



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