
A relação de Ludmilla com o SBT atingiu novo ponto de tensão após a cantora recusar uma entrevista à emissora na última quinta-feira (22), na Paraíba. Ao ser abordada por um repórter sobre suas expectativas para o Carnaval, ela foi direta na justificativa: "Meu amor, com todo respeito a você e ao seu trabalho, mas eu não falo com emissora que defende racista".
O posicionamento da artista tem raízes em um episódio de 2017. Naquele ano, Marcão do Povo, então contratado da Record, chamou Ludmilla de "macaca" durante uma transmissão ao vivo. A ofensa gerou processo judicial movido pela cantora e resultou na demissão do apresentador da emissora.
Marcão declarou publicamente que teria sido absolvido das acusações. Ludmilla respondeu em vídeo no Instagram, sustentando que o apresentador recorreu a uma manobra processual para escapar de punições, apesar de o ato racista ter sido reconhecido pela Justiça.
Essa publicação nas redes sociais desencadeou uma nova disputa nos tribunais. Marcão tenta remover o vídeo do ar sob o argumento de que o conteúdo prejudica sua imagem. A pendência se arrasta no Supremo Tribunal Federal desde então.
O apresentador integra atualmente o quadro do SBT, onde comanda o programa 'Primeiro Impacto'. A permanência de Marcão na emissora motivou Ludmilla a recusar também uma homenagem oferecida pelo canal. "Eu não posso aceitar uma homenagem enquanto essa mesma emissora continua dando voz, espaço e respaldo a pessoas que tiveram atitudes racistas", declarou a cantora.
A postura de Ludmilla evidencia uma cobrança por responsabilização que ultrapassa o âmbito individual do agressor e alcança as empresas que o empregam.
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