Em entrevista à Rádio Renascença, de Portugal, Antonio Fagundes abriu o jogo sobre sua visão das relações no meio artístico e mencionou a colega Regina Duarte como exemplo. O ator, um dos nomes mais respeitados da dramaturgia brasileira, disse não guardar ressentimentos da ex-companheira de cena, apesar de considerar suas posições políticas equivocadas.

A provocação surgiu quando a jornalista perguntou quem seria a segunda pessoa que mais lhe causava raiva no universo das novelas, já que a primeira, segundo a entrevistadora, provavelmente seria Regina Duarte.

Fagundes reagiu com leveza: "Tadinha! Não tenho raiva dela. Regina foi uma excelente companheira de trabalho. Equivocada, do meu ponto de vista, mas tem muita gente que a apoia. Eu respeito a posição dela, ela tem direito a apoiar quem quiser."

Durante a entrevista, o ator aproveitou para estender o comentário e refletir sobre a polarização que marca o Brasil nos últimos anos: "A gente precisa parar de ter inimigos. Podemos ter adversários, mas inimigos... A gente está vivendo uma época em que pessoas são inimigas, que exige quase uma eliminação. O adversário, não, você quer o convencer, trazer para si, trocar palavras."

A trajetória política de Regina Duarte

O nome de Regina voltou ao debate pela sua passagem na política. A atriz foi convidada pelo governo Jair Bolsonaro em março de 2020, substituindo Roberto Alvim na Secretaria Especial de Cultura. Sua gestão durou apenas 74 dias, encerrada após críticas e episódios polêmicos — como uma entrevista à CNN Brasil, em que minimizou a ditadura militar.

Para assumir o cargo, Regina rescindiu o contrato de décadas com a TV Globo, decisão que gerou forte repercussão na classe artística. Por um período, ficou afastada da emissora, até retornar recentemente em uma entrevista ao Conversa com Bial.

Em declarações recentes ao Domingo Espetacular, da Record, Regina revelou que não pretende mais participar de produções longas na TV: “Não sou mais capaz de decorar calhamaços de texto por semana.”

A atriz explicou que não sente saudades de atuar em novelas, ressaltando que a principal dificuldade está na exigência de memorizar longos diálogos.