Nos próximos capítulos de Três Graças, exibida pela Globo, Zenilda — interpretada por Andréia Horta — surpreende ao flagrar o relacionamento amoroso entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky), mudando o rumo da novela. A descoberta ocorre em meio à investigação sobre Rogério (Eduardo Moscovis), quando Lorena leva Juquinha para uma conversa em família, buscando informações diretamente com a mãe. Arminda (Grazi Massafera) também participa do encontro, e o clima de tensão aumenta quando Zenilda demonstra receio de que a amiga descubra que Juquinha é policial. Com isso, Lorena tranquiliza a mãe, garantindo que o segredo será mantido.

Alguns capítulos adiante, Zenilda aborda Lorena e revela ter percebido o romance entre a filha e Juquinha. Em uma cena marcada pela emoção, a mulher de Ferette (Murilo Benício) demonstra apoio e respeito, abraçando Lorena e reforçando os laços familiares. A reação positiva evidencia a transformação dos relacionamentos na trama, destacando a aceitação e o afeto no núcleo principal.

Com audiência considerada baixa para o horário nobre — a novela de Aguinaldo Silva mantém média de 21,5 pontos, repetindo o índice registrado por Mania de Você —, a Globo acelera mudanças nos roteiros para tentar ampliar o engajamento, especialmente entre os espectadores mais ativos nas redes sociais. O núcleo de humor, alvo de críticas constantes pela repetição de situações e pouca relevância para a narrativa central, será ajustado. 

A saída de Otávio Müller do elenco está prevista para acontecer por volta do centésimo capítulo de Três Graças. O ator, responsável por Célio, se despede em um episódio que marca uma virada dramática: segundo a jornalista Carla Bittencourt, do portal LeoDias, o personagem será assassinado, encerrando sua participação na novela em fevereiro. O enredo ganha intensidade quando Arminda, vivida por Grazi Massafera, provoca a primeira morte diretamente relacionada à sua personagem ao empurrar Célio da escada da mansão, consolidando um novo patamar de antagonismo e alterando o rumo da história.

Até então, Arminda atuava nos bastidores, manipulando personagens e situações. Com o assassinato de Célio, a personagem atravessa uma linha definitiva, tornando-se peça central das reviravoltas que passam a dominar os capítulos seguintes. O impacto imediato é sentido no núcleo cômico, que já vinha sendo reduzido e, após a morte de Célio, será drasticamente enxugado.

A redução desse núcleo acompanha as críticas do público, que apontavam a repetitividade e a pouca contribuição para o desenvolvimento da narrativa. A estrutura de Três Graças passa, assim, por uma reorientação estratégica, antecipando viradas e elevando a dramaticidade para reconquistar a audiência.

A novela Três Graças segue no ar até maio, quando será sucedida por Quem Ama, Cuida, de Walcyr Carrasco e Claudia Souto — produção que já tem parte de seu elenco confirmada e carrega a expectativa de renovar o fôlego da faixa nobre da Globo.