
Após quase três décadas à frente do Jornal Nacional, William Bonner inicia um novo capítulo em sua trajetória profissional. O jornalista deixará a bancada do principal telejornal do país em novembro e passará a dividir o comando do Globo Repórter com Sandra Annenberg.
Em comunicado divulgado pela Globo, Bonner revelou que o desejo de se afastar do JN não é recente. "Foram cinco anos, desde a minha primeira conversa com a direção do jornalismo sobre o desejo de reduzir a carga horária e as responsabilidades exigidas pela chefia e pela apresentação do JN. Precisamos superar a fase crítica da pandemia, arquitetar sucessões e preparar sucessores até a data do anúncio das novidades", afirmou.
O jornalista também destacou a importância de mudar o ritmo após uma longa trajetória. "São 29 anos e quatro meses de JN. Exatos 26 anos como chefe da equipe de editores, comandando reuniões, avaliando pautas, planejando edições, apresentando as notícias a milhões. Nesse período, tornei-me pai, vi minhas crianças acharem que se tornaram adultos", disse.
Estreia no novo programa
Segundo informações da jornalista Carla Bittencourt (do Portal LeoDias), a estreia de Bonner no Globo Repórter está prevista para 20 de fevereiro, com uma edição especial gravada em Nova York. Ele será responsável pela apresentação direto da cidade, enquanto as reportagens ficarão a cargo de Nilson Klava. O especial promete trazer um olhar inédito sobre a metrópole que nunca dorme.
Curiosamente, o Globo Repórter era o único programa jornalístico da Globo pelo qual Bonner ainda não havia passado. Ao longo de sua carreira, ele já esteve no Jornal Hoje, Jornal da Globo, Fantástico e, sobretudo, no Jornal Nacional, onde consolidou sua imagem de credibilidade e sobriedade.
Para ocupar o lugar deixado por Bonner, a emissora escolheu César Tralli, atual âncora do Jornal Hoje. Internamente, Tralli já era apontado como o nome mais preparado para assumir a missão de conduzir o noticiário de maior audiência da TV brasileira.
A transição marca não apenas a renovação da bancada do JN, mas também um momento simbólico para a televisão brasileira. A saída de Bonner encerra uma das mais longas e marcantes trajetórias de um apresentador de telejornal no país.
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